sábado, 27 de abril de 2019

A Magia do Pégaso

Ano II - Edição Nº 310 - Tema Infantil
Tema das Imagens - Pégaso


         A MAGIA DO PÉGASO

          Era uma vez um menino chamado Pedro que todo mundo, menos sua mãe, chamava de garoto sonhador. Mas ele dizia que se chamava de Perseu porque ele era completamente apaixonado pelos seres mágicos de diversas naturezas que existiam na Mitologia Grega, em especial pelo Pégaso (Cavalo alado símbolo da imortalidade). O garoto vivia devorando qualquer livro de história que falasse sobre o assunto, sempre em busca de mais aprendizado. O menino Pedro sonhava acordado, como qualquer outra criança e, o seu maior sonho era viajar no tempo e conhecer de perto Pégaso e poder voar com ele em busca de aventura...

          Sua mãe, Maria Edite, não gostava que seu filho fosse chamado de sonhador e ela fazia toda questão de chamar o garoto pelo nome completo, Pedro da Silva, porém não adiantava muito, pois o menino vivia sonhando acordado pelos quatro cantos da casa ou em cima de uma árvore que ficava no fundo do quintal. Sua mãe gritava bem alto para que toda vizinhança ouvisse:
          - Pedro da Silva, venha cá, por favor! Desça dessa árvore, agora!
          O menino ouvindo os berros da sua mãe saia correndo ao encontro dela e procurava tapar o sol com a peneira, sempre uma desculpa para justificar sua atitude. Pedro se aproximou da mãe e falou:
          - Mãe, eu estava estudando, fazendo as tarefas escolares. Não precisava gritar tanto!
          - Pedro da Silva, deixe de mentiras, você estava em cima da árvore com aquele livro de sempre, o que tem um cavalo com assas na capa! Exclamou dona Edite.
          - Cavalo com asas!  Poxa mamãe, quem anda sonhando é a senhora!
          - Deixe de conversa fiada, Pedro da Silva, o almoço já está servido! Favor, lavar suas mãos!
          O garoto saiu correndo sem nem olhar para trás, pegou o livro que estava escondido por trás da moita no quintal e coloco-o na mochila da escola, lavou suas mãos e foi almoçar...
           Certo dia, o garoto sonhador saiu mais cedo para ir à escola, na esperança de ficar lendo na biblioteca enquanto começava o novo turno. Ele saiu sonhando pelo caminho afora, viajava na sua imaginação, parecia até que flutuava no ar... De repente, abriu-se, a sua frente, a visão de um portal, que dava passagem a um novo caminho, ele ficou deslumbrado com o cenário; assim, em um passe de mágica, surgiu uma ponte suspensa no ar, era adornada por flores de diferentes tipos e cores: rosas, papoulas, madressilvas, margaridas e jasmins. Por entre ramos e flores, ele avistou uma luz incandescente, que ilumina o centro daquele deslumbrante jardim. Ele Aproximou-se bem devagar e, notou que tinha um cavalo todo branco pastando exatamente naquela relva verdejante; diante a esse cenário fascinante o menino Pedro fechou e abriu os olhos, pois pensava que era uma miragem, mas o cavalo continuava pastando divinamente e a sua magia tornava o ambiente encantador. Logo, o garoto ficou quedado pensando: “Oh Perseu, será o Pégaso!” Ele falou consigo mesmo e, se aproximou mais ainda daquela figura fantástica. O magnífico cavalo sentindo a presença do garoto flutuou no ar e abriu duas asas enormes. Pedro vendo aquele grande espetáculo suspirou bem alto e falou:
          - Uau, que maravilha da Mitologia Grega! É mesmo o meu mágico Pégaso! E ele apareceu para mim!
         
O cavalo Pégaso desceu até o chão e cumprimentou o seu Fã número um. Ele dobrou as duas patas dianteiras em sinal de respeito e confiança; curvou-se para que o menino sonhador pudesse subir e saiu de galope em galope até voar, para que eles, Perseu e Pégaso, pudessem cruzar muitos horizontes. Pégaso flutuava em uma leveza maior que a alma, rodopiava, rodava, girava em um valsar de grandiosa magia. O garoto sonhador não desgrudava o seu olhar da imensidão da Natureza, ele tocava com os dedos as nuvens que cruzavam o céu de um canto a outro, ficou em pé no lombo do novo amigo alado e abriu os braços como se, também, estivesse a voar. Assim, eles passaram próximo ao sol, o astro rei abriu aquele sorriso brilhante e reluziu no espaço. De repente, o garoto Pedro se sentiu tonto e tudo escureceu... Ele de longe ouviu os gritos da sua mãe chamando por ele:
          - Pedro da Silva, desça dessa árvore, já! Você perdeu o horário da escola! Vá tomar seu banho para jantar!
         - Estou indo agora, Mamãe!
          O garoto não tinha argumento e nem sabia explicar o que havia acontecido. Ele apenas pensou: “será que foi um sonho, tudo parecia tão real”. Pedro olhou para seu braço e viu uma rédea colorida enrolada em sua mão direita, somente ele sabia que não tinha sido um sonho. Ele foi até o quintal pegou o livro que estava escondido por trás da moita e guardou-o na estante. Pedro agora já não precisava mais dele.
          Assim, a Magia do Pégaso contaminou o Garoto que não era mais um Sonhador

         Até a próxima aventura, pessoal! Que a Magia da Vida contamine a nossa alma.
        
 Elisabete Leite – 25\04\2019



CANTINHO DA TIA BETA

Olá pessoal, olha eu aqui de novo! Hoje vamos viajar e conhecer um pouco mais sobre Pégaso que era um cavalo voador na mitologia grega, geralmente descrito como de cor branca. Seu pai era Poseidon e sua mãe era o Gorgon Medusa; ele nasceu junto com seu irmão Chrysaor quando Medusa foi decapitada por Perseus.
Pégaso foi capturado e domesticado pelo herói grego Belerofonte e ajudou-o em suas lutas contra a Chimera e as amazonas.
Mais tarde, continuou Belerofonte montando Pégaso em seu caminho para o Monte Olimpo, mas Zeus o desmontou no caminho; Pégaso continuou a viagem e chegou a Monte Olimpo.
Na mitologia grega, Pégaso era um cavalo com asas, filho de Poseidon, deus dos oceanos, e de Medusa, uma das terríveis górgonas (monstros com asas de ouro, cabelos de serpentes e dentes de javali).
Diz a lenda que o cavalo saiu do corpo de Medusa quando a monstra foi decapitada pelo herói Perseu (cruzes, que história!)
Pégaso está ligado às tempestades, à água, é ele quem traz o trovão e os raios. É também o símbolo da criatividade do espírito, dos poetas e da imaginação.
O herói Belerofonte capturou o cavalo enquanto ele bebia água de um poço. Para isso, usou um bridão de ouro, presente da deusa Atena (a capital da Grécia se chama Atenas em homenagem a essa deusa!).
Foi montado em Pégaso que Belerofonte conseguiu matar o horrível monstro Quimera. Mas, quando o herói tentou montar o cavalo de novo, ele corcoveou, atirou Belerofonte longe e subiu para os céus, onde virou uma constelação.
Procure um mapa do céu em um livro de Astronomia: você vai ver, lá, o conjunto de estrelas que forma o desenho de Pégaso, o cavalo alado.
Animal Mitológico
Na mitologia grega era um cavalo alado, que segundo o mito nascido do sangue da Medusa, após ser esta decapitada por Perseu. Atena domesticou o cavalo alado e ofereceu-o ao herói grego, o arqueiro mitológico Belerofonte, para que combatesse a Quimera. Belerofonte tentou usá-lo para aproximar-se do Olimpo, mas Zeus fez com que ele corcoveasse e derrubasse seu cavaleiro, que morreu. Transformado em constelação, o cavalo passou desde então ao serviço de rei do Olimpo.
Com um de seus coices, fez nascer a fonte de Hipocrene, que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas. Com o tempo sua história tornou-se um dos temas preferidos da literatura e das artes plásticas gregas e sua figura destacou-se na literatura clássica com numerosas alusões às fontes de inspiração.
Símbolo
O cavalo comum é um símbolo tradicional do desejo carnal. Os centauros, metade homens, metade cavalos, são monstros que representam a identificação do ser humano aos instintos animalescos.
O cavalo alado, ao contrário, é símbolo da sublimação e da imaginação criadora.
Pégaso vivia no Parnaso, no Hélicon, no Pindo e na Piéria, lugares frequentados pelas Musas, filhas de Zeus e Mnemósine, e onde o cavalo alado costumava pastar. Com um de seus coices, fez nascer a fonte de Hipocrene, que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas. Na literatura clássica há numerosas alusões às fontes de inspiração.
A história de Pégaso tornou-se um dos temas preferidos da literatura e das artes plásticas gregas.
Origem
Pégaso é um cavalo alado símbolo da imortalidade. Sua figura é originária da mitologia grega, presente no mito de Perseu e Medusa (mitologia).
Pégaso nasceu do sangue de Medusa quando esta foi decapitada por Perseu. Havendo feito brotar com uma patada a fonte Hipocrene, tornou-se o símbolo da inspiração poética.
Belerofonte matou a poderosa Quimera, montando Pégaso após domá-lo com ajuda de Atena e da rédea de ouro, que em seguida tentou usá-lo para chegar ao Olimpo.
Mas Zeus fez com que ele derrubasse seu cavaleiro, que morreu devido à grande altura.
Zeus o recompensou transformando-o na constelação de pégasus, de onde deveria dali em diante ficar à serviço do deus dos deuses.
Espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre Pégaso.



 
MEDUSA
MEDUSA - um pouquinho mais sobre Medusa

Medusa era a mais bela sacerdotisa do templo da deusa Palas Atena, a Deusa da Guerra e maior deusa grega da antiguidade. Era tão linda que tanto os homens quanto os deuses a cobiçavam. Ela chegou a ser assediada por Poseidon, deus dos mares. Irritada com a situação, Atena jogou contra Medusa toda a sua fúria e determinou a ela um destino terrível, transformando-a em um monstro.


Medusa se tornou velha e horrorosa e, no lugar de seus belos cabelos nasceram muitas serpentes venenosas. 
E para que ninguém mais pudesse se aproximar dela, Atena fez com que, eternamente,  tudo que ela olhasse se transformasse em pedra. Sendo assim, mesmo que ela estivesse morta seu olhar manteria o poder de petrificação. Não satisfeita, Atena a enviou para uma longínqua ilha. 
Muitos guerreiros tentaram matá-la para usar seu poder contra os inimigos, mas sempre a olhavam antes e se transformavam em pedra......


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