terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Madeira que Cupim não Roi



“Madeira Que Cupim Não Rói”
[Capiba]


Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa) nasceu em Surubim, em 28 de outubro de 1904, e veio a falecer em Recife em 31 de dezembro de 1997. Músico e compositor pernambucano tornou-se o mais conhecido compositor de frevos do Brasil.

Começou a carreira em uma banda de jazz, a Jazz Band Acadêmica, em 1931. Versátil, Capiba escreveu para vários estilos, mas acabou ficando famoso por seus frevos. “Madeira Que Cupim Não Rói”, de 1964, tornou-se a faixa mais tocada em todos os carnavais desde então e foi feita para o bloco Madeira do Rosarinho, da Zona Norte do Recife. É também uma evocação do próprio Recife e de sua cultura. A tal madeira indestrutível é uma alegoria do próprio carnaval pernambucano até hoje impassível a intervenções que modifiquem sua essência.

Antônio Nóbrega

Raimundo Campos, Luiz Gonzaga, Sivuca, Capiba, José Meneses e Luiz Bandeira - 18/08/1987
  

Madeira do Rosarinho (Madeira que cupim não rói)

Madeira do Rosarinho
Vem à cidade sua fama mostrar
E traz com seu pessoal
Seu estandarte tão original
Não vem pra fazer barulho
Vem pra dizer e com satisfação
Queiram ou não queiram os juízes
O nosso bloco é de fato campeão
E se aqui estamos, cantando essa canção
Viemos defender a nossa tradição
E dizer bem alto que a injustiça dói
Nós somos madeiras de lei que cupim não rói
 


Madeira do Rosarinho

Abstração




6 comentários:

  1. Magnífica postagem, já dancei muitos carnavais com essa música. Ela é imortal, faz parte da nossa cultura e tradição. Tudo colorido, como nosso carnaval. Parabéns pelo blog. Sempre aprendendo por aqui.

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  2. Uma página linda, colorida e expressiva. Música inesquecível de muitos carnavais, o que é bom tem que ser lembrado. Parabéns poeta!

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  3. Isso é cultura, o genuíno do Carnaval Pernambucano. Voltei Recife... para dançar mais frevo. Belíssima página! Aplausos

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  4. Página linda e colorida, muito bom visitar esse blog diversificado, música que anima muitos carnavais. Gostei do vídeo. Parabéns Jorge!

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  5. Fui questionado sobre a tristeza da última foto. O carnaval tem os dois lados, como tudo na vida, a alegria e a tristeza. Muitos usam o carnaval para esquecer as dificuldades do dia a dia. É uma válvula de escape, é fuga, é um retirar de máscaras, mesmo estando mascarados. Carnaval também é dor e sofrimentos. Carnaval cheio de contrastes. Hoje alegre, amanhã triste. Semelhante à vida.

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