domingo, 29 de julho de 2018

Elisabete Leite... Conto e Poesia

                      
 MISTÉRIO A 100 KM

          Acabei de brigar com mamãe, peguei a moto e sai pilotando por esse mundo de Deus, sem destino. A temperatura está bastante fria, muita neblina, poucas estrelas no céu e a lua nem havia aparecido. A moto corre a uma velocidade constante de mais de 100 Km. Eu sendo aventureiro por natureza, adoro desafios, ultrapassar meus limites, quebrar regras; assim, me divirto andando na corda bamba. A cerração dificulta minha visão, mas eu sou acostumado a pilotar na calada da noite...
          Morávamos, eu e mamãe, em um pequeno sítio distante do Vilarejo, que papai tinha recebido de herança na morte do meu avô. Papai havia falecido há dois anos atrás de um ataque fulminante do miocárdio e nós permanecemos na propriedade. Depois da morte súbita de papai, minha mãe sempre vive brigando comigo, pois eu fiquei com a moto que era dele e, mamãe não admite que eu saia à noite, isso era o principal motivo das desavenças. Conflitos que me tiram do sério.
          A chuva começa a cair, para mim é mais um desafio. A moto quase derrapa em uma curva acentuada em “S” à esquerda. De longe avisto uma jovem pedindo carona. Fico pensando: “Meu Deus, uma jovem sozinha nessa estrada deserta, isso é sinistro.” Eu diminuo a velocidade e paro no encostamento depois dela, olho pelo retrovisor e, a vejo caminhando em minha direção. Ela fica parada bem na minha frente, fico assustado com a palidez da garota, ela é muito bonita, mas o ambiente como todo, é tenebroso.
          - Boa noite, minha jovem! O que você faz nessa estrada deserta tão tarde? Qual o seu nome? Para onde quer carona? Pergunto-lhe, com um certo ar de medo.
          - Meu nome é Cecília Simplesmente. Preciso chegar a um certo lugar. Você pode ajudar? Responde-me a garota.
          - Muito prazer! Meu nome é Waldemar e, eu posso te dar uma carona até o Vilarejo. Falei bem calmamente.
          A garota sobe na moto, sem querer toca levemente em meu braço e eu quase desmaio, a mão da garota está gélida, talvez seja pelo frio da noite, mas tudo é muito pavoroso. Subitamente a jovem pede para eu parar, dizendo que precisa descer. Paro um pouco mais à frente e, olho para trás, nenhum sinal da garota no banco carona da moto. Fico amedrontado, um frêmito percorre todo meu corpo. Não vejo nada além de neblina e os pingos da chuva que molham meu rosto. Ligo a moto e saio dali em alta velocidade. Paro no único Posto de Gasolina antes de chegar ao Vilarejo. E pergunto ao frentista, que por sinal é um amigo da escola:
          - Pedro, boa noite! Você viu alguma jovem passar por aqui?
          - Waldemar, o que você faz aqui? Brother, não passou nem uma viva alma. Já estamos fechando. Mas, rumores dizem que uma jovem loira anda assustando os caminhoneiros, ela pede carona e desaparece. Disse-me Pedro.
          - My Brother, passei por um momento aterrorizante! My God, what fear... Dei uma carona para uma loira que desapareceu do nada. E você me conta isso, muito mistério! Voltarei para casa já está ficando tarde. Eu te vejo na escola amanhã!
          Volto para casa morrendo de medo, não quero encontrar àquela garota, pelo menos agora. Já são 22h00 horas quando vou dormir, minha cabeça está a mil, fico me perguntando: “Quem será a jovem da carona? Como ela sumiu sem avisar?” “a girl terror?” Bem cansado vou tentar dormir...
          Acordo cedo, o sol já resplandecia no horizonte, não vou à escola. Vou ao Vilarejo procurar explicações para o mistério da noite anterior. Vasculho tudo pelos arredores, porém não consigo nenhuma informação, sobre a tal moça misteriosa. Só me resta uma maneira de entender. Vou voltar pela mesma estrada à noite, para tentar encontrar Cecília... à noitinha volto para casa pela mesmo local, quero desvendar o mistério a 100 Km. Passo pelo Posto de Gasolina, mas Pedro não está trabalhando, vou seguindo em frente. Logo, a chuva começa a cair e a neblina toma conta da estrada, nem estrelas, nem luar para iluminar meu caminho. A moto quase derrapa em uma curva acentuada em “S” à direita. Meu coração fica congelado, quando avisto a mesma jovem pedindo carona. Chego bem junto dela e vou logo falando:
          - Cecília, tudo bem com você? Você desapareceu o que houve?
          - Não busque explicações para o que não é explicável, apenas faça o que vou te mandar! Procure esse endereço, lá você vai encontrar um diário, siga as instruções. Só assim terei Paz! Ela diz e sobe na moto.
          A uma determinada altura da estrada, ela pede para descer e desaparece sem deixar rastro. Eu fico ali pensativo: “Que endereço, se ela não me entregou nada!” Volto para estaca zero... Quase não dormi, fico parado olhando para a imensidão do tempo, sem entender nada do que aconteceu. Levanto-me e vejo um papel bem embrulhado em cima da escrivaninha. Abro e vejo que é um endereço: no Km 14, na Alameda das Flores, Quadra 22 - Lote 10. Resolvo falar com Pedro, pois ele trabalha no Posto e de certeza conhece todos os lugares. Vou voando mais rápido que posso...
         - Bom dia, Brother! Tudo bem? Você sabe onde fica esse endereço? Pergunto-lhe depressa.
          -  O que você vai fazer ai, Brother? Você sabe o que é isso? O único local que fica no Km 14 é o cemitério mais antigo dessa região. Pedro falou e saiu em seguida. Fico perplexo com o que ele fala, pego um mapa e vou procurar o Km 14. Consigo chegar ao tal endereço, é realmente um cemitério antigo e bem pequeno, cada espaço é demarcado com nomes de ruas, os túmulos são miniaturas de casarões, tudo é impressionante. Saio procurando um a um, nas lápides dos túmulos possuem mensagens de despedidas e saudades, consigo chegar ao local desejado: Alameda das Flores, Quadra 22 – Lote 10, não dá para acreditar no que vejo, minhas pernas tremem: “CECÍLIA SIMPLESMENTE - *28-10-1971 +29-10-1991 – “AQUI JAZ UM ANJO”. Procuro algo que me traga um norte. Abro uma janelinha de grade, lá tem uma foto, era a mesma garota que me pediu carona, também tem uma chave presa a um pequeno chaveiro, com o nome “banco” e um diário. Por horas fico ali lendo o diário da garota, que fala da vida reversada dela e na última página têm instruções, para quem o encontrar: “Por favor, procure realizar o desejo de um anjo!” Logo depois vou ao Banco do Vilarejo e pergunto ao gerente se ele conheceu uma cliente de nome Cecília Simplesmente, o gerente responde que sim, que existe uma conta em nome dela, com um valor altíssimo, que o Banco não conhece nenhum parentesco da mesma e ninguém sabe quem abriu a conta. Eu pedi autorização para abrir o cofre pessoal dela, pois estava com a chave, o gerente me acompanhou. Lá tinha uma carta nominal que dizia: “Tudo que tenho em conta, deve ser doado ao Orfanato Menino Jesus.” Perto da carta estava uma procuração assinada por Cecília Simplesmente. Certifiquei-me se o gerente iria cumprir o que estava sendo solicitado na correspondência. Depois do caso resolvido, deixei o banco... Ufa, missão cumprida!
          Continuei pilotando sempre à noite, pela mesma estrada deserta, porém nunca mais vi Cecília, voltei ao cemitério diversas vezes e, não encontrei o túmulo da mesma.
          Os tempos passaram...  De volta à rotina da vida...
          Ué, anjos existem?!

Elisabete Leite – 17/07/2018




Notas de Rodapé

QUEM SOU EU?

Quem sou eu?
Sou água que corre pelos rios
Riacho que deságua no oceano
Sol que alumia os dias e aquece do frio
Lua que ilumina a escuridão da noite
Ponto qualquer que preenche um vazio...

Quem sou eu?
Estrelas que formam uma constelação
Os planetas que habitam o Universo
Todo esplendor de cada nova estação
Rosas belas que perfumam os jardins
O imenso amor sentido bem no coração...

Quem sou eu?
O libertar do oxigênio ao meio ambiente,
Que provoca a renovação do ar puro
O alimento com o seu essencial nutriente
Toda espécie de animal no espaço terrestre
Nascer de uma vida que nos deixa contente...

Quem sou eu?
Uma extensão de água salgada, o mar
O aroma da chuva quando molha a terra,
Quando produz o alimento para o nosso lar
O nascer e pôr do sol na linha do horizonte
Grandiosidade de um sentimento que é amar...

Quem sou eu?
Aquela que tudo brota e produz com riqueza
Uma Mãe que cuida dos filhos, sem distinção
Sou área livre e habitável, repleta de beleza,
Que doa o alimento para ser posto na mesa
O verde das matas, me chamo Mãe Natureza.

Elisabete Leite

sábado, 28 de julho de 2018

Rita de Cássia...Senhor...



SENHOR

Senhor,
Venho aos teus pés agradecer
Pela vida que me destes
Pelo sol de mais um dia
Pelo canto dos pássaros
Pelo pomar
Pela brisa, pela folha seca que vaga
Pela lua, pelo brilho das estrelas
Pela chuva,
Senhor, quero agradecer
Por todos os sonhos que já tive e que nunca floriram:
Pelos sonhos que tenho e que talvez irão florir...
Também venho pedir-te perdão
Pelos erros que nesta vida cometi, igual a bolha de sabão
Por vezes, se romperam facilmente.

Mais uma vez, obrigada Senhor!
Pela tua luz sempre a iluminar os meus pensamentos.
Pelos consertos na trajetória de minha vida,
São divinas tuas mãos
Banha-me
Com esse raio vibrante do teu sol
Invade minha alma e meu corpo
Deixa que eu reflita a felicidade de ser mais cristã e
De amar a todos
Muito obrigada, Senhor!
Pela minha inspiração...

Rita de Cássia


POESIA

Poesia palavra linda
Versos que alimentam corações
Poesia é como uma flor
Que enfeita minha solidão

Poesia troféu dos poetas
Poesia das lindas melodias
Poesia és tão bela que irradia
As paixões que tive um dia.

Rita de Cássia

PRECISO

Eu preciso tocar tuas mãos
Para sentir toda maciez.

                  Eu preciso afagar teu corpo   
                  Para vibrar com teu desatino.

Eu preciso beijar tua boca,
Para sentir a pureza do néctar.

                 Eu preciso percorrer teus poros
                 Para sorver todo teu suor.

Eu preciso do teu sorriso
Para cessar minha solitude.    
  
                Eu preciso das tuas palavras
                Para alimentar meu coração.

Rita de Cássia


Notas de Rodapé
A Carta

São Paulo, 24 de junho de 1991
Caro Jorge Leite,
Boa tarde.


                Espero que você não estranhe eu te escrever. É que percebi que você precisava conversar com alguém, sei que pensou em ligar para alguns amigos, mas hoje está chovendo muito e tudo em São Paulo fica confuso quando chove. Na terra da garoa as pessoas ainda não aprenderam a conviver com a chuva. A última vez que você se sentiu desse jeito escreveu um poema para seu Pai, que começava assim: “Querido Pai, quantas saudades, quantas lembranças...”; então eu pensei porque ao invés dele escreve eu escrevo para ele? Eis o motivo pelo qual estou te escrevendo.
                Sabe Jorge, eu já esperava você reagir assim quando chegasse em mãos sua transferência, afinal, ela é o resultado de tantas coisas que tem ocorrido ultimamente. Você tem todo o direito para reagir assim. O mais engraçado são os fatos em volta de tudo isso. Porém, antes de entrarmos em detalhes, quero te lembrar que por mais que não tenha percebido sempre estive ao seu lado, tanto nos bons momentos como nos mais difíceis. Vivenciei todos os seus momentos, qualquer um que tenha ocorrido. Afinal, amigo é para essas coisas, estar sempre junto, independentemente da situação, reagindo de acordo com suas reações, sentindo o que você sentia, convivendo com seus medos e seus amores. Mesmo que você não tenha percebido sempre estivemos juntos. Por estarmos sempre juntos é que me sinto em condições de conversar com você. Não estranhe se em alguns momentos eu falar na 1ª pessoa do singular, em outros na 1ª pessoa do plural e em tantos outros me referir a você na 3ª pessoa. Afinal estamos conversando.
                Sei que não tem pressa, vou falar à vontade. Acho que vou começar recordando o seu dia hoje, como você tem feito quase que diariamente, recordar seu dia, vê o que avançou, o que ficou, o que deveria ter sido feito, o que foi feito. Poderíamos até começar com sexta à noite, acho que não, sexta e sábado você já recordou. E ontem, algo de novo? Manu te ligou querendo saber quando ela iria te ver, que estava com bastante saudades. Você escutou e falou: “não vai demorar filha, logo estaremos juntos...”, e seus olhos encheram-se de lágrimas. Só eu sei quanto Manu é importante para você, não precisa me olhar assim, também sei da importância de Anna e Isabella (“Isabella como és bela, como é belo o teu olhar”). Sei quanto vai ser duro ficar distante das meninas. Mas, nesse momento Manu precisa mais de você. Sabemos disso. 
                Ontem á noite você estava muito feliz, descobriu um “Grande Trígono” em um mapa que estava estudando. Deu pulos de alegria, até levou o livro para o restaurante e não parou de ler um só momento. Hoje mostrou o mapa, e seu achado, para Elda Carolina, para quem não sabe Elda é secretária do Jorge, lá no PAM Várzea do Carmo. Voltando um pouco, hoje você acordou com a sensação de estar com alguém no quarto, até olhou em volta meio assustado. Colocou uma de suas melhores roupas e foi trabalhar em plena segunda feira chuvosa, parecia que ia a um encontro; e que encontro. Recebeu elogios desde a hora que desceu do carro até se ausentar da Várzea. Realmente você estava muito bem vestido. E quando você soube e viu sua transferência em sua mesa simplesmente falou: “Hoje me aprontei para receber esta notícia”. Só que se aprontou por fora, por dentro não.
               
Mas continuemos relembrando seu dia. Pouco trabalho, funcionários em greve, lá pelas tantas uma grande polêmica. Você e o Osny de um lado, Trindade e Cacilda do outro, a Elda só observava. Assunto: os livros de Paulo Coelho. Cacilda os defendia veementemente, você os criticava com todo seu ímpeto. Foi paulada para tudo quanto era de lado, em algum momento a tensão aumentou, você teve que pedir a Cacilda para falar mais baixo, ela não gostou. Trindade e Osny só faltou se agarrar. Você não saiu de sua cadeira, observava tudo como de costume, não alterou a voz um único momento, mesmo quando foi mais rígido e encerrou a polêmica. Já era quase duas horas, já estava de saída, ligou para Deise que o chamou de Doutor. Estranhou, eu também estranhei, mas fiquei calado, você que perguntou, porque Doutor? Sou apenas o Jorge. Conversaram, brincaram, riram e se despediram. Até aquele momento você não sabia de nada.
                Ao sair de sua sala deu de encontro com Elda Carolina que falou: “Sua transferência foi aprovada...”, nenhum dos dois queriam acreditar. Realmente sua solicitação de transferência tinha sido aceita, agora era só aguardar a publicação. Parecia tão simples, você não falou, ficou parado. Milhões de coisas passaram por sua cabeça naquele instante, retornou para sua sala. Você sentado, a Elda ao seu lado e os dois lendo o telex sem querer acreditar. Porém os pés estavam muito bem firmes no chão. O mundo parou naquele instante, a sensação era que não existia nem tempo nem espaço. A sensação era de leveza. Você e a Elda passaram a falar do óbvio, como se nada estivesse acontecendo. Você pensava, pensamentos mil o transportou para vários locais diferentes, esteve em todos eles no mesmo instante, relembrou seus últimos 15 anos em frações de segundos. Entrou no carro e saiu.
                Quantas histórias tem o Center Norte para contar, histórias suas construídas nos últimos anos percorrendo suas alamedas. Senti orgulho de você andando no Center Norte. Postura ereta, queixo arrebitado, passos curtos demonstrando uma tranquilidade incomum. As lágrimas teimavam em molhar seu rosto, e você ali firme. Tranquilo entrou em lojas, saiu de lojas, tomou café, viu livros, conversou, minguem nada percebeu. Você não se enverga, continua firme, não se entrega. Não posso dizer que também não sou assim. Por mais que exista dor, estamos ali, firme, consciente. Até choramos, mas jamais nos envergamos. E quando choramos, choramos juntos.
                Sei que não vai ser fácil, Jorge, estamos aí. Esse foi o caminho por você escolhido, se é o mais fácil ou o mais difícil não sei. Saberemos quando você o percorrer. Sei apenas que você o escolheu e pôr o ter escolhido caminharemos juntos, enfrentaremos todas as dificuldades juntos, comemoraremos todas as conquistas e cresceremos juntos. Faremos tudo o que for preciso ser feito, e faremos juntos. Nós já não mais acreditamos nas ilusões, e por não acreditar nas ilusões já não temos mais medo, pois a realidade somos nós desnudados das ilusões. A vida está aí em nossa frente, só não vê quem não quer.
                Resumindo Jorge, conte comigo, estarei sempre ao teu lado. Mesmo quando você não perceber.

                Seu grande e fiel amigo.


                                               Jorge da Silva Leite.









quinta-feira, 26 de julho de 2018

Feliz Aniversário



SOU FELIZ DE SENTIMENTOS HUMANOS

Mamãe Lourinete
          Sei que a vida não é só cor de rosa, que além da “ALEGRIA” existem outros tantos sentimentos humanos, que deixam os nossos dias cinzentos, as nossas noites frias, que machucam e causam angústia, carência, ciúme, decepção, dor, frustração, humilhação, inveja, mágoa, medo, ódio, perda, raiva, separação, solidão, tristeza, vergonha... porém esses sentimentos aqui retratados podem ser controlados, minimizados ou findados pela presença de um único sentimento chamado “AMOR”, ele é o maior entre todos os outros sentimentos, é capaz de transformar nossa vida, de colorir nossos dias, de aquecer nossas noites frias, de pintar nosso mundo com vários tons e brilhos, fazendo fluir do nosso interior tantos saudáveis sentimentos, trazendo para o nosso dia a dia mais Alegria, Beleza, Bom-humor, Calma, Carisma, Confiança, Disposição, Energia, Equilíbrio, Esperança, Fé, Felicidade, Gratidão, Harmonia, Igualdade, Justiça, Liberdade, Orgulho, Paixão, Prazer, Sabedoria, Tolerância, União, Vontade, Vitórias... se faz necessário sabermos colorir nosso mundo de rosa.
Papai Jessé
           Eu já sofri muito nesta vida, já chorei tanto, até as lágrimas secarem, já caí e me levantei muitas vezes e, os machucados provocados pelas quedas (as chagas) ainda sagram e causam dor; já me quebrei em vários pedaços, tive perdas irreparáveis, que nunca foram substituídas, meus pais, parentes e amigos que ficaram pelos caminhos. Mas, com a força do AMOR eu superei e consegui me reconstruir. Eu fui juntando as arestas presentes no coração, unindo todos os pontos sozinhos, colorindo com tons vibrantes o lado negro da vida, fui me formando de corpo e alma, eu renasci. Agora sou muito feliz, tenho vários motivos para permitir que a felicidade ocupe o lado esquerdo do meu peito; deixarei aqui registrados alguns desses motivos que transformam a minha vida e me trazem felicidade: “Eu tenho Deus, que me protege e me abençoa; Papai e Mamãe, anjos que brilham no céu; Isabelly e Milena, duas filhas que amo e me sinto amada; sou realizada profissionalmente como Educadora, amo minha profissão; tenho as minhas três caras metades, minhas irmãs Socorro, Lúcia e Fátima; dois cravos que adornam o jardim da minha vida, meus irmãos Toinho e Jorge; demais parentes, amigos e amigas que preenchem meu dia a dia. Hoje, quero falar desse sentimento, o Amor, dos motivos que me fazem sorrir, pois hoje é dia de festa, a página do blog faz uma homenagem especial ao seu Mentor, Jorge Leite, pela passagem de seu aniversário, pois ele é uma pessoa especial para mim, é um orgulho na minha vida. Eu quero aproveitar e abrir esse espaço para desejar-lhe de todo coração, toda felicidade do mundo e Parabéns por mais um ano de vida, um Feliz Aniversário celebrado com alegria.
Irmãos Leite
          Sendo assim, não necessito de mais nada; eu preciso é sorrir de verdade, viver de maneira saudável e agradecer pela minha existência, uma dádiva de Deus. Para que chorar, me resta tão pouco tempo de vida, vou aproveitar para viver e movimentar meus 73 músculos da face, com um belo sorriso.
          Minha vida é uma aquarela de cores! Eu me orgulho de ser FELIZ!






 Elisabete Leite – 26/07/2018
(Ao meu querido irmão Jorge Leite, que é um dos motivos da minha FELICIDADE... Eu te amo!)
     
ACRÓSTICO: JORGE LEITE, PARABÉNS!
Eu e Matheus

Jorge, tu és semente da Natureza
O oásis que transborda sãs energias
Risos e lágrimas, dúvidas e certezas
Genuínas são as tuas lindas poesias
Espelho que reflete essência, leveza...

Liberdade, como as plumas ao vento
Exemplo sim, de um ilustre semeador
Inesquecíveis são os teus momentos
Teu legado tem Valores, Paz e Amor
Eleito pelos teus nobres sentimentos...

Palavras que fluem d’alma, melodias
Abrem janelas, dão asas à imaginação
Rimas e versos voam nas tuas poesias
A inspiração é extraída do teu coração
Brotam sentimentos, emoções, fantasias
É momento único, de inteira renovação
Neste teu Aniversário te desejo Alegria,
Saúde, Fé, Paz, Amor, Vida, Realização!

Elisabete Leite – 26/07/2018
(Ao meu querido irmão Jorge Leite, pela passagem de seu aniversário)


JORGE, FELIZ ANIVERSÁRIO!
Ceiça e Eu

Jorge, hoje é o dia de seu aniversário
Também é motivo de muitas alegrias
Mais um ano de registro no seu diário
 Página da vida tecida em versos, poesia...

É um momento de festa, de renovação
De seu crescimento interior, da essência
Compreender que as derrotas são lições
 Aprendizagem da sua verdadeira vivência...

Fazer aniversário é também amadurecer
Reconhecer que sobreviveu mais um ano
Que chorou, que sorriu e fez por merecer
Os sucessos fazem parte do seu cotidiano...

É hora de olhar a vida como uma dádiva
De ser grato a Deus por todas as vitórias
Manu, Anna e Zazá
 Conquistas realizadas de maneira ávida
 Hoje, elas são eternizadas na sua história...

Afinal, fazer aniversário é desabrochar!
Pois, você viverá mais uma nova estação,
Com sua família, amigos para te acalorar
Seguindo em frente, com Amor no coração.

Elisabete Leite – 26/07/2018
(Jorge, nós agradecemos por você existir! PARABÉNS!!!
DOS SEUS FAMILIARES, AMIGOS, AMIGAS e LEITORES)


Notas de Rodapé

Hoje o tema é aniversário. Betinha já o explorou muito bem em diversas ocasiões. Pensei em escrever algo, mas resolvi publicar três momentos meus que falam em aniversários. Todos escritos a um bom tempo e tão atuais.
 

Anna Carolina
Feliz Aniversário

Hoje é teu aniversário,
Eu aqui sentado.
Deveria estar ao teu lado
Para ti abraçar
Afagar teu colo,
Te beijar.
Transformar os teus sonhos nos meus.

Hoje é teu aniversário,
Eu aqui sentado.
Em frente uma televisão.
Um filme em branco e preto.
Na rua, alguns carros passam.
Crianças ao meu redor,
Barulhentas.
Eu aqui sentado.

Feliz Aniversário.

Jorge S Leite
SP julho-1990


Feliz Aniversário
Emanuelle - Manu

Um ano se passou
Mais um aniversário.
As crianças já não estão
Ao meu redor.
Os carros passam céleres.
A televisão a tempo desligada.
O filme em branco e preto,
Já não é o mesmo.
O videogame,
O que mudou.

Sentado ainda estou,
Não em vão.
Muitas coisas aconteceram,
outras tantas não.
A festa que não aconteceu,
Quem sabe acontecerá
E se não ocorrer
Não podemos reclamar
Tudo o que ocorre
É o que desejamos
Isabella - Zazá
É o resultado do que lutamos
Ou não, para ocorrer.
Se quisermos que seja diferente
Temos que mudar,
Mudar nós mesmo.

Mais um ano se passou
Feliz aniversário

Jorge S. Leite
SP: julho de 1991


Feliz Aniversário

Hoje é meu aniversário
Eu e Ceiça
Mamãe está bonita
Ri para mim
Canta parabéns
Bate palminhas.
Seus olhos estão tristes
Fala comigo, brinca, beija-me
Ajuda a apagar a velinha
Uma só velinha
Uma única lágrima insiste
Forma-se em seus olhos
Ela resiste,
A lágrima também.
Alguém nota,
Lágrimas de alegria
Alguém falou,
Seus olhos dizem o contrário.

Hoje é meu aniversário,
Meu primeiro aniversário
Ganhei muitos presentes
Brinquedos, roupinhas,
Abraços e beijos.
Minha mãe está triste
Socorro, Eu e Toinho
Pega-me em seus braços
Aperta-me em seu peito
Sinto seu coração
Dentro do meu.
Olho em seus olhos
Vejo sua alma,
Está distante
Assustada, escondida, com medo
Com medo da vida.

Queria lhe dizer alguma coisa
Que não a fizesse chorar,
Ainda nem sei falar!
Mexo com os braços,
Tento andar, caminhar, Caio!
Balbucio alguns sons
Chamo sua atenção
Ninguém entende
Ela entende.
Ajuda-me a levantar
Pega em minha mão
Ceiça e Eu
Abro-lhe um sorriso
Toco-lhe o coração.

Outra lágrima se forma em seu rosto
Ela não mais resiste
Seus olhos brilham
A tristeza insiste
E entre risos e lágrimas
Ao meu ouvido cantou,
Feliz aniversário filhote,
Quantas saudades amor.

Recife, 12/11/91
Ao pequeno Caio

Jorge S. Leite
 
Fátima, Betinha e Lucinha






Fátima com a neta no colo, Betinha, Lucinha e Eu.








Zazá e Anna









Eu e Matheus




















Manu e meu neto Iohan