domingo, 28 de outubro de 2018

Brasil! Por que Somos Violentos?

Edição Nº 241 Tema Adulto


                          MORTE SÚBITA

     

A noite caiu silenciosa sobre a cidade, chegou trazendo tantas incertezas, as ruas desertas e mal iluminadas, pois a lua insistia em não aparecer, ela não queria dar o seu espetáculo prateado no céu e nem iluminar os caminhos, parecia até que estava sofrendo, sentindo um vazio profundo e, deixava o cenário triste e sombrio. Rute vestia preto, olhava emocionada para um canto qualquer da imensidão do nada, pois a dor da sua perda era muito maior que tudo, as lágrimas escorriam sem controle, sentia um aperto no coração e uma punhalada que dilacerava a sua alma. O silêncio foi quebrado pela voz suave de Maria Helena, a melhor amiga de Rute, que ficou ao seu lado durante todo velório até a hora do sepultamento:
- Rute querida, chegou o momento de irmos embora!
- Eu não posso Lena, pois Eugênio era a melhor parte da minha vida. Eu não quero deixá-lo sozinho, foi um adorável companheiro, meu amigo na alegria e na dor. Impossível viver sem ele! Disse-lhe Rute sem parar de chorar.
- Minha amiga, seu esposo precisa descansar, você agora vai seguir seu caminho sem ele, pois já é noite e o funeral terminou. Disse-lhe Maria Helena totalmente emocionada.
- Não, eu não posso! Deixe-me ficar, por favor Lena! Rute aos prantos gritava e, logo depois desmaiou...
Rute era uma jovem meiga e bastante bonita, era casada há muito tempo com o engenheiro Eugênio Avelar. O casal tinha um excelente relacionamento, um casamento perfeito, pois eles se amavam e se completavam. Porém o destino mudou a vida deles, pois Eugênio teve uma morte imprevisível e inesperada. O casal e alguns amigos foram passar um final de semana no campo e lá Eugênio foi encontrado morto na piscina. A causa oficial da morte de Eugênio foi afogamento, mas várias dúvidas, diferentes teorias e muito mistério envolvia esse caso. Rute foi a única pessoa a vê-lo na piscina, pois os demais amigos informaram que não viram Eugênio no local da cena do suposto acidente.
Aproximadamente às sete e meia da manhã do dia seguinte, Rute acordou daquele terrível pesadelo, ainda muito transtornada e triste pela morte e ausência do querido marido. Ela ficou sentada por horas na cama, quando Maria Helena entrou no quarto e falou com ela:
- Rute, um investigador telefonou para falar contigo, mas você estava dormindo e eu não quis acordá-la, ele me disse que uma nova testemunha poderá mudar os rumos das investigações sobre a morte súbita de Eugênio.
- Lena, nós sabemos que a causa da morte de Eugênio foi por afogamento, e já foi oficializada, não quero mais falar sobre isso, por mim esse caso já está solucionado. Respondeu-lhe Rute.
- Rute, minha amiga, você sabe que a mãe de Eugênio não descansará enquanto não forem esclarecidos todos os fatos e as dúvidas que permeiam esse caso. Disse-lhe Maria Helena e depois saiu do quarto.
Rute tomou o seu desjejum matinal, a primeira refeição após o sepultamento de seu inesquecível Eugênio, entrou na sala de leitura, pegou o jornal do dia e ficou lendo as últimas notícias. De repente, o telefone tocou insistentemente, ela atendeu a ligação e saiu em seguida...
Já era final de tarde quando Rute chegou em casa, ficou na sala assistindo os vídeos dela com Eugênio, relembrando os agradáveis momentos juntos, permaneceu sentada e chorando por horas. Repentinamente, alguém tocou a campainha, ela se levantou e foi atender à porta.
- Boa tarde, senhora! Eu sou investigador da Delegacia de Homicídios e preciso conversar com a esposa da vítima, do senhor Eugênio Avelar.
- Boa tarde, senhor! Eu sou Rute Avelar esposa do senhor Eugênio. O senhor falou Delegacia de Homicídios! Em que posso ajudá-lo? Perguntou-lhe Rute.
O senhor investigador olhou fixamente para jovem e, explicou-lhe que a única testemunha que podia ajudar na elucidação do caso Eugênio, foi atropelada e morta às 14h30 daquela tarde e que a mãe do senhor Avelar pediu o arquivamento do caso, que poderá ser reaberto a qualquer momento, se necessário. Rute ficou imóvel, sem saber o que responder, mas resolveu falar:
- Senhor investigador, o caso de meu querido Eugênio já estava arquivado, pois sabemos perfeitamente que a causa da morte dele foi afogamento, um trágico acidente, portanto eu só espero que vocês deixem meu falecido esposo descansar em Paz. Disse-lhe Rute.
- Senhora, a mãe do seu falecido marido, Eugênio Avelar, havia reaberto o caso, porém ela mesma pediu arquivamento, como já relatei anteriormente. Disse-lhe o investigador.
- Hum! Então, adeus senhor! Disse-lhe Rute.
- Até logo mais, senhora! O investigador saiu sem olhar para trás.
Os tempos passaram e após dois anos da morte do engenheiro, Rute Avelar se casou com o seu melhor amigo. O caso jamais foi reaberto, mas para os amigos de Eugênio a morte dele continuava sendo um mistério, mesmo que nenhum suspeito houvesse sido preso anteriormente.

Elisabete Leite – 23/10/2018

“Feliz serás e sábio terás sido se a morte, quando vier, não te puder tirar senão a vida.” (Francisco Quevedo)




PRENÚNCIOS NA PARTIDA

Oh, vida marcada pela tristeza!
Pelas cicatrizes, dor no coração
Com a morte chega a incerteza
Leva o sonho e deixa a solidão.

Sina que dilacerou a Minh’ alma,
Levou meu samba, minha magia
Roubou as cores e tirou à calma
Tristes são os versos da poesia...

Ausência que doí e gera trauma!
Transpasse leva o viver, a alegria
É grande perda que nada acalma...

Vive-se em estado de melancolia,
Uma punhalada no âmago d’alma
É total sofrimento, é plena agonia.

Elisabete Leite

SEM LUZ & SEM VIDA

Ah, a noite desceu escura e fria!
Pois estrelas não luziram no céu,
Vagavam infelizes, por lá perdidas
De um lado a outro, corriam ao léu
O Negro véu escondia o rosto na ida...

A morte chegou súbita, inesperada
Roubou-lhe sim, sua alegria de viver
Deixou-me um vazio, só, desanimada
Sem querer olhar o novo amanhecer
A dor era a companheira de estrada...

A tua imagem não saía da memória!
Feito argamassa, fixou na minha mente
Oh morte, tu partiste a nossa história!
Não deixando o amor seguir em frente,
Levou os nossos sonhos e as vitórias...

Até o brilho do luar se foi e, se apagou
Nem o tempo minimizou minha solidão!
Foram longas noites de escuridão e dor
Chagas abertas sangram meu coração
Não, não consigo esquecer o teu amor.

Elisabete Leite – 25/10/2018
Violência no Brasil
Geografia do Brasil
Causada por diversos fatores, a violência no Brasil tem provocado mudanças na estrutura demográfica do país.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)¹, a violência pode ser definida como “o uso intencional da força física ou poder contra si próprio, contra outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade que resulte ou tenha possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação”. Essa triste realidade assola amplamente o Brasil, que é um dos países mais violentos do mundo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)¹, a violência pode ser definida como “o uso intencional da força física ou poder contra si próprio, contra outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade que resulte ou tenha possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação”. Essa triste realidade assola amplamente o Brasil, que é um dos países mais violentos do mundo.
A ONU, na última estimativa realizada (2014), colocou o Brasil em 16° lugar no ranking mundial da violência, já que cerca de 10% dos 437 mil assassinatos ocorridos no mundo no ano anterior (2013) teriam sido registrados em território brasileiro. Além do elevado registro de assassinatos, os índices dos demais tipos de violência também preocupam:
  • Roubos e furtos: Segundo o Pnud, Brasil tem a terceira maior taxa de roubos da América Latina, pois são registrados cerca de 572,7 roubos a cada 100 mil habitantes;
  • Narcotráfico: Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), o Brasil é o 2° maior consumidor mundial de cocaína e derivados do mundo, fato que contribui para o aumento da violência;
  • Violência doméstica: Essa ocorrência ainda é muito comum no Brasil. Conforme a ONU e a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), estimativas apontam que uma mulher a cada 15 segundos, um idoso a cada 10 minutos e 18 mil crianças por dia sejam vítimas de algum tipo de violência no país.
A cada 15 segundos uma mulher é vítima de violência no Brasil
Toda essa violência, além de colocar em risco a vida de milhares de brasileiros, afeta a estrutura demográfica do país. Como a maior parte dos óbitos ocorre entre jovens do sexo masculino, estabelece-se uma diferença na quantidade de pessoas nessa faixa etária do sexo feminino e masculino. A morte de jovens contribui também para a mudança no perfil da pirâmide etária brasileira, que tem vivido um estreitamento de sua base e um alargamento do topo provocados pelo aumento na expectativa de vida dos brasileiros e redução do número de crianças e jovens no país.
Vários fatores contribuem para que a violência no Brasil esteja nessa situação tão crítica. Entre eles, destacam-se:
  • A grande desigualdade social provocada pela má distribuição da renda;
  • Aumento das taxas de desemprego;
  • Leis e sistema judiciário com falhas que podem favorecer a impunidade e incentivar indiretamente a violência;
  • Problemas na assistência ao mais pobres e às vítimas da violência, que, em alguns casos, ingressam no mundo do crime ou acabam reproduzindo a violência sofrida;
  • Alto índice de corrupção de órgãos públicos e políticos brasileiros, o que pode contribuir com o sentimento de revolta e desobediência;
  • Aumento do uso de drogas, haja vista que inúmeros crimes estão relacionados com essa prática no país;
  • Deficiências no controle do porte de armas, o que pode ampliar as consequências da violência.
Nossas Pesquisas: 
SILVA, Thamires Olimpia. "Violência no Brasil"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/brasil/violencia-no-brasil.htm>. Acesso em 25 de outubro de 2018.

Por que Somos Violentos?

         
         

17 comentários:

  1. Hoje, compartilho um Conto de dor, um grito de alerta contra à violência, uma história verídica de muito sofrimento para à família da vítima, os nomes são fictícios, mas a história é real, aconteceu de verdade e, foi narrada, na íntegra, do mesmo jeito que a mãe da vítima me pediu para ser contada, o caso continua sendo, até hoje, um mistério. O final desse conto real, eu deixo para o leitor possa dar asas à imaginação. Imagens e poemas tocantes, sofridos, mas o eu poético não sou eu, sou apenas a Contista e poetisa. As pesquisas complementam o cenário. Obrigada ao meu irmão, jorge Leite, pelo carinho e belíssima arte final. Bom dia e excelentes leituras. Abraços s todos...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Corrigindo: ...para que o leitor... Obrigada poeta Jorge Leite!

      Excluir
  2. Um extraordiário Conto, uma narração perfeita...A poetisa Elisabete Leite é uma grande contista, o final é surpreendente, eu particularmente acho excelente esse tipo de narrativa que deixa o leitor ciar, construir o final que deseja. Os poemas são obras de arte, cheguei a chorar, senti as dores e o sofriento de uma mãe. Estou fascinada, emocionada e orgulhosa da minha amiga, professora Bete. As pesquisas e ilustrações completam o tema abordado, pela contista. Parabéns aos administradores do blog, pelo sucesso. Bom dia a todos! Abraços. Eu gostaria que a professora Bete se posicionasse e falasse o porquê da mãe da vítima arquivar o caso.

    ResponderExcluir
  3. Bom dia, professora Carmem Lúcia! A mãe da vítma arquivou o caso por falta de provas, respeito à memória do filho e principalmente porque a única testemunha que podia mudar o rumo da história tinha sido morta e, para que outras pessoas não morressem ela resolveu chorar sozinha. Porém deixo o leitor criar o final que desejar. Obrigada a você! Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Excelente explicação professora Bete. Abraços

      Excluir
  4. E enfim, o caso continua sem solução. Para Rute e a sogra com certeza é uma tortura. História triste entre tantas por aí arquivadas até hoje.
    Poemas maravilhosos que retratam a dor e a saudade no coração de quem ficou. A dor de uma mãe na perda de um filho é profunda e sua ausência inesquecível. Parabéns a todos...à poetisa e ao Jorge pela linda página. Tudo perfeito como sempre!

    ResponderExcluir
  5. Que Conto excelente, um enredo de muito mistério, suspense, sofrimento e emoção. Tudo na medida certa; também gosto desse tipo de narrativa, um final escolhido pelo leitor, os poemas estão belíssimos e bem sentido. Sim, as ilustrações e pesquisas completam a temática de morte, dor e solidão. Mais uma vez a amiga poetisa Elisabete Leite se superou, uma grande contista. Como é bom ler-te Bete, novas histórias e grandes emoções. Parabéns poetas. Abraços e boa tarde! Diga não à violência! Show de página!

    ResponderExcluir
  6. Sou Pedro, professor de Filosofia, leitor e frequentador assíduo deste Blog, principalmente aos domingos. Sou fascinado por Contos de mistério e com final inesperado. Eu tenho muito o que elogiar a autora desse conto, pois é uma narrativa brilhante do jeito que gosto. Quero parabenizar e aplaudir de pé todos os contos. E destacar um outro Conto que também amei "A IRMANDADE". Até a próxima!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa tarde, professor Pedro! Seja bem-vindo! Prazer imenso recebê-lo em nosso Cantinho do saber. Sou Elisabete Leite e obrigada pela sua ilustre presença e gentil comentário, fico feliz que tenha gostado do meu Conto. Quero agradecê-lo em nome do blog e em nome do poeta Jorge Leite. Volte sempre! Abraços...

      Excluir
  7. Eita, que Conto maravilhoso da minha amiga Elisabete Leite, gosto demais das narrativas policiais, dessas histórias sem soluções que viajamos na nossa imaginação. Para mim é uma teia de aranha, que longo encontrei a pontinha do fio, a viúva negra que sabe enganar, que matou a vítima e a testemunha para ocultar seu crime, ao longo da narrativa a autora vai deixando pistas, montar o quebra-cabeça foi fácil, mas o bom é o esconde-esconde do mapa. A linguagem policial que Bete utilizou está impecável. Gostaria que Bete se posicionasse em relação ao amigo urso, tem participação no crime ou não? Tudo perfeito, poemas que fazem chorar. Uma ótima pesquisa e tocantes ilustrações. Diga não à violência. O bom é viver... Abraços e parabéns aos poetas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Paulo, obrigada pela visita e interação! Você já deu a resposta, disse que gosta das narrativas sem soluções. Claro que não vou quebrar o clímax, perderia o melhor da história. Não terminou o quebra-cabeça e nem achou o mapa, procure mais! Abraços amigo! Feliz dia do Servidor Público - 28 de outubro

      Excluir
  8. Belíssima e expressiva página, um Conto emocionante com muito suspense, mistério e uma rede de enigmas para nosso deleite. A poetisa Elisabete se supera a cada dia que passa, todos os domingos temos marrativas diferentes e excelentes mensagens para os leitores. Estou ficando culto com tantos ensinamentos. O poeta Jorge Leite foi preciso nas ilustrações, a pesquisa completou a página. Lindos e sentidos poemas da amiga que sabe nos emocionar. Tudo perfeito por aqui! Diga não à violência! Somos pela vida! Parabéns aos amigos poetas. Abraços... Jorge, eu já encaminhei um poema meu e outro da Lis, entregue a Bete, esperamos que goste. Tchau!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro Maciel, como não gostar de um poema seu e vindo junto com um outro poema de Flor de Liz, aí é demais, haja coração. Vou tentar me juntar à dupla para que façamos uma bela página para nos deleitarmos com os comentários de nossos amigos. Uma boa noite.

      Excluir
  9. Venho prestigiar minha amiga poetisa Elisabete com seu novo conto, um enredo envolvente do jeito que gosto, muito suspense, mistério e ação com um final surpreendente. O vocabulário utilizado pela contista é sem dúvida nenhuma, de mestre, ampla conhecedora de casos policiais, que estuda antes de narrar. Os poemas belíssimos que emocionam qualquer um. Amiga Elisabete Leite, estou sempre aprendendo contigo. As ilustrações são fortes e tocantes, o poeta Jorge Leite sabe escolher para completar o tema, gostei da pesquisa. Um verdadeiro show de página. Parabéns aos poetas pela arte final. Aplausos de pé para você amiga! Beijos e saudades

    ResponderExcluir
  10. Boa tarde pessoal! Passando aqui para comentar mais uma obra prima da amiga professora Elisabete Leite, que para nosso deleite compartilha seu novo conto, uma história brilhante que emociona qualquer leitor, merecedora de aplausos pela sua luta contra à violência. Tantos contos, tantas excelentes mensagens, tantos gritos de alerta. As imagens como sempre completam o tema, como também a pesquisa. Parabéns professora pela sua coragem de gritar, um grito alto. Abraços a todos!

    ResponderExcluir
  11. Excelente conto policial, uma narrativa de muito suspense, mistério e um clímax de tirar o chapéu. Também concordo com Paulo é evidente a personagem viúva negra. Não posso julgar a mãe da vítima, porque somente ele sente a dor das chagas que ainda sangram. As imagens ilustrativas são fortes e completam o tema. Fico triste pela violência que não deixa de crescer. O seu grito poetisa nós escutamos e gritaremos junto contigo. Parabéns por mais um belíssimo conto. Boa noite e abraços!

    ResponderExcluir
  12. Uma excelente história, um Conto muito bem redigido, cheio de suspense, mistério e grandes emoções, um maravilhoso enredo, é um grito contra à violência. Imagens tocantes, mas foram compartilhadas com expressividade e completam o tema juntamente com a pesquisa. Amo esse tipo de narrativa e já escolhi meu final. Os poemas são maravilhosos e foram tecidos com sofrimento e dor. Parabéns aos poetas e boa semana a todos! Abraços...

    ResponderExcluir