quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Meu Primeiro Acróstico



Meu Primeiro Acróstico.
Acho acróstico uma palavra horrível, tão horrível quantas as poesias chamadas acrósticos, vê se isso é nome de poesia, não tem nenhuma poesia na palavra acróstico. Segundo a Wikipédia, um acróstico é qualquer composição poética na qual certas letras de cada verso, quando lidas em outra direção e sentido, formam uma palavra ou frase. Existem vários tipos de acrósticos. Em um acróstico genérico as letras que compõem a nova palavra ou frase pode estar em qualquer posição, dentro de cada verso; uma zona total.
No acróstico propriamente dito juntam-se as letras iniciais de cada verso para formar a palavra ou frase desejada, pode ser lida de cima para baixo ou de baixo para cima, ninguém se entende. Um subtipo especial de acróstico é o abecedarius, assim mesmo que se escreve, também chamado de acróstico alfabético. Nesse tipo de acróstico, a primeira letra de cada verso (ou de cada palavra de cada verso) forma com as demais primeiras letras (de cada verso ou palavra) uma sucessão que é idêntica à sucessão de letras do alfabeto ou abecedário.
Também tem os tipos mesóstico e teléstico. O mesóstico é um tipo de acróstico em que os ajuntamentos de letras ocorrem no meio dos versos. O teléstico é um tipo de acróstico em que todos os ajuntamentos de letras ocorrem no fim dos versos.
Resolvi fazer meu primeiro acróstico. A gente nunca esquece o primeiro acróstico. Já imaginou alguém me perguntar: Quando foi o seu primeiro acróstico, foi um mesóstico ou um teléstico? Coisa de doido.
Obs.: como não encontrei nenhuma palavra começando com Ç, apelei. Apelei feio, aprendi com a Dilma. Escrevi “Canto” com Ç, O nome de meu filho tem Ç, não foi engano não, foi proposital.  


Acróstico: Matheus de França Leite.

Mais importante que acreditar é viver,
Assim sigo minha estrada escolhida.
Tentando-me equilibrar na corda bamba,
Hei de seguir acreditando na vida.
E sigo cambaleando embriagado
Unindo tristezas e alegrias
Sou andarilho só e amargurado.

Deito-me na grama de um jardim
Espero a noite passar sem fim.

Faço-me de vítima acordado
Rindo de mim, em contrapartida
Arrasto meus trapos esfacelados
Nunca partir foi despedida.
Çanto meu canto isolado.
Alerto para uma vida, indevida.

Luto como um corpo em agonia
Esforço-me para ter esperança
Irado fico com minha covardia
Transformando o passado em lembranças
Ergo-me morto e sou só apatia.

Recife, 16/09/2015.
Consegui, fiz meu primeiro acróstico. Hoje não durmo.
Um beijão a todos os meus amigos e amigas.

2 comentários:

  1. Magnífico momento poético. Muita sensibilidade à flor da pele, emoções permeiam nos versos de elite. Aplausos mil!

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  2. Um poetizar de Elite, com uma inspiração de encantos mil. Adorei cada verso tecido e cada emoção extraída do âmago da alma. Lindo demais. Aplausos

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