segunda-feira, 2 de abril de 2018

Falando em Amor



 
Jessé e Lourinete
O Amor e o Ego.

Ao fazer comparações estamos apenas fortalecendo o nosso ego. Porém, em questões de amor o ego não deve ser consultado, somente o coração deve ser aberto, somente ele deve nos guiar. O ego não escuta o coração, ele abafa o coração, não deixa que o mesmo direcione a ação. O ego não divide o palco com ninguém.
Ao fazer comparações não desatamos amarras, não avançamos. Escolhemos apenas o que agrada nosso ego, esquecemos de nós mesmos. Não que nosso ego tenha que ser destruído. Ele tem que ser vivenciado como uma parte nossa, e não o ser como um todo. Temos de nos desnudar de comparações quando estamos frente a uma escolha.
E como escolher sem comparar?
Milena, Matheus, Isabelle com vovô Jessé
Quando estamos frente a uma escolha (dificuldade, decisão, ação) e não comparamos, a solução (escolha) surge do nada, surge de dentro de nós, pois já lá estava. Ao não compararmos deixamos que ela flua, e ela passa a ser o caminho.
No amor a situação é a mesma. Quando nos vemos frente a um dilema, é que estamos fazendo comparações, estamos fortalecendo o ego, estamos abafando o coração. Não estamos permitindo que do vazio (ausência de comparações) a solução surja, que o caminho seja mostrado. Ao comparar estamos tentando negar o já existente, a decisão já tomada. Estamos nos envolvendo com o medo de sermos nos mesmos, com o medo de reconhecer as ilusões que são usadas pelo ego para se fortalecer, a divisão que alimentamos para não sermos um.
O amor é a chance de mudar toda essa situação. É a chance de passar a assumir o controle de tudo, do próprio ego que não deve ser destruído, mas também não pode ser o regente. Essa chance deve ser vivenciada a fundo, sem medos, sem temores, sem limites, sem amarras, sem comparações. No amor não deve ocorrer escolha, não deve haver espaço para que elas existem. Isso porque, quando haver necessidade de escolha estamos vivendo da ilusão do amor e não do amor em sua essência, pois o amor simplesmente é.
Matheus com vovô Jessé
E como podemos vivenciar essa chance que temos, a cada nova vida, para dar sentido à mesma? E como vivenciar o amor? Vivenciar o amor é não comparar, é não escolher, é mergulhar em nós, é permitir que o outro também mergulhe em nós, que conheça nosso âmago. É ficar transparente para a pessoa que amamos, e não pedir nada em troca, e tão somente ser.
Ser o amor é viver a cada instante em sua totalidade. É não viver em partes. É sentir com o coração, deixar fluir por cada poro nossa alegria de amar; mesmo estando distante da pessoa amada. E quando juntos, viver o amor e ser um, é fundir os corpos, fundir as almas e atingir o êxtase. Viver o amor é ser e deixar ser, e ambos serão uma única experiência, um único momento, uma única vida.
 
Jorge S Leite.



5 comentários:

  1. Sempre me fazendo chorar... Excelente texto que tem com temática o amor e o ego. Osho diz: "Amor e ego não podem vir juntos." O Amor é sentimento sublime que deve ser isolado de cobranças e egoísmo. Tudo lindo. As fotos de família caem como plumas na temática abordada. É revigorante olhar as fotos de papai com os netos... Tanto "Amor" contido em seu olhar. E Mamãe sorrindo, um olhar acolhedor. Amei tudo! Obrigada Jorge e Parabéns!!!

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  2. Uma crônica expressiva e bela, um toque de ternura que contagia o coração. O amor sentimento único. Fotos que demonstram a sensibilidade do amor. Parabéns!

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  3. Um texto lindo, que fala do amor puro, livre do ego. Fotos em família. Parabéns!

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  4. Viajei no texto e gostei do que li. Amei conhecer mais as fotos de família da minha amiga e poetisa Bete.

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