sábado, 16 de dezembro de 2017

O Alfa e o Ômega - Osho



Máscaras O Alfa e o Ômega.

Há algum tempo, li um artigo que citava uma passagem do livro “O Alfa e o Ômega” de Osho. Falava sobre MÁSCARAS. Fui ao meu baú de recordações, e ressuscitei uma poesia que escrevi em janeiro de 1991. Escrita, enquanto assistia o por do sol, em uma mesa de bar em São Paulo. Hoje posto minha poesia e em um outro post o trecho do livro de Osho. Espero que gostem.
MÁSCARAS
Minhas máscaras empoeiradas
Querem mudar.
Resisto.
Continuo mascarado,
Assim é melhor
Não deixo ninguém triste.
Sou o mesmo, sempre.
Dentro de mim
Surge uma vontade de mudanças,
A poeira das máscaras
Começam a levantar.
Para a felicidade de todos
Controlo-me,
Tudo fica como antes
Eu preso dentro de mim
Todos felizes comemoram.
Um grito no silêncio surge,
Sufoco.
Não deixo escapar.
Aplausos.
Todos estão felizes.
Não me permito mudar.
Sufoco qualquer vontade de mudanças,
Nos copos e nas mesas de um bar.
A cerveja embriaga minha alma,
A poeira das máscaras continua.
Por um instante
Tiro as máscaras,
Já mim olham diferente,
Sou estranho,
Não pertenço a seus mundos.
Volto mascarado.
Todos felizes aplaudem.
Somos iguais.
E dentro de mim continuo triste.

Jorge S. Leite
SP. 06-01-1991
Boteco do Pescador, em um Domingo de sol, às 18 hs.

2 comentários:

  1. Um poetizar de profundidade ímpar. Somos seres mascarados nos palcos da vida. Onde poucos conseguem sobreviver sem máscaras. Amei a beleza dos sentimentos contidos nos teus versos livres. Bravo

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