domingo, 4 de agosto de 2019

Almanack de Domingo - Migalhas das Migalhas (Capiau)

Ano II - Edição Nº 346 - Tema Adulto
Tema das Imagens - A Fome no Mundo



MIGALHAS DAS MIGALHAS

No cantinho da parede da copa, de uma casa não muito distante, havia um pequeno formigueiro; dessas formiguinhas sem ferrão que costumam invadir recipientes de doces e salgados ou, simplesmente, aproveitar aquelas “sujeirinhas” que ficam na louça e nos talheres. Tinham, aquelas formigas, mesmo com os incidentes de algumas mortas ou mutiladas durante a lavagem das vasilhas ou quando flagradas em situações de coleta nas vasilhas de comida, certa fartura. Porém, certo dia, a cozinheira, incomodada com a invasão das formiguinhas em seus utensílios, decidiu não mais deixar que continuassem a coletar o que, para aquelas minúsculas criaturas, era o fundamental sustento; passando a lavar todos os utensílios da cozinha, logo após a utilização, e a guardar os alimentos prontos em geladeira.
Por este motivo, o estoque de alimentos do formigueiro foi se escasseando, até que nada mais restou para alimentar os filhotes e adultos, era preciso, urgentemente, encontrar outro manancial, onde se pudesse coletar.
Saíram as esculcas (aquelas formiguinhas que andam de um lado para outro, como se perdidas, mas que, na realidade, estão procurando por alimentos ou outra coisa que utilizam no formigueiro) e, ao segundo dia, uma delas descobriu que, durante as refeições dos humanos da casa, principalmente as crianças, deixavam cair uma pequena parte da comida, que chegavam ao piso, sob a mesa. Chegou triunfante ao formigueiro e colocou a migalha diante da rainha, que logo tratou de enviar uma tropa de coletores para apanhar mais daquela iguaria; mas foi em vão, nada mais encontraram, a não ser alguns pontos húmidos, como se uma gosma arrastada, em diversos pontos sob a mesa. Voltando à rainha narraram o sucedido, ao que ela designou algumas formigas para espiar o que poderia estar acontecendo...
Chegou a hora do jantar (dos humanos) e as formiguinhas espiãs puderam assistir a um verdadeiro espetáculo... Pelas bordas da mesa caíam migalhas de diversos tamanhos e teores: grãos de arroz, pedaços de macarrão, de queijo, gotas de calda e pedacinhos de doces, grãos de açúcar... Combinaram de algumas já irem coletando enquanto duas iriam chamar outras para ajudar a carregar... mas, quando a maioria delas estava em menos de meio caminho, encontraram com uma das que haviam ficado para coletar; trôpega, assustada e faltando uma das perninhas traseiras, que gritava: Voltem! Voltem depressa para casa! Aconteceu uma tragédia! Já dentro do formigueiro ela narrou o acontecimento:
- Realmente eram fartas as guloseimas caídas daquela mesa, mas um grande animal peludo apareceu e, enquanto nossas irmãs tentavam capturar as guloseimas ele as apanhava junto e as desaparecia dentro de sua grande boca, cercada de dentes pontiagudos...
 – Um cão! Exclamou a sábia rainha. – Chamem o Conselho das Formigas Anciãs, precisamos de uma solução, urgente!
Reunido o Conselho, ficou estabelecido que se montasse guarda, durante o tempo de vigília dos humanos, pelo revezamento das formiguinhas espiãs, para tentar descobrir o horário em que o cão aparecia, e assim acharem um momento, ou oportunidade, de coletar as guloseimas; mas elas notaram que o cão sempre se posicionava, embaixo da mesa, quando ainda estava sendo servida a comida, atento ao que caia, no que logo passava sua língua gosmenta, fazendo-as desaparecer em sua bocarra.
A situação se tornara calamitosa, à beira do caos, mas uma formiguinha, esperta e prudente, teve uma brilhante ideia: seguir o cachorro e descobrir seus hábitos e lugares; e foi assim que viu algo interessante: quando ele terminava de comer o que caía da mesa, se deitava e dormia sobre um tapete, no canto da sala. Corajosamente, foi se aproximando da cabeça do animal, porém resguardando a devida cautela. Assim, notou que pequenos fragmentos das guloseimas que ele comia ficavam que presos nos pelos do entorno de sua boca. Voltou, apressadamente, ao formigueiro para contar a novidade. Ouvindo-a, a rainha convocou as chefes de grupo (sim! as formigas, em alguns pontos de organização, superam muitos humanos) para que reunissem as melhores e mais valentes formigas para tentar buscar aquelas partículas que ficavam no entorno da boca do animal.
Cada uma das cinco chefes de grupo, que incluía a Formiguinha Prudente, que havia seguido o cão, convocou oito de suas melhores comandadas, e rumaram para o local da missão, todas se posicionando, ocultas, ao lado do tapete, aguardando a chegada do animal... Não demorou a sua chegada, deu duas voltas em torno de si mesmo, algumas coçadinhas, e se espichou no tapete. As formiguinhas esperaram até que ele ficasse completamente imóvel, com exceção da barriga, que inflava e murchava, por conta da respiração.
Umas das comandantes, garbosa e orgulhosa, disse às suas comandadas: - Não percamos tempo, nossa gente depende de nossa coragem e valentia! Vamos lá enfrentar essa fera! Três de vocês me sigam, as outras fiquem embaixo, aparando e levando pra um local seguro! Dito isso, marchou forte à frente de suas comandadas e subiram, diretamente, para o lábio superior do cão que, a princípio só fez uma ligeira contração com o músculo labial, mas quando estavam, todas, confiantes, o bicho passou a língua pelo lábio, levando-as para dentro da boca, de onde não voltaram. Alarmadas, as restantes daquele agrupamento fugiram para o outro canto da sala, atrás do sofá.
Outra comandante, também arrogante, disse às suas comandadas: - Não caiamos na mesma armadilha, subiremos, eu e mais três, pelo pescoço do animal até alcançar o canto da boca! E assim começaram a escalada... Logo no início o animal deu um tremido na pele, que fez com que elas pararem um pouco, mas quando estava já a alcançar a altura da mandíbula ele dobrou o pescoço e, com a pata traseira, coçou o lugar, esmagando duas e deixando as outras gravemente feridas. As remanescentes foram se juntar às outras, atrás do sofá.
Neste momento entrou em cena outra chefe, que disse: - Vamos nós quatro, subir pela orelha oposta, atravessamos pela testa, onde as patas traseiras não alcançam, e chegaremos ao objetivo. Sem a devida cautela, seguiram com o plano, mas logo que chegaram ao meio da orelha, o cão levantou a cabeça e sacudiu, atirando-as para o outro lado da sala. O restante daquele grupo fugiu, também, para trás do sofá.
 A Formiguinha Prudente quis entrar em ação como o seu pelotão, mas foi impedida pela outra chefe eu disse: - Se tem alguém aqui que pode resolver esse problema sou eu, com minhas valentes guerreiras, e não um bando de formiguinhas fraquinhas e sem preparo, como vocês! Vamos, valorosas guerreiras! Tenho uma estratégia: Subamos acima do focinho, pelo lado contrário, onde as patas traseiras não alcançam e não caímos se ele sacudir a cabeça. E assim seguiram adiante com o intento, mas quando estavam quase chegando à boca, o bicho levantou, ligeiramente, a cabeça e esfregou as canelas das pernas dianteiras contra os dois lados da cara, esmagando-as. O resto desse agrupamento também foi se esconder, junto às outras.
A Formiguinha Prudente, agora a última das comandantes, rememorava cada uma das ocorrências que haviam se passado ali e, aproximando-se, cautelosamente, da cabeça do animal, parou e começou a analisar, dentro do raciocínio lógico, as probabilidades de cumprir a missão que, naquela hora, dependia somente dela, de suas auxiliares e, talvez, das sobreviventes das empreitadas malogradas. Olhava cada ponto e pensava em um modo de agir por ele, meditava e analisava possibilidades e riscos... de repente viu um detalhe e, naquele momento, lhe bateu uma ideia brilhante: haviam fios de pelo compridos e grossos que desciam do antelábio do cachorro até às cerdas do tapete. – Eureca! Disse para si mesma, a solução estava ali, o tempo todo, e ninguém havia notado. Chamou suas  companheiras  e, também, as remanescentes  dos  outros grupos e propôs: -  Todas vocês ficam aqui, a uma distância segura,  aguardando e assistindo o que vou fazer, se der tudo certo, façam o mesmo mais dois grupos. E expôs o plano: - Quatro de minhas companheiras, cada uma num quadrante, irão segurar, firmes e concentradas, a ponta do fio de pelo, enquanto eu e mais duas vamos subir, uma de cada vez, por ele, pois que, se o fio pender ou balançar o cão notará; por isso vai ser preciso muita calma, paciência, firmeza e cautela, e, principalmente, concentração no que se está fazendo. Se der certo, que outras se organizem e façam o mesmo, pelo menos, mais dois grupos...
Posicionadas, as quatro sustentadoras, a Formiguinha Prudente subiu primeiro, com muito cuidado e calma, até alcançar a borda do lábio do animal, de onde, pé ante pé, perseverante na ponderação e discernimento, chegou ao ponto onde estavam as migalhas; sendo seguida pelas outras três, que imitaram, com exatidão, os seus gestos e passos, e logo começaram, também, derrubar as partículas para o tapete... empolgadas, as remanescentes dos outros grupos também aderiram à empreitada, enquanto o restante catava e levava para atrás do sofá. Ao fim da empreitada já tinham migalhinhas o suficiente para alimentar o formigueiro por um dia, ou um pouco mais. Daí em diante a tarefa de coletar as migalhas de migalhas virou rotina... às vezes coletavam mais, noutras nem o suficiente para um dia sequer.
Longos e difíceis dias foram passando, nos quais a Formiguinha Prudente, agora ministra e conselheira da rainha, dizia às suas irmãs: - Paciência e perseverança! A Vida sempre teve, e sempre terá, altos e baixos, sempre terá momentos de sonhar e momentos de realizar sonhos; momentos de perdoar e de ser perdoado, momentos de rasgar e momentos de cozer; momentos de guardar e momentos de gastar; momentos de refletir e momentos de divertir; momentos de choro e momentos de riso; momentos de fartura e momentos de escassez; momentos de aprender e momentos de orientar; momentos de dor e momentos de alegria; momentos de medo e momentos de confiança e Fé... por tudo isso devemos agradecer, todos os dias, todas as horas, todos os minutos pelo que temos e por vivermos esses aprendizados.
Em “um belo dia”, a Formiguinha Prudente passeava distraidamente pela cozinha, quando viu muitas vasilhas com restos de comida e talheres com comida grudada. Escondeu-se, em um canto do armário, e assim descobriu que havia sido trocada a cozinheira, e que essa outra já não lavava a louça imediatamente, e nem guardava os potes de doce na geladeira. Voltando ao formigueiro, se pôs a meditar: “De que vale termos muito nesse momento, se apanhadas coletando vão voltar a nos tirar tudo, e ainda com risco de muitas de nós perdermos a vida”? Foi então que teve uma ideia, como se mesmo uma intuição: usar o mesmo método, com prudência e cautela, que usaram com o cachorro em precaução para com os humanos, ou seja, ficarem vigiando quando eles deixavam a cozinha e fugir quando da aproximação de algum deles.
Assim passaram a fazer, não mais precisando viver de migalhas de migalhas, até que o formigueiro aumentou o número de formiguinhas e se mudaram para o fundo de um restaurante.

Violeiro Mineiro Capiau


SE...

Se eu pudesse a vida retornar
Eu não retornaria
Por ter certeza que nada mudou
E para ser o mesmo, quanta ironia,
Prefiro está morto
Como deveria.

Se pudesse me calar
Não calaria.
Pois a minha voz
Foi só o que restou.
Tantos gritos presos, tantos sentidos,
Tantos mortos mal vividos.

Se pudesse fugir não sofreria
Também não vivenciaria o sofrer
Perderia muito mais se não o tivesse
Ganharia pouco pôr o ter.
A vida é sofrimento
E pouco prazer.

Se pudesse falar não falaria
Prefiro no silêncio permanecer
Fecharia os olhos e ouvidos
Para não me ouvir
Nem tão pouco ver
O que não quero ver.

Se eu pudesse te amar a amaria
Se pudesse voltar eu voltaria
Para te procurar e te encontraria
Ao te encontrar eu te amaria
E passaríamos a viver
Em plena harmonia.

Se...
Se eu quisesse mudar...

Jorge Leite, 22 de julho de 2019.

Sem Saída ...

Em becos sujos, escuros e tristonhos
Arrasto meu corpo nas sarjetas da vida
A lama turva minha alma e meus sonhos
A tristeza lembra uma vida perdida.

Abraço-me a poucos amigos risonhos
Que ficam assim após uma bebida
Esquecem seus medos tão medonhos
Aquecem um pouco suas grandes feridas

São feridas profundas, sujas e escuras
Mas que não foram por eles escolhidas
Foram impostas sem nenhuma ternura
Lá estão para serem vividas

Nos becos sujos escuros e tristonhos
Relembro uma vida nunca esquecida
Vestindo farrapos sujos me exponho
Sofrendo dores talvez merecidas

De minhas chagas escorro e componho
Pus de minha alma incontida
Sou uma fonte de pensamentos bisonhos
Saindo de mim feito pesticidas

O dia amanhece, cansado me disponho
Tentar viver uma outra vida
Lembranças retornam como um sonho
Oferecem como escolha, outra vida sofrida.

Jorge Leite, Recife 03 de agosto de 2019






FAO: fome aumenta no mundo e afeta 821 milhões de pessoas
Pelo terceiro ano consecutivo, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registrou um aumento no número de pessoas passando fome no mundo, que subiu de 815 milhões de indivíduos, em 2016, para quase 821 milhões em 2017. Segundo novo levantamento da agência da ONU e parceiros, a América Latina e o Caribe acompanharam a tendência global — na região, 39,3 milhões de pessoas vivem subalimentadas, valor que representa um crescimento de 400 mil.
Divulgado nesta terça-feira (11), o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018 revela que, em 2017, uma em cada nove pessoas no planeta foi vítima da fome.
Além dos conflitos armados e das crises econômicas, as variações do clima e fenômenos naturais extremos, como secas e enchentes, foram as principais causas do avanço da subnutrição. De acordo com a FAO, temperaturas anômalas em 2017 superaram as médias do período 2011-2016. Isso provocou mais episódios de calor extremo do que nos últimos cinco anos.

 Os 85 mais ricos tem mais do que 50% da população mundial
As pessoas mais ricas do mundo não são conhecidas por viajar de ônibus, mas se pensando em uma mudança de cena, as 85 pessoas mais ricas  do globo – que controlam tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial juntos, ou seja 3,5 bilhões de seres humanos – poderia se espremer em um único double-decker ( um ônibus de dois andares).
A riqueza dos 1% mais ricos do mundo equivale a US$ 110 trilhões (£$ 60.880 trilhões – RS$ 237,310 trilhões), ou 65 vezes mais do que a metade mais pobre do mundo, acrescentou a instituição para o desenvolvimento da caridade(Oxford Committee for Famine Relief – Comitê de Oxford de Combate à Fome), que teme que esta concentração de recursos econômicos está ameaçando a estabilidade política e dirigindo-se as tensões sociais em vários países.
A Oxfam também argumenta que isso não é acidente ou, dizendo que a crescente desigualdade de riqueza tem sido impulsionada por uma “tomada de poder” pelas elites ricas, que cooptaram o processo político para fraudar as regras do sistema econômico em seu favor.




22 comentários:

  1. Belíssima, emocionante, verdadeira, reflexiva e surpreendente página de Almanaque de domingo compartilhada, aqui, no nosso Cantinho do Saber. Hoje, temos motivos para chorar porque o que foi partilhado entrou na minha alma e fez fluir grandes emoções. É triste o Violeiro não poder participar e interagir, hoje, justamente quando o brilhante Conto dele desfila com muito brilho na passarela do blog, sensacional mensagem. Aplausos mil, querido amigo Violeiro, você é mil. Magníficos poemas do poeta amado Jorge Leite, os seus poemas complementam o sentido expresso no conto. Lágrimas escorrem sem parar. Expressivas e tocanres ilustrações. Um show de fortes emoções. Parabéns poetas e um brinde pela coragem de vocês🍾🍷🍷🍷👏👏👏👏👏👏

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    1. Obrigado, querida poetisa!Hoje estou em PC emprestado enquanto formatam o meu... Confesso que estou deveras emocionado pelos lindos comentários... Obrigado! Muito obrigado mesmo por tudo que tem feito por mim. Beijão!

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  2. Obrigado Betinha pelas palavras carinhosas e estimulantes. A vida é feita de contrastes, a página de hoje, uma página forte, contrasta com páginas anteriores mais suaves. E para que maior contraste do que a desigualdade social que vivenciamos hoje. O que mais incomoda é o comodismo da sociedade que pouco faz para inverter essa situação. Tenho dificuldade em colorir cenários tão cinzentos, tenho facilidade em descrever o que sinto e vejo sem fantasiar, mas tenho consciência que a fantasia se faz necessária em momentos de nossas vidas para amenizar a realidade imposta. Fantasiar não é se ausentar da realidade é muitas vezes porto seguro para continuarmos nossas lutas. Obrigado a todos os amigos que visitam nosso blog.

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    1. Jorge, você é meu orgulho! Parabéns pela excelente página. Beilos📄📖👏👏👏👏👏

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    2. Antes do agradecimento geral vou fazer este aqui, em especial; posto que estou tanto grato quanto emocionado pela honra de ter meu humilde conto publicado no blog... Dr Jorge, hoje fiquei boquiaberto mais com seus poemas do que com o conto... olha, dentro da temática que gosto, você se superou em dois belissimos e bem montados poemas! PARABÉNS! E um obrigadooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo desse tamanhão!

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    3. O segundo poema é, quase, o que estou vivenciando... Acertadíssimo para meu momento... Mas ainda temos Alguém, lá em Cima por nós... Busquemo-LO!

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  3. Uma belíssima página de domingo. O Blog Maçayó, hoje, é somente reflexão. Grandes ensinamentos em um maravilhoso momento poético e literário de fazer chorar. O lindo Conto do amigo Violeiro Mineiro Capiau traz uma mensagem de Luz e reflexão, você sabe emocionar amigo. Já os lindíssimos Poemas do amigo poeta Jorge Leite trazem mensagens de pura verdade. As ilustrações são fortes e marcantes. Mas, também gosto da suavidade, do mundo fantástico e colorido, eles aliviam as dores da alma. Parabéns aos poetas. Bom dia a todos e abraços...

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    1. Obrigado, amigo, pelo generoso e belo comentário! Deveras, as minhas lágrimas rolaram ao ver tanto carinho e gentileza nos comentários... Obrigadoooo e abração!

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  4. Belíssimos poemas para nossa reflexão. Gostei demais do conto do Violeiro. Parabéns aos dois poetas.
    E a página? Esta linda!

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    1. Obrigado, amiga poetisa, pelo gentil e generoso comentário! Para mim é uma felicidade imensa, saber que meu humilkde continho foi bem aceito, e até elogiado! Obrigadoooo e abraços!

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  5. Cheguei para prestigiar o belíssimo Almanaque de domingo, aqui no Blog Naçayó, na companhia do amigo poeta Jorge Leite com seus lindíssimos e reflexivos poemas, grandes verdades, e também ao amigo Violeiro Mineiro Capiau com seu lindo e edificante conto, que mensagem amigo! Espero que a sua recuperação seja breve poeta do bem. Maravilhosas ilustrações e comoventes ... estou emocionada demais! Parabéns poeta pela linda página. Abraços e saudades.

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    1. Corrigindo: ...Blog Maçayó...

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    2. Obrigado, amiga poetisa! O conto é quase um autoretrato, pois que estou passando momentos tristes, de dúvidas e insegurança, não literalmente de coisas materias, mas daquilo que eu precisava ter feito no campo espiritual e minha invigilância não permitiu, agora buscando as migalhas das migalhas de minha Fé... Mas os Altos Céus, Aquele onde está nosso Deus Uno e perfeito sei que irá ter piedade desse pobre vacilante! Abração!

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  6. Aqui, às lágrimas de emoção, pela honra de ter meu humilde conto publicado nesse excelente espaço de Cultura e entretenimento! Antes de agradecer ao Dr Jorge Leite, quero elogiá-lo pelos excelentes e bem montados poemas postados hoje, e agora dizer OBRIGADO com todas as maiúsculas possíveis! À poetisa Elisabete Leite, eu agradeço, também, de todo o coração pelo apoio, intermediação e incentivo que sempre me legou. Belas e acertadas ilustrações também completam essa página do blog, somados ao carinho, atenção e gentileza dos comentaristas, deveras me emocionou! Um OBRIGADÃO e um ABRAÇÃO à todos!

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    1. Um outro conto está em vias de ficar pronto... a estória de um jovem e bom gigante, pois que, nos contos infantis, sempre o gigante é vilão... Em breve, se Deus e os irmão Leite permitirem... Abraços a todos!

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  7. Primeiramente, quero pedir desculpas pelo atraso nos comentários, pois que estava viajando com Geovanna e ela passou mal, mas agora está tudo bem. Vou registrar meu comentário por mim e por ela, esperando a compreensão de todos.
    Belíssima e reflexiva página de Almanaque, gosto dos domingos, sempre compartilhando grandes momentos. Uau, que maravilhoso e profundo Conto do amigo, que tanto estimo, Violeiro Mineiro Capiau, seu conto amigo me fez refletir sobre o atual momento do Brasil e os fortes e lindíssimos poemas do amigo poeta Jorge Leite completou o cenário de fortes emoções, tudo verdade! Comoventes ilustrações. Parabéns aos poetes pela excelente partilha de hoje. Bravíssimo! Abraços e Geovanna manda lembranças para vocês.

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    1. Obrigado, amigo, de coração! é por tanto carinho e gentileza dos escritores e comentáristas que tenho, ainda, um alento para continuar com meus humildes textos! Muito grato pela generosidade nos comentários! Abraços!

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  8. Boa noite, chegando atrasada para interagir no blog, mas não poderia deixar de prestigiar meus amigos poetas que compartilharam suas belíssimas artes. Fiquei realmente apaixonada pelo conto do amigo poeta Violeiro, com sua mensagem reflexiva. Já o poeta Jorge veio trazendo seu grito preso na garganta e colocou para fora versos belíssimos. Concordo contigo amigo Jorge quando diz que se faz necessário falar à verdade dos fatos, porém também aprecio bastante quem procura suavizá-la e que coloca cor nas nossas dores. Tudo perfeito no blog. Imagens fortes. Parabéns poetas pela linda página. Boa noite!

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    1. Muito agradecido pela gentileza e generosidade no comentário! Estive um pouco afastado, mas creio que vai dar certo aparecer mais vezes por aqui.... Abração!

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  9. Volta para desejar uma recuperação plena e rápida à nossa amiga Geovanna. Ficarei aguardando seu carinhoso comentário, como ela tem feito desde os primeiros números do Blog. Como disse nosso amigo Violeiro Mineiro Capiau nossos comentaristas dão um show de competência, gentileza, atenção e carinho àqueles que publicam seus trabalhos.
    Ao amigo e companheiro de buscas Capiau, tenho a dizer que o caminho espiritual não é doloroso nem nos faz sofrer; o caminho espiritual também não é difícil. O que o torna sofrido, doloroso, difícil são nossos apegos, e temos que nos desapegar de muitas coisas, coisas que nos dão conforto mas não são essenciais e muitas vezes são desnecessárias. Quando percebemos que não é o caminho que nos faz sofrer aí choramos, choramos bastante e esse choro lava a alma das impuseras que juntamos no transcorrer dos anos. Em uma segunda fase percebemos que o caminho do meio é o caminho da perfeição, não são os extremos. Todo extremo é anômalo. Fico a disposição do amigo Capiau caso o mesmo deseje conversar, trocar ideais e experimentos na busca do caminho. Um grande abraço e foi uma honra postar meus poemas junto com seu excelente conto, conto que permite várias leituras. Estendo um carinhoso abraço a todos os amigos comentaristas e a todos os leitores. Boa Noite.

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    1. Obrigado, de novo, amigo... Creio que será muito proveitosa essa troca de ideias, por enquanto estou esperando meu PC ser reconfigurado, pois estava suspeito de hackeamento, mas em breve creio que estará pronto. Obrigado, mil vezes, e um forte abraço!

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