quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Celebrar Isabella



Celebrar.
Tenho visto tantas pessoas a poetizarem no Facebook, tantos grupos de “poetas” que resolvi, independentemente de serem boas ou não; publicar minhas “poesias” neste blog. São poesias livres, como já disse minha irmã poetisa Elizabete Leite, são momentos meus que passo a dividir com os amigos. São rascunhos, muitas ainda inacabadas, porém todas são meus momentos.

Não sigo nenhum modelo, elas brotam como surgem os pensamentos: Livres. Poetizar é celebrar em versos, é honrar, é realizar algo com solenidade, é promover uma aliança entre a mente e o coração. Não só mente, não só coração; ambos. Um pouco mais de um, um pouco menos de outro, depende do momento. Celebrar, poetizar, não é sentar e escrever; é explosão, é sonhar, e um pouco da realidade, é viver, é vida.

Isabella
Isabella, como és bela
Como é belo teu olhar.
Olhar de gato assustado,
Com tantas sardas no rosto,
E os dentes separados.

Quando me chamas de bobo,
faz-me perder o juízo,
e minhas broncas tão duras
desmonta-as com um sorriso,
e ao beijar-me no rosto
me levas ao paraíso.

Isabella, como és bela
Como é belo o teu olhar

Essa foi uma das minhas primeiras poesias, escrita nos anos 90, em São Paulo. Fiz para minha filha Isabella (Zazá). A recebi no dia 19/08/1983, leonina com olhos pretos de gato assustado, grandes, captam tudo em volta, sempre atenta, uma genuína Lopes de Almeida Leite.

3 comentários:

  1. Leveza e graça viajam nos versos da tua imaginação. Um poetizar tão belo quanto a homenageada Isabella. Parabéns

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