quarta-feira, 6 de junho de 2018

Vem Prá Cá


SOCORRO PAIVA

 VEM PRA CÁ
Por onde andas, meu bem fujão?
vem ligeiro acalmar meu coração
que já está quase sem bater
com uma saudade danada de você
tá louquinho pra te dar todo esse amor
que de grande tá causando tanta dor.

Vem meu lindo correndo preencher
o vazio do meu peito sem você
vem voando dizer que ainda me quer
que sou única, que sou sua mulher
é difícil não poder compartilhar
o cantinho aconchegante do meu lar.


Vem amor, que te faz prender aí
se as coisas que são boas estão aqui?
vem depressa pra loucura que te espera
não te percas no caminho com quimeras
quantas noites ainda tenho que esperar
pra minha voz em teus suspiros se calar?

Já não sei viver sozinha sem você
cada dia é uma vida sem te ver
pra os meus braços vem sorrindo meu amado
recordar o sabor do meu bocado
tou contando os minutos pra o prazer
da alegria que terei em te rever.

Vem amor, não me deixes a suspirar
pois saudade não é boa se tardar
tou tentando das pessoas esconder
a tristeza que não posso mais conter
esses versos de sentimento profundo
foi pra ver se vens de volta pra o meu mundo.


Afinal, o que é um oceano a separar terra e ar?

26/6/2015
Socorro Paiva


 
Eros & Psiquê





NOTAS DE RODAPÉ
O Deus Eros


Hesíodo, foi o primeiro autor a fazer referência a Eros em Teogonia. Hesíodo se referiu a Eros como uma força primordial, que iria contribuir para a geração de novos seres, divindade que surgiu imediatamente a seguir à Terra. É como entidade primordial que volta a surgir nos poetas líricos e nos tragediógrafos dos séculos VI e V a. C. (na Antígona, de Sófocles, o deus é-nos apresentado como um poder abstrato que governa todos os seres vivos sobre a terra).

Posteriormente, tentando arranjar-lhe um pai e uma mãe, poetas e mitógrafos atribuem-lhe as mais variadas genealogias: Alceu fá-lo filho de Íris e de Zéfiro, Acusilau, de Éter e da Noite, Eurípides (Hipólito, 530-534), de Zeus. Hesíodo, em sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Porventura, uma das genealogias mais conhecidas é a de Platão, no Banquete, que o apresenta como tendo nascido da união de Pénia e de Poros (ou seja, da Pobreza e do Expediente), certo dia, no jardim dos deuses, aquando da grande festa comemorativa do nascimento de Afrodite, festa para a qual haviam sido convidadas todas as divindades. Como filho de Afrodite ele era representado como uma criança que nunca crescia.
Segundo alguns poetas da Antiguidade, Afrodite concebeu quatro Erotes que personificavam as diferentes faces do amor, sendo Eros o principal deles:
  • Eros era o que representava o amor verdadeiro, da união e da afinidade que gera simpatia e inspira;
  • Anteros era o deus dos amores correspondidos e não-correspondidos e das manipulações. Ele também é considerado o oposto de Eros sendo a antipatia que desune e separa;
  • Himeros era o deus do desejo sexual e carnal;
  • Pothos era o deus da paixão cega e fervorosa.
Dentre diversas lendas sobre Eros, a mais conhecida é a de Psique, na qual o deus deveria induzir a moça a apaixonar-se por um monstro à pedido de sua mãe. Entretanto sua flecha acertou ele mesmo, assim tornou-se seu amante. Muitos filósofos consideram Eros como a representação do amor e Psique como a representação da alma, juntos como uma metáfora sobre a espiritualidade humana. Eros e Psiquê tiveram filhos trigêmeos que chamavam-se:
  • Eros II, que passou a cuidar do amor dos homens;
  • Hedonê ou Volúpia, a deusa das virtudes, representada como uma fada de grandes asas;
  • Voluptas, o deus dos prazeres
Eros, na psicanálise, é o conceito de atração sexual decorrente do amor apaixonado, desta forma os termos erótico e erotismo derivam-se desse deus. Seus símbolos são o arco e a flecha, o coração flechado e o cupido.

Eros & Psiquê


https://mitologiagrega.net.br

 
 









12 comentários:

  1. Que lindo poema de amor, muito romantismo neste período junino que é também dos namorados. Um poema alegre, sonoro e bem rimado, parece até que estamos lendo uma letra de música. Parabéns querida prima poetisa Socorro Paiva pelos excelentes versos. Imagens lindas e expressivas bem ao gosto do ilustrador, poeta Jorge Leite. As Notas de Rodapé informativas apresentam um conteúdo que complementam a temática sobre os deuses e deusas do amor. Aplausos pela arte final. Boa noite!

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  2. Muito belo poetizar, romantismo, sensibilidade e amor na medida certa. Amei! As imagens deram um toque especial. Já a nota de rodapé completa o tema sobre os deuses e deusas da mitologia. Parabéns a todos. Uma excelente página. Abraços...

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  3. Quando eu era garotinha conheci uma menininha, aproximadamente da minha idade, chamada Hedonê. Todos os outros coleguinhas mexiam com ela por achar o nome estranho. Hoje sabendo a origem desse nome calculo que seus pais, ao dar-lhe esse nome, tinham conhecimento das histórias das deusas da mitologia grega. Muito interessantes e instrutivas as ilustrações contidas aqui. Parabéns mais uma vez ao nosso rei. Socorro Paiva se superou nesse poema dela nas escolhas de versos tão cheios de amor. Mais parece uma súplica do mais profundo ser, de quem se encontra em verdadeiro êxtase. Não me surpreendo. Socorrinho é boa em nos emocionar. Amei. Bjos.

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  4. Um lidíssimo poema amiga poetisa Socorro Leite, versos que emocionam pela sensibilidade. Rimas sonoras que apresentam muita harmonia. Lindas e expressivas imagens. Ótima nota de rodapé informativa que complementa o tema dos deuses e deusas da mitologia. Parabéns a todos! Tudo lindo! Abraços

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  5. Lindo poema, tecido com muito sentimento e muito bem ilustrado, poucas imagens, mas pertinentes ao tema... desejos saudosos e romantismo adornam os versos. Bem ao estilo da poetisa Socorro Paiva. Parabéns aos poetas pela arte final. Show de página. Abraços a todos!

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