quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Cadernos de Poesias - Socorro Almeida

Ano II - Edição Nº 280 - Poesias
Tema das Imagens - Cadernos de Rascunhos



SUPER LUA
De: Socorro Almeida

Ah! Aquela lua!
Como gostaria de morar ali
Escondidinha à sombra de suas crateras!
Em cada fase sua lá estaria eu,
Triste ou feliz, linda em seu esplendor!
Eu seria tão intensa quanto ela é
E no silêncio de suas noites
Seria iluminada apenas
pela luz das estrelas.
Para que me serviria a luz do sol?
Me bastaria tão somente
o calor
Do meu apaixonado coração
E viveria em eternas viagens
De encantamento e solidão!
Caderno de Rascunho de Samuel Beckett
VIAGEM DOS SONHOS
De: Socorro Almeida

Vem caminhar comigo pelas estradas da vida
Essa viagem pensei em fazer ao teu lado
Se ferires os teus pés, as dores serão minhas
E te farei esquecer decepções do passado.

Nessa viagem só nós dois, os passageiros
Sem condutor no trem da ilusão
Sem testemunhas que vigiem o nosso amor
Só os pássaros nos mostrando a direção.

E caminhando na certeza do
descanso
Dessa peregrinação de amor e encantamento
Ficam para trás as tristezas dos enganos
E à nossa frente, as estrelas e o firmamento!

Recife, 23/01/2019
Caderno de Honoré de Balzac - Tamanho original
COLO DE MULHER
De: Socorro Almeida

Apenas uma palavra cabe em meus adjetivos
Atribuí-la a mim é elogio que me faz
Tenta descobrir... se és tão perspicaz
Se interessa saber prometo que te digo

No centro planetário em quinta grandeza
Lanço meus raios dispostos a queimar
Nem a estrela da noite se põe em tua defesa
Inútil que te escondas atrás do luar.

A lua gira em torno de ti em busca de luz
Permaneces assim, girando em torno de si
Nem a noite me faz deixar de brilhar
Estou do outro lado...ainda a brilhar por ti

Agora que sabes certamente quem sou
Eu sou aquela que te queima de paixão
Quando em tuas noites frias de solidão
Tens de mim aquele colo ardente, abrasador!

Recife, 19/01/2019
Caderno de Fernando Pessoa - Tamanho original
MEU JEITO DE TE AMAR 
De: Socorro Almeida

Eu te amo de um jeito
que jamais saberei
o quanto intenso é pra mim
e tão pouco para ti.
Eu te amo de um jeito
que o arco-íris se desbota
e ao perder as suas cores
muito mais belo e colorido
se derrama todo em mim!

Eu te amo de um jeito que
ao ouvir o choro de uma criança
retorno ao útero da mãe amada,
renasço maravilhada
e mais cheia de esperança!

E por esse intenso amor de mim
eu me acorrento sem sentir
E deste mundo só os guizos
Que me prendem
sejam por amor a ti!

Recife, 27/11/2018
Franz Kafka - Tamanho original
IMPOSSÍVEL FINGIR
De: Socorro Almeida

Quando pensava que não mais te amava
Acordo sentindo a dor do primeiro dia
De repente a esperança perde intensidade
E minha vida volta a ser vazia

Quantas vezes pensei que não me importava
Se tua presença era importante pra mim
Se teu abraço era o conforto que precisava
Se tinha razões para te amar assim

Indiferente, eu não atendo tua chamada
Não quero saber o que se passa contigo
Sabes o quanto foste cruel comigo
Assim, sigo a vida tentando ser amada

Mas o que faço mesmo é tentar me enganar
E pergunto aqui e ali por notícia tua
Impossível fingir que não te amo mais
Esta é a minha verdade, nua e crua!

Recife, 20/01/19
James Joyce - Tamanho original
NOBRE RAINHA
De: Socorro Almeida

Tua tristeza se espalha aos quatro ventos
Decepções são sentidas no teu semblante
Pela boca que esbraveja os desencantos
Ainda almeja ser amado sem merecimento

Por ser rico quer mostrar teu paraíso
Pensando ser mais nobre pelo que tem
O pobre não tem nada além de um sorriso
De esperança num amanhã que um dia vem

Não quero o teu palácio, nobre rei
Sou rainha de todos por meus encantos
Eu tenho a terra que me traz fertilidade

Eu tenho o teto que me abriga e que me diz
Já ter de tudo que precisa uma rainha
Até minha coroa tem um nome: Felicidade!




Cadernos de Rascunhos - Google

domingo, 27 de janeiro de 2019

Um Hitchock de Elisabete Leite

Ano II - Edição Nº 279 - Tema Adulto
Tema das Ilustrações - Filmes de Alfred Hitchcock




                           

ANTES DO FUNERAL

          Albertina, entregue aos seus devaneios, olhava atônita a chuva pela vidraça turva da janela que caia tempestuosamente e molhava o piso ocre da varanda. O dia estava pardacento, os ventos sobravam em todas as direções e, ela precisava ser forte, principalmente naquele momento, em que estava acometida pela dor da sua perda. A morte trágica e repentina de Alfredo Salazar estava deixando-a enlouquecida...
          Logo ela iria para o funeral do amado esposo e começou a lembrar-se da noite anterior a sua morte. Alfredo estava diferente, entrou na sala de jantar cambaleando, falando alto como se estivesse discutindo com alguém, mas entrou surpreendentemente sozinho. Albertina que era casada há muito tempo com Alfredo jamais tinha o visto assim. levantou seus olhos desanimados diante à cena, falou calmamente com o marido:
           - Querido Alfredo, venha tomar um pouco de chá comigo, é que estou sentindo você tão distante, como se estivesse ausente dos nossos momentos de amor. Sinto-me tão sozinha!
          - Querida Albertina, temos problemas financeiros, a nossa papelaria não está crescendo como eu pensava, com a nossa casa hipotecada é natural que eu esteja preocupado. Respondeu-lhe rápido, pois tinha um olhar perdido na imensidão do tempo.
          - Meu amado, vamos resgatar o seguro que você pagou durante tanto tempo. É para isso que serve querido! Disse-lhe Albertina.
          - Meu bem, o seguro que paguei foi de “vida” garante a proteção dos beneficiários aos herdeiros, em caso de meu falecimento, mas ainda estou vivo e quero continuar assim. Respondeu-lhe Alfredo e saiu imediatamente da sala.
          Albertina permaneceu tomando seu chá, ela estava temerosa pelos acontecimentos, mas precisava descansar, após o chá subiu, lentamente, as escadas em direção aos seus aposentos, foi quando entrou no quarto do casal que se deparou com a pior cena de toda a sua vida. Encontrou Alfredo baleado, caído no chão do quarto, completamente inerte, parecia morto e tinha um revólver em sua mão direita, o sangue escorria, ainda da cor de rubi, pela boca, nariz e ouvidos, seus olhos estavam esbugalhados, como houvesse levado um susto ou se surpreendido com alguma coisa. O cenário era de filme de terror, pois tinha sangue espalhado em várias direções.  Alfredo ainda chegou a ser socorrido, mas a residência do casal ficava muito afastada da cidade, dificultando o trajeto até o hospital e, o mesmo não resistiu ao ferimento da bala que perfurou o seu crânio e veio a falecer horas depois. Albertina chorou desesperadamente tudo que foi possível, que já não tinha mais lágrimas para derramar. Não conseguia entender o que tinha acontecido naquela fatídica noite, ninguém da casa escutou nenhum tiro, nem ela e nem os outros empregados que lá estavam e assim, todos foram interrogados. A causa da morte ficou notificada como suicídio, mas Miguel, o único irmão do falecido ficou desconfiado do resultado da perícia, pois Alfredo era canhoto e a arma que provocou a morte dele estava em sua mão direita. Porém a dor era tanta que Albertina já não raciocinava com precisão. O casal não tinha filhos e  ela precisava resolver tudo sozinha.
          Na manhã posterior à morte de Alfredo, antes do funeral, seria realizada a reconstituição da cena, muita dor para àquela mulher, tão sofrida, que soltava suspiros de tristeza pelos quatro cantos da casa. A chuva continuava a cair abundantemente, o som do tamborilar dos pingos da água nas vidraças despertava Albertina dos seus devaneios. Logo, o silêncio foi quebrado pela voz grave do mordomo que anunciava a chegada de Miguel e da polícia técnica.
          - Dona Albertina, o senhor Miguel já chegou e deseja vê-la.
          - Pode mandar entrar, por favor! Respondeu-lhe quase chorando.
          Todos aqueles acontecimentos causavam muita dor e sofrimento para Albertina, que se sentia usurpada, uma invasão de privacidade em sua vida. De repente, várias pessoas ocuparam os diferentes cômodos da sua residência, como também fazendo perguntas impróprias para ela, com teor maléfico. O pior momento daquela situação foi quando um policial perguntou para ela se o falecido era canhoto. A pergunta foi a gota d’água para Albertina que ficou tonta, não controlou o stress, e caiu desmaiada no chão da sala. Despertou já em seus aposentos, poucos minutos depois, ainda atordoada pelo enxame de perguntas mal intencionadas. Mais uma vez o silêncio foi quebrado, agora, pela voz firme do jovem Miguel.
          - Albertina, já está quase na hora do funeral. Estou aqui para acompanhá-la! Estão use preto para representar a sua dor!
         - Miguel, não seja tão sarcástico! Eu gostava de seu irmão e ele era muito importante para mim. Você melhor de que ninguém sabia que ele estava endividado e não suportava mais a pressão dos sócios.
          - Aplausos querida Albertina! Você sabe muito bem representar, é uma verdadeira artista, pois dormia comigo, quando o meu irmão viajava a trabalho, dizia me amar em nossas noites de luxúria, no aquecido do nosso ninho de amor, pois é à cama a nossa testemunha ocular, desse crime sórdido que você arquitetou.
          - Basta Miguel! Eu vou receber o seguro, vender alguns objetos e vamos embora daqui. Você sabe que te amo muito!
          - Albertina, tudo bem, eu vou retirar à queixa, para não ser preciso fazer a reconstituição da cena que foi adiada, hoje, por causa do seu suposto desmaio. Agora fique bonita que estarei te aguardando no carro.
          Miguel se afastou e seguiu em direção ao carro, procurava não ouvir os berros de Albertina que fingia chorar... O funeral transcorreu com muita comoção, pois lágrimas que escorriam dos olhos da viúva negra se misturavam com a chuva que insistia em não parar de cair, parecia até que era o choro do falecido.
          Após o sepultamento, os policiais invadiram o cemitério, o delegado se aproximou da viúva e do irmão do falecido e disse-lhes:
         - Dona Albertina e Senhor Miguel, vocês estão presos pelo assassinato do senhor Alfredo Salazar. Vocês podem me acompanhar, por favor! O mordomo da casa procurou a nossa delegacia e mostrou um vídeo importantíssimo para elucidação do crime, onde à senhora atirava em seu falecido esposo na presença do senhor Miguel que foi o seu cúmplice na realização desse maquiavélico crime.
          Os tempos passaram... Albertina e Miguel foram julgados e culpados pelo assassinato e continuam presos respondendo pelo crime.
         “A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade.” (Salmos 119:142).
          São tantas histórias assim...
           Elisabete Leite – 21\01\2017

Os Pássaros (The Birds, 1963)


DEVANEIOS & QUIMERAS

Vivo a devanear os nossos momentos,
Ah, são saudosas noites de quimeras!
Que me perseguem, os meus tormentos
As longas e penosas horas a tua espera...

O teu rosto delineado em minha mente
Não deixa o meu olhar um só instante,
A tua mão, pelo meu corpo, já presente
Que para mim é uma rotina constante...

Ah, eu queria ser uma afável vidente!
Para, em pensamento, olhar-te distante
Voar ao passado, ver-te em minha frente...

Sentir o nosso amor que foi tão relevante,
Foi o abandono que me deixou descrente
Foi sim, a tua atitude estúpida e errante.

Elisabete Leite – 21\01\2019
 
Psicose (Psycho, 1960)

INDRISO

Como todos sabem, um soneto é composto de duas estrofes de quatro versos e duas de três versos. Entretanto, as possibilidades construtivas que ele oferece não terminam nele mesmo, portanto dele se originou o Indriso, que nada mais é do que um poema que é composto de dois tercetos e duas estrofes de verso único. Os quartetos do soneto passam a ser tercetos no indriso e os tercetos passam a ser estrofes de verso único no segundo. O primeiro foi desenvolvido em 2001, em Madrid, por Isidro Iturat, espanhol, nascido em Villanueva e la Geltrú, em 1973. Além de escritor, ele também é professor de literatura espanhola. Reside em São Paulo, Brasil, desde o ano de 2005. Estamos então, diante de um padrão novo, dotado de uma musicalidade característica. Ao longo do processo de desenvolvimento dos indrisos, Isidro pediu a opinião de diversos experts literários, que deram diversas opiniões.
Exemplo:

NÉCTAR DA P0ESIA

Provei do teu adocicado néctar
O sabor da tua intensa paixão
O segredo de sempre te amar...

É desvendar-te de alma e coração,
Ser tua amante de janeiro a janeiro
Doce inspiração, sonhos e fantasia...

Que me entrego de corpo inteiro    

Ah, és os versos da minha poesia!

Elisabete Leite – 16\01\2019       

Nossas Pesquisas:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=19747

Rebecca, a Mulher Inesquecível (Rebecca, 1940)

ALDRAVIA

A Aldravia é uma poesia minimalista criada no Brasil. O Movimento aldravista se propôs a criar uma arte que chama a atenção, que insiste, "que abre portas para as interpretações inusitadas dos eventos quotidianos, em relatos daquilo que só o artista viu". Em novembro de 2.000, com o lançamento do Jornal Aldrava Cultural, nascia o novo movimento poético em Mariana - MG. Hoje o movimento aldravista já alcança algumas cidades da Europa. Aldravia tem origem em aldrava, ou aldraba, argola ou batedor de metal com que se bate às portas para que essas sejam abertas por quem está dentro da casa. Conta por norma com seis versos e seis palavras, sendo uma palavra em cada verso. É, por natureza, minimalista. Deve provocar no leitor variadas interpretações, deixando ideias claras, mas também subliminares. Normalmente faz-se uso da metonímia. Não há títulos. Costuma-se numerá-las. Os versos são iniciados com minúsculas. Nomes duplos (como Van Gogh, Mário Quintana) são considerados como um único verso. Formas pronominais unidos por hífen (-) também são considerados vocábulos únicos.
Exemplo: 

Aldravia 01\2019EL

Sou

Flor

Que

Desabrochou

Por

Amor...

Elisabete Leite – 17\01\2017

Nossas Pesquisas:
Wikipédia
Sombra De Uma Dúvida (Shadow Of a Doubt, 1943)

SEGUNDA LEITURA


Especial Hitchcock

Alfred Hitchcock é um nome icônico na indústria do cinema. Conhecido como o “Mestre do Suspense”, o cineasta britânico contribuiu amplamente para o trabalho cinematográfico, desenvolvendo técnicas narrativas que são usadas até hoje
Nascido em Londres, Inglaterra, no ano de 1899, Alfred era uma criança isolada, mas bastante atenta ao mundo a sua volta. A disciplina era um elemento bastante presente em sua vida, visto que estudou em uma instituição católica e em um centro jesuíta, onde as punições eram altamente rigorosas. Seu pai também era bastante autoritário, mas isso não impediu que ele fosse extremamente travesso, quebrando regras sempre que tinha a chance, elemento que também esteve sempre presente em seus filmes.
Em 1913, Alfred deixou a escola em que estudava e começou a busca para definir sua carreira profissional. Começou a estudar engenharia e fazer curso de desenho, e quando a Primeira Guerra Mundial teve início, Alfred começou a trabalhar no ramo da publicidade. Foi nessa mesma época que ele conheceu o cinema, visto apenas como um hobby de início, mas que iria se tornar o ramo em que Alfred Hitchcock iria se especializar.
Antes de se consolidar como o diretor Mestre do Suspense, Hitchcock trabalhou em diversas funções na produção de filmes, onde foi ganhando experiência e aprendendo sobre as técnicas de filmagem. Sua primeira oportunidade como diretor veio em 1925, na produção anglo-alemã “The Pleasure Garden”. Mas sua estreia no suspense veio em 1927, com “The Lodger: A story of the london fog”, que conta a história de uma família que suspeita que seu vizinho seja o Jack, o Estripador.
A carreira de Hitchcock, no entanto, iria encontrar seu auge nos Estados Unidos, onde o cineasta chegou em 1939. Sua estreia Hollywood veio no ano seguinte, com “Rebeca, a Mulher Inesquecível”, vencedor do Oscar de Melhor Filme e Melhor Fotografia Preto-e-Branco de 1941. A partir daí, Hitchcock não parou o trabalho, por 30 anos o cineasta lançou praticamente um filme por ano, tornando-se produtor de seus próprios filmes a partir de 1948. Htichcock foi indicado ao Oscar cinco vezes como diretor, e uma vez como produtor, porém, não ganhou o prêmio nenhuma vez, tendo recebido, em vez disso, o Prêmio Irving Thalberg da Academia em 1968, pela carreira completa. Alfred Hitchcock morreu em 1980, em Los Angeles, deixando um legado de mais de 50 filmes.
Os filmes de Hitchcock possuem características marcantes, e técnicas que abriram o caminho para muitos filmes de suspense/terror de hoje em dia. Um exemplo disso é a trilha sonora, usado com maestria nas cenas chaves de seus longas. Os movimentos de câmera e os planos escolhidos também contribuem para a narrativa, fazendo com que o espectador se sinta parte dos acontecimentos mostrados.
Uma marca registrada de Hitchcock é o recurso de roteiro onde um personagem é culpado por algum crime que não cometeu e tem de encontrar o verdadeiro responsável para poder se livrar das acusações. Esta é outra característica do cineasta que faz com que o espectador se sinta mais imerso na narrativa, pois ao saber quem é o culpado, as ações de todos os personagens da tramam se tornam mais envolventes, causando o questionamento se o inocente conseguirá se livrar da culpa ou não. O diretor também costumava fazer pequenas aparições na maioria de seus filmes.
No entanto, a marca registrada mais famosa de Hitchcock é o conceito MacGuffin, criado originalmente pelo cineasta. Este conceito define um objeto chave para a trama avançar, sem ter, na realidade, grande importância na mesma. Por exemplo, em “Psicose”, o MacGuffin utilizado é o dinheiro que a personagem de Marion Crane rouba do patrão, elemento que só serve para levar Crane para o Motel Bates, onde a história se desenrolará. O MacGuffin, então, é um objeto ou um elemento que oferece a motivação para a trama, mas perde a importância depois.
Confira alguns filmes do Mestre do Suspense:
Rebecca, a Mulher Inesquecível (Rebecca, 1940)
Sinopse: Uma jovem dama de companhia e um aristocrata viúvo se apaixonam e decidem se casar. Mas quando a jovem se muda para o casarão de seu amado, tem de enfrentar a relutância dos empregados em aceitá-la como nova dona da casa, os quais nunca esquecem a primeira mulher do aristocrata, Rebecca, cuja presença continuamente a atormenta. Com Joan Fontaine, Laurence Olivier e Judith Anderson.
Sombra De Uma Dúvida (Shadow Of a Doubt, 1943)
Sinopse: A jovem Charlotte visita o seu tio Charlie, pelo qual ela tem um profundo respeito, mas ao longo do tempo ela começa a perceber que seu amado tio não é quem ela pensava, mas sim um frio criminoso. Com Teresa Wright e Joseph Cotten.
Festim Diabólico (Rope, 1948)
Sinopse: Dois homens da alta sociedade de Nova York, Brandon e Phillip, consideram-se mais importante que seu colega David, e para provar a intelectualidade que afirmam ter, os dois estrangulam o colega com uma corda, e escondem o corpo em um baú no apartamento em que vivem, com certeza de terem cometido o crime perfeito. Os dois, então, convidam amigos e família para uma festa, certos de que nada será percebido, mas eles não contam com a astúcia do antigo professor Rupert. Com John Dall, Farley Granger e James Stewart.
Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)
 Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)
Sinopse: O fotógrafo L.B. Jeffries quebrou a perna em um acidente de trabalho e está confinado em seu apartamento com a perna engessada. Entediado, Jeffries começa a espiar os vizinhos com sua câmera, e acaba observando uma atividade suspeita no apartamento oposto ao seu, convencendo-se de que presenciou um assassinato. Com James Stewart e Grace Kelly.
Disque M para Matar (Dial M for Murder, 1954)
Sinopse: Um ex-tenista profissional descobre que sua mulher tem um caso com um escritor de romances policiais, e decide criar um plano para matá-la. Quando as coisas não vão como planejado, ele tem de colocar em ação um plano B para não ser descoberto. Com Ray Milland, Robert Cummings, e Grace Kelly.
Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958)
Sinopse: O detetive John Ferguson é um aposentado precoce, depois de ter desenvolvido acrofobia (medo de altura) e vertigem durante os dias de serviço. Porém, um velho amigo pede a ajuda de Ferguson para seguir sua mulher, pois desconfia de suas atividades suspeitas, e ao mesmo tempo que o detetive aceita o trabalho, também começa a ficar obcecado pela estranha mulher. Com James Stewart, Kim Novak e Barbara Bel Geddes.
Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)
Sinopse: Um publicitário de Nova York é confundido com um agente federal por um grupo de espiões estrangeiros, e acaba cruzando o país em busca do verdadeiro agente para poder se livrar da sentença de morte que lhe persegue. Com Cary Grant, Eva Marie Saint e James Mason.
Psicose (Psycho, 1960)
Sinopse: A secretária Marion Crane rouba uma grande quantia de dinheiro de um cliente de seu chefe e foge da cidade. Em sua fuga, ela se hospeda no Motel Bates, sem saber que o homem dono do local representa um grande perigo. Com Janet Leigh, Anthony Perkins, Vera Miles e John Gavin.
Os Pássaros (The Birds, 1963)
Sinopse: Uma socialite de São Francisco viaja para uma pequena cidade no Nordeste Califórnia para visitar um interesse amoroso, mas a visita acaba se tornando um pesadelo quando os pássaros da cidade começam a apresentar um comportamento estranho e violento, representando um perigo para todos que ali vivem. Com Tippi Hedren, Rod Taylor e Jessica Tandy.
Frenesi (Frenzy, 1972)
Sinopse: Em Londres, um serial killer está à solta, estrangulando mulheres com uma gravata. Richard Blaney, um homem que passa por um momento complicado na vida, acaba se tornando o suspeito principal, mas ele é homem errado. Com John Finch, Barry Foster e Alec McCowen.
Hitchcock certamente contribuiu grandemente para o cinema, principalmente para o gênero de suspense/terror e seu legado continua influenciar os filmes de hoje em dia. Em cada obra, a genialidade do cineasta é perceptível, e Hitchcock segue como o Mestre do Suspense, título mais do que merecido.
Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958)
Disque M para Matar (Dial M for Murder, 1954)
Filmes de Alfred Hitchcock - Google


sábado, 26 de janeiro de 2019

O Poeta Colibri

Ano II - Edição Nº 278 - Tema Infantil
Tema das Imagens - Colibris


              A MENINA E O POETA COLIBRI
        Mês de janeiro, período de férias escolares, a linda garotinha Maria Emília, passava essa boa temporada na casa da sua avó, nas montanhas, em um local bem simples, porém muito aconchegante, era uma choupana com chaminé, janelas coloridas e porta protegida e camuflada por parreiras de uva e maracujá, a casa era cercada por um belo jardim com rosas de diferentes tonalidades e, os diversos pássaros visitavam diariamente aquele local. O cenário era encantador, a magia da paisagem, fazia tudo acontecer...
          A rotina de Maria Emília era sempre a mesma: acordava ao alvorecer, quando o sol ainda se despedia da lua, lá por trás dos montes, ela levantava correndo para abrir à janela e poder contemplar os pássaros que gorjeavam felizes pelo jardim... Em certa manhã, Emília ouviu uma melodia diferente que parecia até o som de um violino, de tão suave que era. Logo, ela avistou um magnífico Colibri, que pairava no ar de flor em flor, ele bailava para frente e para trás, de repente, ele posou na janela e ficou lá cantando para a garotinha que olhava para ele totalmente deslumbrada, pois o pássaro queria contar-lhe um segredo, procurava a todo custo se comunicar:
          - Ei, psiu! Eu posso mudar de forma linda menina. Disse-lhe o Colibri, batendo as suas asinhas.
         - Uau, bela ave, você pode falar comigo! Disse-lhe Emília.
         - Você sabe, que eu posso me transformar em um herói, um grande guerreiro e salvar à humanidade da fome. Continuava falando-lhe o pássaro.
          - Poxa, que linda ação! Por favor, continue cantando para mim, pois quero ouvir, novamente, a sua suave canção! Emília falou-lhe.
          Assim, o Colibri pôs-se a cantar uma linda e suave canção:
...Estou aqui de passagem,
Venho cantar essa canção
É meu canto de mensagem
O som migra até o coração... Bis...
          Emília permanecia de olhos fechado para sentir a suavidade do som, mas quando abriu os seus olhinhos, o pássaro não estava mais na janela. A menina ficou muito triste, parou de sorrir, pois queria continuar conversando com o seu novo amiguinho, o lindo Colibri. Mas, a tristeza logo passou, a menina ouviu uma voz bem próxima à porta, era o Colibri que havia se transformado em um jovem guerreiro e, foi logo falando:
          - Não fique triste menina linda, eu sou o guerreiro colibri e preciso continuar voando, germinando a semente do Amor por aí. Vou recitar uma Poesia, um Soneto, para você nunca mais se esquecer de mim. E pôs-se a declamar o Soneto:

SEMENTE DO AMOR

Caminhando pelos jardins da vida,
Contemplando o verde da natureza
Lá encontrei uma semente perdida
Podia ser uma árvore de rara beleza...

Plantei e reguei a semente, toda hora
Na esperança de colher bons frutos!
Protegendo-a do sol, do frio da aurora,
Da chuva forte, até dos ventos brutos...

O broto nasceu e cresceu sem demora
A árvore se tornou um local acolhedor,
Sua sombra cobre tudo que fica por fora...

Sua imagem é um verdadeiro esplendor
A árvore é uma amiga, um abrigo agora
O que encontrei, foi uma semente do Amor. (Elisabete Leite)

      
    -Uau, que linda é a sua poesia!  Você é um verdadeiro herói, um grande Poeta Colibri, pois consegue encantar a todos com seus belos versos e a sua linda voz. Disse-lhe Emília, quase chorando de tanta emoção.
          - Agora, preciso me despedir de você Emília, saiba que não será para sempre, voltarei para te visitar diariamente, minha amiga, estarei a voar por esse jardim. Agora feche os seus olhos, mais uma vez, e acredite em mim. Disse-lhe o guerreiro.
          Logo, Emília fechou os olhos e quando os abriu viu o seu amigo Colibri pairando sobre o botão da flor, bateu as suas asinhas e para bem longe ele voou. A menina fechou a janela e adormeceu tranquilamente, foi despertada horas depois pela voz suave da sua avozinha que dizia:
          - Emília, venha aqui, olhar que linda flor!
          A menina correu para o jardim e ficou a contemplar o esplendor de uma rosa que acabara de desabrochar. E falou para sua avó:
          - Uau vovó, que linda, pois ela era apenas um botão, que por amor, se transformou em uma flor!
          Todos os dias Emília recebia a visita daquele Colibri em seu jardim, ele pairava magnificente no ar e cantava para ela poder dormir. Assim, foi a historinha da Menina e o Poeta Colibri.
          Até a próxima aventura, amiguinhos!

          Elisabete Leite – 21\01\2019 



COLIBRI NA JANELA

O sol resplandece e desperta o dia
Um pássaro pousa em meu jardim
Da janela escuto sua doce melodia
Ele rodopia sobre um lindo jasmim...

A ave paira radiante de flor em flor
Beija as rosas em seu bailado no ar
Voa para trás, para frente, puro amor!
Ah, ela inebria até a luz do meu olhar!

O pássaro é um deslumbrante Colibri,
Também conhecido como o Beija-Flor
Lá da janela aprecio seu dançar a sorrir
Ele canta para mim, em gesto de amor...

O som migra direto até o meu coração
Penetrando no âmago da Minh ‘alma
A presença da ave é pura fascinação
Que ilumina minha vida e me acalma...

O Colibri é a minha suave inspiração
Ele chega com o sol trazendo alegria
Fazendo fluir os instantes de emoção
Oh Colibri, da natureza, tu és poesia!

Elisabete Leite – 21\01\2019



O CANTINHO DA TIA BETA

Olá pessoal! Hoje vamos conhecer melhor uma magnífica ave, o Colibri, o seu conceito e significado do símbolo.
COLIBRI é um gênero de beija-flores que ocorre na América Central e do Sul. O grupo inclui quatro espécies, três das quais existentes no Brasil. Habitam zonas de floresta montanhosa. Os colibris são os únicos pássaros que podem voar para trás e para frente.
Os beija-flores do gênero Colibri têm entre 12 e 14 cm de comprimento e são relativamente grandes para o seu grupo. A sua plumagem é à base de verde brilhante menos o beija-flor-marrom. Todas as espécies do grupo têm uma mancha de cor violeta atrás dos olhos, de penas tufadas. A cauda é larga e arredondada e o bico é retilíneo. As fêmeas distinguem-se pelas manchas violeta de menores dimensões.
O Colibri é um mensageiro dos deuses, símbolo de alegria e energia, o que decorre do fato de bater as suas asinhas de forma bastante veloz.
Também conhecido como beija-flor no Brasil, é um pássaro de pequeno porte que é responsável pelo calor do Sol.
Entre os astecas, dizia-se que eles representavam a alma dos guerreiros mortos nas batalhas, os quais retornavam à terra sob a forma desse passarinho, ou ainda, na forma de borboletas.
Na prática do Xamanismo, o colibri é um animal de poder e, portanto, é invocado na cura do amor verdadeiro.
Significado indígena
Segundo a lenda, numa tribo indígena do Arizona, a dos índios Hopi, o colibri assume a figura de um herói que salva a humanidade da fome. Isso porque eles acreditavam que os mesmos suplicavam ao deus da germinação e do crescimento para que os alimentos retirados da terra fossem bons e abundantes.
Já para uma tribo indígena colombiana, os Tucanos, o passarinho representa o órgão genital masculino, bem como a virilidade, já que para eles os colibris copulam com as flores. Espero que vocês tenham gostado da pesquisa. 

Nossas Pesquisas:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Colibri_(género)





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