quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Tudo Por Amor

Edição Nº 245 Tema livre


                         FOI TUDO POR AMOR

          Era um dia de inverno, frio, congelante e cinza, pois o tempo parecia morto, assim como as folhas secas das árvores que tombavam sem vida... Alice era uma jovem sonhadora que, após a morte inesperada e trágica de seus pais precisava ir morar em outra cidade com a única irmã da sua mãe, sua tia Estela. Enquanto ela aguardava o táxi chegar para levá-la ao Aeroporto, permanecia parada ouvindo o tamborilar da chuva em contato com a vidraça da janela. Ela sabia que aquele dia seria o último naquele lugar e, principalmente naquela casa; o seu olhar se perdia na imensidão do tempo, as lágrimas escorriam pela sua face rosada. Logo, o silêncio foi quebrado pela voz da representante de uma imobiliária que iria cuidar dos trâmites da venda da casa:
          - Alice, não fique preocupada com nada, que eu cuidarei de tudo para você. Seu táxi acabou de chegar! Apresse-se, por favor!
          - Obrigada, mas ainda sinto falta dos meus pais! Disse-lhe Alice aos prantos.
          A viagem foi muito tranquila e, quando a garota chegou ao local de destino sua tia já a esperava, o coração estava acelerado, pois o medo da incerteza era enorme, porém ela precisava ser muito forte.
          - Boa tarde, tia Estela! É um grande prazer conhecê-la. Disse-lhe Alice e logo depois deu um forte abraço na tia.
          - Boa tarde, minha sobrinha querida! Você é bem mais bonita pessoalmente. Falhou-lhe sua tia.
          Assim, as duas choraram juntas pela mesma dor da perda e, Alice contou para Estela, em mínimos detalhes, como foi o acidente que ocasionou a morte de seus pais, acidente esse que ela não estava presente, porque se encontrava na escola... Já na casa de seus tios, sua tia Estela mostrou-lhe o seu novo quarto. O ambiente era muito simples, ela permaneceu parada olhando para o assoalho que estava muito limpo, pois o quarto estava bem arrumado. Assim, Alice se deitou na cama para descansar um pouco da viagem e, adormeceu tranquilamente... Quando acordou a chuva já havia cessado e o luar iluminava seu quarto pela fresta da janela, naquele momento a garota se sentia como se tivesse renascido. Dois toques breves na porta trouxeram Alice de volta ao presente:
          - Pode entrar, por favor! Eu já estou acordada.
          - Alice, você conseguiu descansar? Venha comigo, pois o jantar já está sendo servido. Disse-lhe sua tia.
          - Sim titia, eu consegui dormir um pouco! Respondeu-lhe a garota, ainda, atordoada pele sono.
          - Alice querida, eu quero que você conheça, seu tio Guilherme, o meu esposo. Disse-lhe Estela.
          As duas seguiram ao encontro do senhor Guilherme que já era casado há cerca de vinte e cinco anos com Estela. Os pensamentos de Alice voavam no tempo e ela começou achar tudo aquilo muito estranho, não compreendia o porquê daquele tratamento VIP, de maneira tão especial, seus tios eram muito amáveis com ela, pois na verdade Alice nunca tinha os conhecidos até o presente momento e, os seus pais enquanto vivos dificilmente falava sobre eles. Dúvidas começaram a martelar em sua cabeça. Assim, aconteceu a apresentação de praxe.
          - Boa noite, querida Alice! Sou o seu tio Guilherme, ao seu dispor. Disse-lhe aquele homem alto, de cabelos grisalhos, mas que era um verdadeiro estranho para a garota.
          - Boa noite, tio Guilherme! Respondeu-lhe a jovem com um ar de desconfiança.
          Logo após o jantar, a garota fez um passeio pela casa toda, a simplicidade do ambiente era comovente, tudo parecia muito confuso para ela, que começou a sentir medo, um aperto no coração. Alice observou que nas paredes tinhas várias fotos do casal com um bebê no colo, de um canto a outro da humilde sala, elas enfeitavam o cenário. Rapidamente, Alice voltou para à sala onde estavam os seus tios e começou os seus questionamentos:
          - Tia Estela, vocês tiveram filhos? Onde eles estão?
          Estela e Guilherme se entreolharam e, seu tio deixou o local aos prantos, enquanto sua tia respondeu-lhe:
          - Sim, tivemos uma única filha! Por que a pergunta, Alice?
          - Porque eu vi várias fotos de vocês com uma criancinha de colo. Sabe, tia Estela, esta casa parece até um álbum de fotografia. Fale, o que aconteceu com àquela criança? O passado lhe condena? Cadê tio Guilherme?
          O senhor Guilherme entrou cabisbaixo na sala e, começou a falar:
          - Alice, não convém desenterrar um fato que há muito tempo foi sepultado, foi algo muito doloroso e sofrido para todos. Nada que você diga vai mudar o seu passado.
          - O meu passado talvez não, tio Guilherme, porém o meu futuro sim! Respondeu-lhe Alice.
          - Guilherme, por favor! Alice, vá dormir que falaremos depois sobre isso.
          Alice olhou fixamente para os seus tios, permaneceu ali parada, enquanto lágrimas rolavam pela sua face cálida, enxugou os olhos e foi procurar dormir...
          O dia amanheceu pardacento, com muita chuva e raios riscando o céu de um canto a outro. Alice percebeu que o silêncio predominava no ambiente, somente os fantasmas do passado, as dúvidas do presente e as incertezas do futuro ameaçavam a tranquilidade dela. Alice saiu à procura das respostas que pudessem amenizar suas dúvidas, circulou pelos diferentes cômodos da casa, mas seus tios não estavam por lá, ela começou a sentir uma angustia, quando vê de longe uma carta em cima da mesa. Ela segurou firme a missiva e vai lendo devagar...
“São Paulo, 05 de novembro de 2018
Querida Alice, Bom Dia!
          Venho por meio desta comunicar-lhe que eu e Guilherme resolvemos passar uma temporada afastados de você, pois o que irei contar-lhe é muito difícil e bastante doloroso para nós, não esperamos PERDÃO da sua parte, mas apenas compreensão, pois você aí sozinha, terá a chance de refletir melhor.
          Minha querida, eu e Guilherme casamos muito jovens, não tínhamos nem emprego, a amiga de Guilherme era quem ajudava a gente. Sim, tivemos uma maravilhosa filhinha, um sonho de criança, mas estávamos passando por muitas dificuldades e então, eu resolvi procurar um casal rico para adotar nossa filha, fiz contra a vontade de Guilherme que ameaçava acabar com o nosso casamento. Mesmo diante às ameaças dele, eu entreguei o nosso bebê para um casal rico que prometeu adotá-la e cuidar dela como se fosse a própria filha deles, porém em troca tínhamos que nos separar da criança e fazer de conta que ela não havia nascido.
          Alice, eu e Guilherme somos os seus PAIS BIOLÓGICOS, porém procure compreender minha atitude, pois o que fiz: FOI TUDO POR AMOR.
         Nós te amamos muito! No verso tem o endereço de onde estamos.
         Da sua mãe Estela.”
          Alice sentiu o mundo todo desabar, como se um buraco fosse aberto e ela tivesse caído no fundo do nada, na verdade a garota já não sabia diferenciar as atitudes praticadas pelos seus pais adotivos e pelos seus pais biológicos. Ela começou a chorar e chorar sem parar, pois, para Alice todos erraram e, um erro não justifica o outro.
          Os tempos passaram... Alice resolveu procurar os seus pais biológicos no local onde, atualmente, eles estavam morando, ela chegou entristecida e foi logo falando:
          - Meus tios, vocês podem ser até os meus pais biológicos, porém os meus pais verdadeiros já morreram, eles fizeram tudo por mim, estiveram ao meu lado em todos os momentos da minha vida, sentiram as minhas dores e participaram dos meus sorrisos. Estela e Guilherme, pais são aqueles que criam, educam e amam. Portanto, vocês sempre serão os meus tios, pois eu tenho gratidão por vocês me concederem pais tão especiais. Eu amo vocês!
          - Minha filha, foi tudo por amor! Disse-lhe dona Estela
          Alice saiu sem nem olhar para trás, ela foi em busca de um novo caminho.

 Elisabete Leite – 07/11/2018.
    

     AMO-TE AMOR

Amo-te como o renascer da estação
Como a brisa suave, ao cair da tarde
O desabrochar da rosa, uma perfeição
Tu és a minha certeza, a cara metade
Que enche a minh’alma de satisfação...

Amo-te a cada hora, minuto e segundo
Sem limites, nada a exigir, só liberdade
É um amor infinito, sincero e profundo,
Uma paixão forte e repleta de vontade
Que desejo expressar para todo mundo...

Amo-te como nunca amei ninguém na vida
Um amor intenso, completo e verdadeiro,
Tu és um bálsamo que alivia minha ferida
Meu inesquecível amado e companheiro
Um saboroso mel que adoça minha bebida...

Amo-te nas horas de tristeza e de alegria
No átimo da doença, da aflição e saúde,
Nos momentos de emoções e até euforia,
Com muita veemência, presteza e amiúde...
Apoiando-te nas derrotas e até nas vitórias...

Amo-te no agradável aroma das flores
Até nas coisas mais significativas da vida
Como uma aquarela de diferentes cores
E também na nossa felicidade merecida
Amar-te-ei de várias maneiras e sabores.  
 
Elisabete Leite



A CARTA AMARELADA

Arrumando o meu armário do quarto
Deparei-me com vários objetos perdidos,
Entre eles, uma frasqueira velha de viagem
Esquecida, em um cantinho bem escondido
Abandonada sem ser utilizada... Logo, criei coragem
E refleti se deveria abri-la naquele momento,
Para que trazer de volta um passado distante!
Se o presente é o agora... Abri sem pensar no sofrimento...
Dentro, quase nada tinha de interessante:
contas antigas, fotos desbotadas, uma chave quebrada,
e um velho anel de formatura, sem uso...
Observei direito, lá no fundo, havia uma carta,
Amarrada por um cordão e amarelada pelo tempo
Emocionei-me e acelerei a leitura calada,
Lembranças adormecidas voltaram, com o vento
Uma inesperada lágrima na minha face rolava,
A caligrafia rabiscada, inconfundível,
Era de alguém que conhecia e muito amava
O texto bonito falava dos seus seis filhos,
Dizendo que os amava de verdade,
Eu soluçava, enquanto a leitura continuava...
No final estava pela minha mãe assinada
Apertei-a, forte, contra o peito
Feliz em saber que muito fui abençoada...
A carta continua guardada na frasqueira,
Mas, agora ela embeleza o mais lindo lugar da casa,
O coração de uma filha amada.    
     
Elisabete Leite



QUESTIONAMENTOS


Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção de outubro de 2013, no Brasil existem 5,4 mil crianças e jovens atualmente para a adoção. Embora o processo tenha muitas burocracias e não seja tão simples, quando a escolha é o caminho da adoção, é fundamental que essa decisão seja tomada com muita consciência, porque se estabelece um vínculo importante a partir do convívio familiar.
Sem esquecer que cabe aos pais, sendo consanguíneos ou não, a tarefa de orientar os filhos, conduzindo-os no caminho do bem. Portanto é uma responsabilidade muito grande a adoção, porque é tarefa dos pais adotivos, auxiliar o adotado em seu aprendizado e evolução, e isso dependerá também da criação e educação dos pais, dentro dos princípios do amor.


TODOS SOMOS FILHOS ADOTIVOS?

Pela visão espírita, todos somos adotados. Porque o único Pai legítimo é Deus. Os pais da Terra não SÃO nossos pais, eles ESTÃO nossos pais. Porque a cada encarnação, mudamos de pais consanguíneos, mas em todas elas Deus é sempre o mesmo Pai. Mas, para entendermos melhor a existência desta experiência na vida de muitos pais, é necessário analisá-lo sob a óptica espírita, sob a luz da reencarnação. A formação de um lar é um planejamento que se desenvolve no Mundo Espiritual. Sabemos que nada ocorre por acaso. Assim como filhos biológicos, nossos filhos adotivos também são companheiros de vidas passadas. E nossa vida de hoje é resultado do que angariamos para nós mesmos, no passado.
 É CERTO A ADOÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS?

Raul Teixeira responde: “O amor não tem sexo. Como é que podemos imaginar que o melhor para uma criança é ser criada na rua, ao relento, submetida a todo tipo de execração, a ser criada nutrida, abençoada por um lar de casal homossexual? Muita gente assevera que a criança corre riscos. Mas como? Nós estamos acompanhando as crianças correndo riscos nas casas de seus pais heterossexuais todos os dias. Outros afirmam que a criança criada por homossexuais poderá adotar a mesma postura, a mesma orientação sexual. O que também é falso. A massa de homossexuais do mundo advém de lares heterossexuais. Então, teremos de concluir que são os casais heterossexuais que formam os homossexuais. Logo, não devemos entrar nessa discussão que é tola e preconceituosa. aquele que tem amor para dar que dê.”
Amemos nossos filhos, sem cogitar se nos vieram aos braços pela descendência física ou não, como encargo abençoado com que o Céu nos presenteia. Encerremos com Emmanuel: “Recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus”.



19 comentários:

  1. Lisonjeada, agradecida, realizada e muito feliz por mais um Conto publicado em nosso Blog Maçayó, o Cantinho do Saber... Hoje trago uma temática polêmica "ADOÇÃO", sabe-se que toda criança tem direito de ser feliz e para ser feliz precisa de FAMÍLIA, MORADIA, EDUCAÇÃO e SAÚDE. Nos dias atuais o processo de Adoção ainda têm muitas burocracias e não é tão simples como esperamos, pois existem outras questões e grandes impasses. As ilustrações estão intocáveis bem pertinentes ao tema abordado no Conto. As pesquisas completam o sentido dos questionamentos tanto em relação ao enredo quanto ao longo da página. Somos todos filhos adotivos? Em parte acredito que sim, o verdadeiro é que estamos emprestados, pois aqui, na terra, não é o nosso Lar. E se é certo Adoção por casais homossexuais? Eu concordo plenamente, pois o Amor deve prevalecer em qualquer situação. Tudo perfeito por aqui! Sobre o Conto deixo o leitor tirar suas conclusões. Muito obrigada a todos. Uma excelente leitura, um bom dia e abraços!

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  2. Uma belíssima página de quarta-feira de muitos questionamentos, com uma temática polêmica. O magnífico conto de hoje faz parte do nosso cotidiano de vida, pois na verdade o tema Adoção foi muito bem narrado pela nossa amiga poetisa Elisabete Leite, que envolve o leitor ao enredo, em uma série de mentiras tanto por parte dos pais adotivos quanto dos seus pais biológicos. Tudo seria menos dolorido e complicado se a verdade estivesse presente. Não havia necessidade dos pais adotivos esconderem à condição de filha adotada para a personagem Alice, que cresceu achando que tinha mesmo tios em São Paulo e por necessidade foi procurá-los, por outo lado os seus pais biológicos foram irresponsáveis doando à filha nessas condições. A autora do conto é perfeita nas colocações, ao longo da narrativa vai deixando várias pistas, juntando as peças do quebra cabeça. Os magníficos poemas embelezam e enfeitam ainda mais a página como também as pesquisas. Sobre os questionamentos: se somos todos filhos adotivos, tenho dúvidas, vou me aprofundar no tema; se é certo a adoção por casais homossexuais... e por que não?! O Amor é o foco, independente de qualquer coisa, da cor, do sexo ou idade. Aplausos Bete pelo Conto e temática! Parabéns aos poetas pelo show da arte final. Abraços

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    1. Corrigindo: outro...
      Deixei de falar nas ilustrações que estão impecáveis. Um verdadeiro show!

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  3. Que luxo de Conto poetisa amiga Elisabete Leite... uma temática polêmica e envolvente, com um enredo que deixa o leitor atônito do início até o fim da magnífica narrativa e com um desfecho surpreendente. As pistas que a escritora deixou ao longo do texto foram decisivas na narrativa. O tema Adoção é uma prova de Amor, mas a criança adotada deve saber a verdade sobre os fatos e não mentiras. Conheço um casal que adotou legalmente uma criança e desde o início foi esclarecendo todos os fatos, falavam que eles eram os pais do coração. A criança é muito feliz com os pais adotivos... As ilustrações estão belíssimas e coerentes e as pesquisas são bastante informativos. Sobre os questionamentos acredito que somos filhos adotivos, na visão de mundo. Já sobre a adoção por pais homossexuais, acho muito correto, pois o Amor é primordial em todos os monentos. Parabéns aos poetas e abraços! Tudo show!

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  4. Quero fazer um questionamento sobre: FOI TUDO POR AMOR... será que em nome do Amor é permitido mentir, errar e abandonar quem ama???

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    1. Claro que não Henrique, o Amor prevalece enquanto sentimento, nunca enquanto atitude. Os pais biológicos eram muito Estela porque abriu mão da filha e seu esposo porque se omitiu. Não me entra essa de agir errado em nome do Amor. Acho que é por aí.

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    2. Corrigindo: erraram...

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    3. Bom dia Henrique. Amor é sentimento e atitude, mas a vida nos faz tomar certas atitudes por amor. Acredito que o maior erro foi dos pais adotivos que não permitiram o contato de seu filho com os pais biológicos, Os pais biológicos tiveram seus motivos, por amor entregaram seu filho a um outro casal, por amor ficaram calados, encarcerados em sua dor. Também errou Alice, a não aceitar seus pais biológicos, censurando-os por terem tomado uma decisão tão difícil. Fechou seu coração com mágoas, não aprendeu. Amar também é perdoar. E Alice se tornou um poço de mágoas, de dor e sofrimento. O conto da Elisabete Leite dessa vez não teve final feliz, como de costume. Não existe novo caminho quando o coração está repleto de mágoas. Um abraço.

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    4. Caro amigo poeta Jorge Leite, concordo em parte contigo, mas cresci em um Lar de pais adotivos e sempre soube da verdade, continuo sendo amada e muito feliz... Sabe, minha mãe biológica tinha câncer, mas ficou comigo até o dia da sua morte, quando fui encaminhada para adoção. Cada caso é um caso diferente. Respeito, assim, todas as opiniões. Abraço amigo! Muito te admiro!

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    5. Boa tarde a todos! Quero deixar minha opinião enquanto pessoa, concordo com o poeta Jorge Leite, em parte, pois na verdade se eu fosse a personagem Alice teria perdoado os meus pais biológicos e iria viver feliz na companhia deles, porque amar também é perdoar. Mas, por outro lado os pais biológicos erraram tanto quanto os pais adotivos, pois eles entregaram a filha para adoção nessas condições. Como eu literário deixei em aberto para o leitor decidir, se Alice retornará depois para perdoar os pais biológicos. Obrigada!

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    6. Karen, querida amiga, você sintetizou muito bem ao afirmar que cada caso é um caso diferente. Fiz meus comentários apenas sobre a Alice. Seu caso é muito diferente, Socorro Almeida exemplifica o amor que esperamos em toda pessoa que adota alguém. seriam análises bem diferentes. Mas continuo achando Alice uma chata, já chegou estranhando a simplicidade do casal que a acolhia, e chegou acusando a tia quando diz: "0 passado lhe condena?". Esse é o meu olhar, como você respeito todas as opiniões. Um afetuoso abraço.

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  5. Boa tarde a todos! Quero deixar aqui registrado, como comentário, nessa belíssima página do blog, a minha contribuição, pois como todos os meus amigos sabem "EU SOU FILHA ADOTIVA". Minha mãe biológica é falecida e meu pai biológico é desconhecido; cresci em um lar de pais adotivos com muito amor e carinho, os meus pais adotivos me contaram toda verdade. Desde pequena sei que ser adotada é apenas uma condição e que o amor supera a dor. O Conto é fantástico porque retrata o cotidiano de vida das pessoas de uma maneira questionadora e brilhante... Foi Tudo Por Amor, que a personagem Alice foi entregue nessas condições. Um erro não justifica o outro, aida hoje muitos pais adotivos omitem à verdade para os filhos adotados e eles crescem em um lar de mentiras... Os poemas são belíssimos e as ilustrações pertinentes ao tema. Sobre os questionamentos, somos todos filhos adotivos aqui na terra, em minha opinião não. Eu concordo sim, a adoção por casais homossexuais. A criança tem direito a ser feliz e isso é o suficiente. Tudo é fantástico! Parabéns aos meus amigos poetas! Abraços a todos

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  6. Eu sou mãe de um filho adotivo. Sua mãe biológica era prostituta e resolveu entregar a criança à chefe do bordel resolver, por adoção, ou procurar alguém que aceitasse essa criança. Eu sou essa mãe, escolhida pela chefe do bordel, ou pelo destino. Hoje meu filho está casado e feliz. Amo minha nora! Ainda não sou avó. Mas vou ser um dia, quem sabe?!
    De todos os temas abordados aqui, este atingiu fundo meu coração!
    Ser filho biológico ou adotivo não importa. O importante é o amor incondicional dado a um ou ao outro. Parabéns, Bete, pela temática de hoje tão importante para nossa reflexão!
    Parabéns também pelos contos lindos como sempre. Sua história não tem um final feliz, mas a jovem escolheu o seu destino.
    Parabéns ao Jorge Leite pelas ilustrações maravilhosas!
    Show esse blog!!!!!

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  7. Uma página de quarta-feira que está sensacional, mais um Conto belíssimo e muito bem narrado da nossa amiga poetisa Elisabete Leite, uma temática que leva o leitor a refletir sobre várias atitudes cotidianas. Tenho diferentes opiniões sobre o enredo, particularmente concordo com o amigo poeta Jorge Leite quando ele fala que os pais adotivos erraram muito em exigir dos pais biológicos o direito de não terem contato com a filha, mas também acho que os pais biológicos não deveriam aceitar a condição exigida, na verdade foram várias mentiras dos dois lados e muitos erros cometidos, achei pertinente o desfecho, a personagem Alice tinha mais que agir assim e, decidir depois. As ilustrações estão ótimas e completam o sentido do tema abordado. Sobre as pesquisas são bem informativas e questionadoras. Eu acredito que somos todos filhos adotivos nesta vida e também sou de acordo da adoção por casais homossexuais. Sinceramente falando, o blog é puro sucesso. Concordo que o final não foi feliz. Eu quero parabenizar aos poetas e aplaudir a coragem da poetisa Socorro Almeida pela sua história de amor e adoção e a amiga Karen pela superação. Show, show e show... abraços a todos!

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    1. Amiga poetisa Elisabete Leite tiro o meu chapéu para os seus dois poemas e te aplaudo de pé pelo poema "A CARTA AMARELADA" estou ainda emocionada. Vale chorar amiga? Beijos

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    2. Geovanna, querida amiga, aqui vale tudo. Devemos chorar e deixar aflorar as nossas emoções. Também gosto muito desse meu poema A CARTA AMARELADA. Obrigada pelas palavras de carinho. Beijos de Luz!🌹

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  8. Boa tarde pessoal querido! Venho aqui prestigiar a minha amiga poetisa com seu mais novo Conto, uma temática envolvente com um clímax de emocionar. A narrativa está perfeita, vários erros foram cometidos, porém os pais adotivos erraram muito mais, esconder da filha a situação de adotiva e obrigar os pais biológicos de não poder acompanhar a filha foi demais para mim. Conheço vários casos assim, que todo mundo sabe que a criança é adotada menos a criança. Vamos refletir ao adotarmos uma criança, amor em primeiro lugar gente. Os poemas são magníficos assim como as pesquisas que completam a página. As ilustrações como sempre lindíssimas e adequadas ao tema, o poeta Jorge Leite é nota 1000. Não me sinto adotiva aqui nesta terra. Mas acho certo a adoção por casais homossexuais. Parabéns a todos que hoje aqui interagiram. Aplausos grande Bete. Saudades... beijos

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  9. Eita pessoal, estou muito atrasado para comentar essa magnífica página. Desculpa por não interagir antes é que estive viajando e pedi a Geovanna para não comentar por mim. Primeiramente, quero falar do Conto de hoje, que traz uma temática pra lá de polêmica e a prova disso são as diferentes opiniões, o meu cometário não seria este, mas diante os diferentes comentários dos amigos e amigas resolvi mudar o roteiro. Pessoal, estamos falando de um Conto brilhante, de uma verdadeira obra de arte, não devemos julgar o elenco da história, são personagens qualquer senelhança é mera coincidência. Vamos comentar a parte bonita da história: "Era um dia de inverno, frio, congelante e cinza, pois o tempo parecia morto, assim como as folhas secas das árvores que tombavam sem vida..." isso é uma obra prima a contista compara a tristeza da personagem Alice, pela morte dos seus pais, com a ação da natureza o clima escuro com aparência de morto e as folhas secas que tombavam sem vida. Lindo, lindo e lindo... E nã para por aí, o enredo tem conteúdo e emoções. Minha amiga Bete transforme esse seu conto em um romance, você é uma grande escritora. Tudo perfeito nesta página, ilustrações, poemas, pesquisas, questionamentos, comentários, etc. Aplausos mil Elisabete Leite! Sem mais para dizer! Tudo show! Abraços e boa noite.

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  10. Uma maravilha de página, um conto muito bem narrado, com uma temática atual e cotidiana. O enredo retrada a adoção de maneira reflexiva, sua autora Elisabete Leite cria um conflito que é justamente o clímax da história, fazendo com que o leitor reflita sobre as diferentes ações, é muito inteligente a maneira como Bete escreve... é como se fosse uma aula de bordado onde a professora disponibiliza as linhas de diferentes cores e os moldes e os seus alunos com criatividade vão criando seus bordados... os poemas são belíssimos e as ilustrações pertinentes ao conteúdo. Achei muito interessante as pesquisas e questionamentos. Se somos filhos adotivos não sei, mas vou pesquisar mais sobre o assunto. Sobre a adoção por casais homossexuais concordo. Diga não ao preconceito! Tudo muito lindo nesse blog. Parabéns aos poetas e comentaristas! Boa noite e abraços a todos!

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