segunda-feira, 30 de abril de 2018

E... SOBRE FAMÍLIA...

 VIOLEIRO MINEIRO CAPIAU

E... SOBRE FAMÍLIA...
E... o Universo tece... a cada um... o que merece...

Às pressas, sai-se sem nada... comodismo estraga almofada... o “querer” não é poder... e ainda pode-se querer... pois há sempre uma coisa nova... a nos colocar à prova... em termo pejorativo... tudo no mundo é relativo... e quem pensa positivo... vê beleza até no feio... pois que existe o Caminho do Meio... nos diz, em magna carta... o, de Luz ,cheio... Sidarta... então... por que não me contento... com meu próprio merecimento??? se não amo os meus irmãos... a minha mãe, o meu pai... por que choro por quem se vai... e me rio com quem fica??? todo o Cosmos exemplifica... nos legando a convivência... com ou sem nossa anuência... temos sempre a presença... daqueles que precisamos... para estar naquele momento... e lugar que estejamos... mesmo não sendo a nosso contento... mesmo que não sejam o que sonhamos... ou se com eles não concordamos... como se dentro de um baralho... nunca que estamos sozinhos.. há, também, nossos vizinhos... os colegas de trabalho... seu Manoel, da padaria... seu João, do mercadinho... a cozinheira Maria... a dona da lavanderia... o caixa do supermercado... o motora do buzão... o vendedor de balão... a vendedora de salgados... os professores da escola... os colegas da faculdade... o prefeito da cidade... o que nos pede esmola... o motoboy, entregador... os palestrantes da “igreja”... a turma da sexta, da cerveja... o síndico, o vereador... o zelador, o porteiro... o policial, o bombeiro... o carteiro, o leiturista... o garçom, o copeiro... o farmacêutico, o balconista... o médico, o laboratorista... o atendente, o enfermeiro... o gari, o lixeiro... o pedreiro, o pintor... todos nos são importantes... mas, quanto maior a proximidade... quanto maior intimidade... maior é a responsabilidade... que temos com o semelhante... sendo trigo ou sendo abrolho... do irmão temos que cuidar... como das pupila de nosso olho... pois em um tempo, não distante... estaremos no Armagedom... e pra ser eleito como Bom... e pra outro Céu passar... cada um irá contar... com quem na Terra conviveu... que nos irá apresentar... como somos, diante de Deus..

VIOLEIRO MINEIRO CAPIAU
EM 24/04/2018... no aguardo...


Onde está o Céu de Deus?


Armageddon

domingo, 29 de abril de 2018

Dívida

 José Waldeck, Maceió, 03/04/2018



DÍVIDA
Há de ter
os to
ns de verde
que a vegetação exibe
após uns dias de chuva,
mas que não se vê nos quadros
de nenhum ateliê,
a canção que qualquer dia
hei de compor pra você.
Há de ter
neologismos
palavras jamais escritas
(afáveis, belas, precisas),
frases nunca dantes ditas,
livres de todo clichê,
a canção que qualquer dia
hei de compor pra você.
Há de ter
feliz mensagem,
ser um canto de esperança,
de amor e gratidão,
ter pureza de criança
e o encanto de um bebê,
a canção que qualquer dia
hei de compor pra você.
Há de ter
grã melodia
aprazível aos sentidos,
rimas, refrão, harmonia
que nunca sejam exauridos,
glória no “karaokê”,
a canção que qualquer dia
hei de compor pra você.
José Waldeck


 

sábado, 28 de abril de 2018

TAUTOGRAMA


Elisabete Leite
19/04/2018

TAUTOGRAMA – Nome dado ao verso à estrofe ou ao poema, em que a grande maioria das palavras, ou todas elas, começam pela mesma letra, num excesso de ALITERAÇÃO com possíveis efeitos de ONOMATOPÉIA.
SOL, LUAESTRELAS e CAVALOS CORAJOSOS

SOL
Sol saudável... sentimental
Sua sintonia serena, suave
Semeia serenidade, saudade
Sinto seu sistema sincrônico,
São sãs sensações simultâneas
Simetricamente sensacionais.”
LUA
Lua lilás, luzente, lunar
Linda liberdade, lampejos
Lúdica, livre, leve, leal
Lendária leveza liberal
Luar lindamente luminoso
Luz límpida, linear.”
ESTRELAS
Estrelas encantadoras,
Estão exímias, eminentes e,
excelentes, em espaço estrelar...
Eternamente especiais, eleitas,
Elegantes, estimadas, educadas
Elas estão extremamente exemplares.”
ANJO ALADO
Ah, anjo alado apaixonado!
As asas abertas amam as alturas
Abaixo, acima, ao anoitecer
Amor amigo agrada a alma...

Ah, anjo alado apaixonado!
As asas acolhem a amada
Abrigando-a ao alvorecer
Assim ama alado, anjo amado.

CAVALOS CORAJOSOS
Cavalos cavalgando com coragem
Cruzando caminhos curtos, cruzados,
Carregando comidas, carruagens,
Com cuidado, calados, cansados.

Cavalos com cavaleiros, cavalaria,
Cavalgam cômodos, correria colossal,
Com celebridade, capacidade central,
Correm, cansam, correm com confiança.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Material... Minhas Paredes.


Tainá Paiva


Material

Eu não te amo o suficiente

E não é que não exista uma quantidade extravagante de amor dentro de mim,

É que não existe palavra, beijo ou transa

Capaz de sintetizar tamanha magnitude sentimental



Eu tenho um oceano dentro de mim,

Mas a insuficiência da matéria só te permite explorar um pequeno lago,

E apesar desse lago exibir águas reluzentes

Não se compara a exuberância do meu oceano,

Que abriga uma infinidade de espécies

Cuja beleza imensurável te fascinaria

É nesse oceano, meu bem, que eu quero te afogar

Quero encher tuas veias com a benevolência dessas águas



Mas esse plano físico repleto de limitações

Não me permite te transmitir

Nem metade do amor que

Transborda dentro de mim

Então, eu jamais te amarei o suficiente.

My Walls.
Tainá Paiva
.
Sometimes I feel like the world is ending.
not in the figurative sense, literally ending.
as if at any moment the sky would open up and reveal a great apocalypse.

For a long time that feeling haunted me,
sinking my mind into an unbridled panic.
I remember sitting on the porch and looking at the horizon crying,
waiting for the moment when the world I knew would be completely destroyed.

Somehow, I believe this was always a yell from my subconscious
trying to warn me about the instability of my own particular universe,
that at any moment it might collapse, because I lacked solid foundations.

And I waited for the day when these foundations would be strong enough
to keep my structure up.
the day did not came.

Did not came because I did not build them,
and whoever did it, had no idea of ​​the weight of my walls.

Today is demolition day,
I’m rebuilding everything that one day failed to sustain me.
brick by brick I lift my fortress, which will never oscillate again.

I still feel that the world is about to end,
but panic no longer accompanies this feeling.