sábado, 28 de setembro de 2019

Sophia Maria e a Doce Manu

Ano II - Edição Nº 366 - Tema Infantil
Tema das Imagens - Mundo da Fantasia


O MUNDO DE SOPHIA MARIA

          Era uma vez, em verdade... Uma menina real, não por fantasia. Ela gostava de uma infinidade de coisas. Vivia feliz, esbanjando alegria e pensando no futuro longe daqui. Seu nome era Sophia Maria e tinha um lindo sonho: o de se tornar atriz. Seus cabelos eram negros e os olhos azuis, a cor da pele era tão escura quanto uma jabuticaba madurinha. Sempre irradiava alegria, a todos que passavam, fazendo-os rirem das suas caretas. Acordava feliz nos dias de escola, pois que gostava de estudar e brincar com seus coleguinhas. À hora do intervalo, corria rápido pelo pátio, imitava uma bailarina; na ponta do pé rodopiava, exibindo muita beleza e magia.

          Até que um dia Sophia faltou à escola; todos ficaram preocupados com sua ausência. Sua professora Dona Berta, senhora distinta, mas rigorosa e cheia de caprichos, ficou logo apreensiva, querendo saber o motivo da ausência da aluna. Procurando, com rapidez, à direção da escola, solicitou permissão para ir à casa da garotinha, que tanta falta fazia na sala de aula. Encerrou mais cedo as atividades, seguindo, apreensiva para a casa de Sophia Maria. Chegando lá, a mãe de Sophia, chorando, tentava contar-lhe sobre a súbita doença da filhinha: 
            – Professora Berta, a coitadinha da minha filha está acamada, acometida por uma doença desconhecida. 
              A professora foi logo dizendo:
           - Conte-me detalhes sobre o que há com minha querida aluna?
         - Febre alta, dor de cabeça e fraqueza, disse-lhe a mãe. O que faço para minha filhinha sarar? 
            A professora disse:
          - Leve-a rápido ao médico, onde ele irá diagnosticar a doença da menina.
        Dona Berta entrou no quarto para visitar sua aluna preferida. Sophia jazia deitada, inerte, quase desfalecida pela febre que a acometia. A mestra pegou um livro de música e ficou a cantar-lhe uma linda melodia; no entanto, a criança permanecia imóvel e nem reagia ao som da canção. “Que falta sinto das suas caretas divertidas”, Dona Berta imaginava! Quase chorando, a professora deixou a casa, muito deprimida. 
            Dias se passaram, sem nenhuma notícia de Sophia Maria. Uma certa manhã, a mãe da aluna pediu para Dona Berta visitar sua filhinha. A professora chegou cedo à casa da menina, ficou perplexa ao vê-la bem disposta, e logo foi dizendo para sua aluna:
          - Olá Sophia, tudo bem? Pelo visto sim!
          -Tudo professora Berta, eu estive no céu!
          - No céu Sophia?
         - Sim, Deus falou que eu devia voltar à terra, que não era meu dia de permanecer lá no Céu. 
         - Querida, como foi isso? Conte-me tudo... 
           A menina fez sua narrativa, com grande alegria, estampada no rosto:
        - Dormi e sonhei que Deus estava ao meu lado, pedindo-me para regressar de volta a minha casa. E assim voltei curada e feliz. Ambas choraram de felicidade e tudo se normalizou no mundo de Sophia Maria.
        Agora ela continua distribuindo sorrisos, fazendo caretas divertidas, estudado com satisfação e pensando no futuro como atriz.
         Os tempos passaram... A menina cresceu rápido, muito bonita tornando-se atriz de verdade. Casou-se, teve filhos e vive contando a história da existência de Deus em nossos corações e o sentimento de Fé, que transforma o impossível em algo possível.

       
        Assim, são tantas histórias verdadeiras, como a de Sophia Maria. 
        Era uma vez, de verdade...
Elisabete Leite -  12/02/2018
(Aos meus pequenos e grandes alunos, filhos do coração, que acreditam na força da Fé e do Amor de Deus presentes em nossa vida.)



DOCE MANÚ

           Era uma manhã chuvosa... com ventos que sopravam em várias direções. O tic tac do relógio juntava-se ao tamborilar dos pingos que, descendo do céu cinzento, despertavam a Natureza... raios iluminavam o horizonte... eram as trovoadas de janeiro.
          A Doce Manú, como era conhecida no bairro, acabara de acordar, muito apressada e, como sempre atrasada para a escola... não sabia aproveitar seu tempo, pois que se perdia em distrações vãs e sem sentido, tipo mensagens no WhatsApp ou no Face. Era uma jovem saudável, de classe média, muito emotiva; às vezes sem motivo, chorava rios de lágrimas. Emanuelle da Silva, na flor da juventude, em seus treze anos de idade, tinha cabelos longos e olhos amendoados, sempre foi considerada a mais bela daquela região. Ela sabia que não podia perder aula, teria prova de Português no primeiro horário. Rápido desceu as escadas, deu um beijo no rosto do pai, Sr. Horário, que se encontrava na cozinha preparando o café:
          - Filha, você sempre atrasada para a escola, disse-lhe sorrindo.
          - Pai, fiquei acordada a noite quase toda, estudando para prova de hoje.
          A mocinha saiu correndo em disparada até o portão, para não perder o ônibus que passava, naquele exato momento...
          Ao chegar na escola, a jovem percebeu um clima pesado, como se um rio, com águas turvas, houvesse preenchido todos cômodos e corredores. As salas de aula vazias... pessoas de semblantes tristes circulavam, caladas. Ela imediatamente parou próxima ao rol de entrada. Perguntando ao porteiro:
          - Sr. Josué, o que aconteceu por aqui?
         O senhor de cabelos grisalhos, como capuchos de algodão, respondeu-lhe, suavemente:
          - Mocinha, a sua professora de Português faleceu, subitamente, essa manhã.
           Emanuelle quedou-se, paralisada, deixando a escola cabisbaixa, aos prantos. Sentia um frêmito congelar todo seu corpo. A chuva continuava forte, misturando suas lágrimas aos cachos negros de sua cabeleira; obrigando a se proteger sobre a marquise de um velho armazém abandonado. Fixou seu olhar em algum ponto da imensidão, ainda com os pensamentos emaranhados pelo mórbido acontecimento. De repente, abriu-se, a seus amendoados olhos, a visão de um bosque que, trespassado por raios argênteos do sol, formava faixas douradas, na relva macia e salpicada de flores (havia adormecido, recostada à velha porta enferrujada). Por entre os galhos e troncos avistou a velha mestra que, com uma cestinha enfeitada de flores, pendurava lindos adornos nos galhos e arbustos... Aproximou-se, notou que os adornos eram na realidade, letras, palavras, frases, versos... de belezas ímpares, que tocavam seu coração, mente e alma... Ali ela compreendeu, maravilhada, o que a mestra tanto insistia em mostrar-lhe, mas que ela não atinava a ponto de compreender: a Poesia!
          Quando despertou, já havia anoitecido, as Estrelas brilhavam com intensidade indicando-lhe o caminho de volta à sua casa. Ela mentalmente dizia: “Algo mudou... sei que nunca mais serei a pessoa de antes... Obrigada, querida mestra, por ter feito parte da minha vida... e me mostrado a verdadeira beleza que há nos estudos.”
         
Os tempos passaram... A Doce Manú nunca mais se atrasou para escola. Ela sempre procurava aproveitar os bons momentos de sua vida. Todos os dias, ao amanhecer, abria a janela e contemplava a Natureza, enchia os pulmões de ar e sentia, no cheiro da terra molhada, nos pássaros que gorjeavam, nas flores e na grama do jardim, o sabor encantador das letras da Poesia. Agora ela sorria para tudo e, calmamente descobria, que até nos beijos no rosto do velho pai e no cantarolar ao caminho da escola, havia o toque doce da Poesia.
          A Doce Manú se tornou poetisa, seus encantadores contos, prosas e poemas chegaram ao coração de muitos outros jovens que, sentindo a beleza e a alegria contidas nas Letras, passaram a viver mais felizes e mais sábios... Ela nunca se esqueceu da sua professora de Português que, prematuramente, teve a vida interrompida pelo destino, mas que, lá no Céu, a sua professora era uma estrela a brilhar, derramando raios de poesia pelos corações juvenis.
          A Doce Emanuelle, agora sabe aproveitar todos os momentos da vida, do mais simples ao mais belo, sem pressa alguma... Ela compreende que o primordial da vida é viver feliz, e sabe que ainda tem muito para aprender.

          São lições sem fim...

          Elisabete Leite – 22/02/2018



Cantinho da Tia Beta
Tipos de poluição

Olá amiguinhos!

Tia Beta hoje irá falar sobre os principais tipos de poluição. Podemos poluir nosso planeta de várias maneiras, não é somente jogar lixo na rua, prestem atenção pois podemos estar poluindo nosso ambiente sem saber. Todos eles prejudicam enormemente a qualidade de vida.

Nós, seres humanos, estamos constantemente produzindo lixo, além de gerar também uma grande quantidade de poluentes que afetam o ar, os solos, as plantações, áreas naturais e outros. Por esse motivo, é preciso entender corretamente como ocorre a poluição gerada pelas atividades humanas para obter novas e melhores medidas de combate ao problema ambiental em questão.
A classificação que será apresentada a seguir refere-se aos principais componentes socioambientais afetados pelo problema da poluição. Assim, como estabelecemos esse critério, outras classificações distintas podem ser estabelecidas com base em outro tipo de requisito. No geral, os tipos de poluição são: atmosférica, dos solos, das águas, visual e sonora.

Poluição atmosférica: ocorre pela emissão de poluentes no ar pelas práticas sociais, tais como a emissão realizada pelas chaminés das indústrias e veículos em geral, que costumam emitir uma grande quantidade de gases tóxicos para a atmosfera, principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis (petróleo e gás mineral).
No âmbito das cidades, por exemplo, esse problema torna-se maior em determinadas épocas do ano, pois o fenômeno da inversão térmica dificulta a dispersão dos poluentes para outras áreas. Dessa forma, áreas urbanas inteiras sofrem com uma qualidade muito baixa do ar. Em termos mais abrangentes, o planeta também vem sofrendo em grande escala com a emissão de combustíveis fósseis, o que intensifica o efeito estufa e o aquecimento global, na visão da maioria dos cientistas da atualidade.

Poluição dos solos: esse tipo de poluição interfere tanto na qualidade agricultável do extrato superficial da Terra como na permanência dos seres vivos que nele habitam. Em muitos casos, a poluição dos solos ocorre em conjunto com a poluição hídrica, principalmente com a infiltração de lixo e produtos tóxicos no subsolo, podendo atingir o lençol freático ou qualquer ponto da bacia hidrográfica.
A poluição dos solos ocorre pelo acúmulo de lixo na superfície (lixo esse que leva anos para decompor-se), em aterros sanitários, que produzem um líquido chamado chorume; e nos cemitérios. Além disso, também há a poluição pelos resíduos tóxicos utilizados em larga escala na agricultura. Nesse sentido, é preciso controlar e diminuir ao máximo o uso desse tipo de material nos sistemas agrários a fim de que haja uma maior produtividade de terras férteis em utilizações posteriores.

Poluição das águas: a poluição hídrica ocorre pelo acúmulo de resíduos e poluentes nos cursos de água, como rios, lagos, bacias hidrográficas em geral e também os mares e oceanos. Trata-se de um dos mais graves problemas ambientais, pois afeta a disponibilidade de um dos mais importantes recursos naturais, além de causar a morte de espécies fluviais ou marinhas.
Geralmente, a poluição das águas ocorre com o acúmulo de lixo nas bacias hidrográficas e nos rios, além de derramamento de produtos químicos e também de petróleo no fundo dos mares. Em áreas urbanas, o excesso de poluentes nos rios gera também um grande desconforto para a população em razão da proliferação de doenças e do mau cheiro, causado, em muitos casos, pelo mau direcionamento do esgoto doméstico e industrial.

Poluição sonora: o excesso de barulho no espaço das cidades e também em algumas áreas industriais pode gerar problemas de saúde, além de dificultar a comunicação e o bem-estar da população. O excesso de ruídos elevados no trânsito, nas fábricas e também nas obras aumenta o nível de estresse e provoca problemas de audição.

Poluição visual: é causada pelo excesso de publicidade, cartazes em geral e outras formas de transformar as paisagens no âmbito social. Assim como a poluição sonora, esse tipo de poluição não é tratado por muitos como um problema ambiental, mas pode tornar o espaço geográfico menos harmônico, gerando desconforto e aumentando o nível médio de problemas sociais oriundos do estresse.

Até o próximo Cantinho da Tia Beta. Fiquem espertos e atentos, joguem lixo no lixo. Beijos.



Mundo Educação - Tipos de Poluição