domingo, 5 de julho de 2020

Reflexão

ANO III - EDIÇÃO Nº 397
Tema das Imagens: REFLEXÃO

QUARENTENA
Marineuma Cavalcanti

Pelas contas
De um Rosário
Que teimo
Em não rezar,
Debulho
Longos dias
De isolamento
E solidão.

E vou bordando,
Em frágeis fios,
O manto invisível
De um futuro
Quase Ulisses,
Que não sei
Quando virá.


DIA DE CHUVA
Marineuma Cavalcanti

Quando chovia,
eu tinha a chance
de usar as galochas
e a capa de borracha
que herdara
da prima rica.

E eu pisava
na terra molhada
cujo cheiro
me trazia
uma lembrança
tão boa
de nem sei
qual lugar.

E eu seguia
o curso da água
que corria
rente ao meio-fio.

E eu olhava
as últimas gotas
que caíam
das biqueiras.

E eu achava
que aquilo
me bastaria...

 Marineuma De Oliveira Costa Cavalcante

Marineuma de Oliveira é professora da Universidade Federal da Paraíba, onde desenvolve projetos de pesquisa, ensino e extensão, todos voltados para a perspectiva das práticas sociais de linguagem na era digital, com especial olhar para o trabalho com a poesia em sala de aula.

Vem de uma família de músicos a ativistas culturais da cidade de Pocinhos e é uma apaixonada pelas artes em geral, mas é na leitura e na escrita literárias que se encontra, enquanto educadora, poetisa e ser humano.

Mesmo antes de dar aulas no ensino superior, já desenvolvia, em escolas do ensino médio de João Pessoa, saraus poéticos multidisciplinares, em que diversas linguagens artísticas interagiam, num processo criativo multissemiótico, com proposta pedagógica em que a literatura não pode ser apresentada aos alunos como simulação e simples conhecimento de nome de autores, obras e resumos sobre elas, mas sim, como algo vivo, humanizante, fundamental e significativo.

Já na UFPB, tem produzido, a cada ano, um espetáculo no qual escolhe um tema a ser desenvolvido a partir de poemas e músicas que o refletem, com a dança e as artes visuais também em cena. Os saraus já apresentados foram: “Se Narciso se encontra com Narciso” (2015); “Epitaphium” (2016); “Cronos” (2018) e “Amour” (2019).

Marineuma é idealizadora e coordenadora do Poética Evocare, que conta com a direção artística do professor Flávio Ramos. O grupo, há três anos, leva poesia às escolas e aos eventos literários e acadêmicos, sempre com o objetivo de incentivar o gosto pela leitura de textos literários, através de um trabalho interdisciplinar, desenvolvendo habilidades artísticas dos participantes. Composto por professores e alunos de diferentes instituições de ensino, o Evocare apresenta performances, envolvendo literatura, teatro, dança, música e artes visuais, como também orienta, através de rodas de conversa, palestras e oficinas, escolas que queiram implementar projetos nessa mesma linha.

 O DESCONHECIDO

Estou perto de conhecer o local sugerido pelo desconhecido colega que encontrei no parque do condomínio. Encontro-me postado na porta de um aconchegante e pequeno ambiente. Nada com que eu possa identificar do se trata. Teria que me acostumar com o diminuto efeito da luz ambiental, uma cor amarela mesclada com branco, uma perfeita penumbra. Senti que alguém tocava, de forma educada, meu braço convidando-me para entrar usando gestos e uma voz rouca e sedosa. Diante de sua firmeza não tive outra alternativa a não ser o seguir até uma mesa com quatro cadeiras dispostas ao seu redor de mesa, de forma que mal acomodava duas pessoas coladas uma na outra. Não dei muita importância para esse fato pois o público em maioria era constituído de casal ou pessoas isoladas, como eu. Pedi uma taça de vinho tinto e uma garrafa de água mineral. À medida que o tempo passava meus olhos acostumavam-se com o precário, mas efetivo e adequado sistema de iluminação.

O senhor desconhecido solicitou que eu assistisse à apresentação da primeira canção, que iniciaria às 20:30 horas, e saísse logo em seguida. Como chequei antes, por volta das 20:10 horas, tive tempo de perceber que deveria estar um pouco deslocado em relação ao tempo. Minhas vestimentas não eram condizentes com o bonito e nostálgico ambiente. Mas com certeza as pessoas que enchiam o salão eram humanas pelo menos em aparência e destaco a importante observação: eram polidos e educados pois mesmo muito próximos não conseguia ouvir o que conversavam. Dito de outra forma, um ambiente fino e majestoso.

Exatamente no horário determinado uma iluminação especial destacou uma “small orchestra”, distribuída em uma parte específica do salão de forma oval. Sem nenhuma sinalização ou anunciação começou um solo maravilhoso de um violino como introdução à música ‘Russian Rose’ composta em 1941 pelos “songwriters”: Sonny Miller & Hugs Charles. Lembrei, repentinamente, que o senhor desconhecido havia confabulado que eu iria presenciar a apresentação de uma canção do início da década de 40 e que foi um grande sucesso mundial na época. Logo após o impressionante solo do violino todo o grupo de músicos, a famosa Ambrose and his Orchestra, demonstrou toda sua habilidade ao completar a música sempre com destaque para os violinos mágicos.

É difícil descrever sucintamente e fielmente o que eu estava experimentando. Para completar tudo ficou mais confuso ao ouvi a enigmática, bonita e límpida voz, de uma ninfa da canção americana, Anne Shelton. Comecei a ficar assustado, mas a alegria e o choro substituíram com sucesso o medo diante do vislumbrando espetáculo presenciado. Depois do belíssimo entrelaçamento voz e orquestra, o solene diálogo entre o violino e o piano, recompõe-se a orquestra que em uníssono conclui a música e consequentemente a apresentação. Bastava mais algumas taças de vinho e um pouco mais de dinheiro e tempo para concluir a exuberante noitada. Porém tempo era o que eu não tinha pelo combinado com aquele, agora, inoportuno intruso.

Apressei-me em efetuar o pagamento e sair, como evidenciado pelo estranho, do local. Desci rapidamente por um elevador e fui diretamente para o lindo e habitual parque. Caia uma chuva tão fina que eu não conseguia enxergar as gotas apenas sentia seu efeito. Parecia com aquela chuva que antecede a neve. Assim, achei mais prudente procurar o senhor no dia subsequente ao episódio relatado.

Chegando em casa liguei o notebook, localizei a música em minha discografia digital e a ouvi várias vezes, desfrutando com prazer as imagens que ficaram armazenadas em meu cérebro. Fantasia ou realidade? difícil distinguir uma da outra, tudo é possível ser construído com aquele fantástico e perfeito dispositivo de armazenamento e tratamento de dados. Só existia uma forma de entender o ocorrido: encontrar aquele simpático “senhor desconhecido” e ouvir, pacientemente, suas explicações. Depois de diversas investidas no sentido de localizar o desconhecido senhor chego à conclusão da impossibilidade de decifrar o enigma.

Com o passar do tempo, achei mais prudente e desejoso, evitar o encontro com o enigmático ‘senhor desconhecido’ com receios de que ele pudesse solucionar os fatos e reconstituir a verdade. Para que iria servir-me a realidade? Acabar com o que eu tinha de mais importante que era construir fantasias. Como é bom poder viver em dimensões distintas proporcionadas pelas interpretações de nossos sentidos pelo poderoso e misterioso cérebro humano.

Antônio Jessé Leite, Maceió, 26 de junho de 2020


BREVIDADE
Pedro Passamani

A vida é assim,
Um bater de asas,
Um pássaro que voa.
O encantamento
Está na brevidade,
Que faz a vida boa.
Apenas em um segundo,
Vivemos a eternidade.
Tranquilos voltamos,
Para nossa verdadeira casa.
Imaginam muitos,
Que a vida teve fim.
Ledo engano.
A vida recomeça,
Sempre eternamente,
Na maior brevidade,
Mesmo depois de cair o pano.
O tempo é nosso aliado.
Façamos o que deve ser feito,
Deixemos de ficar estagnado,
A vida passa, rapidamente,
Levando tudo,
Sem esperar pela gente,
Cumpre seu ciclo,
De modo eficiente
Está tudo certo,
A vida nunca dá defeito.
Homens, fiquem espertos
Amigos, sempre alerta,
Deixemos de lado,
A pequenez já passada,
É pra frente que se anda
Há muito diz o ditado.
Se Deus está conosco,
Quem poderá
Ficar contrariado?
Na brevidade da vida,
O bem que fizermos,
Será pelo Cristo,
Plenamente recompensado.
Mas também, todo o mal,
Um dia, com certeza,
Com justiça sem igual,
Nos será totalmente cobrado.
Com o plantio, muito cuidado,
Se ao invés de amor,
Compaixão e carinho,
Plantarmos apenas
Dor e espinho,
No livro da vida
Tudo estará anotado.
E com brevidade
Tudo terá de ser colhido,
Pelos mesmos braços


CADÊ O MENINO?
Pedro Passamani

Procuro pelo menino.
Que brincava, corria,
Sorria, era ladino.
Sem contar a hora,
Nem relógio tinha,
Cadê o menino agora?
Cadê o menino alegre?
Que dentro de mim morou?
Será que está entregue?
Talvez, o tenha perdido
No corre-corre da vida,
Ou dentro de mim o escondi?
Cadê o menino que vivia aqui?
Se souberem me digam.
Ele era assim, eu vi.
Esbelto, forte, sapeca,
Farta cabeleira, em cachos,
Nem ao nascer, foi careca.
Lindo, assim o vi crescer.
Cadê este menino?
Alguém pode me dizer?
Menino, que felicidade vendia,
cantando alegrava as pessoas,
Este menino era pura poesia.
Como traduzir o menino?
Nele, tudo era encanto,
Como todos, obra do divino.
Este menino, creio, cresceu.
Adolesceu vivaz e forte,
Este menino não sou eu.
Não que ser adulto importe,
Mas sim, perder a criança,
Isto sim é fatal, é a morte.
Não deixem parar de sonhar,
O menino dentro de mim.
Não deixem, que eu pare de brincar.
Sei, já vivi um tanto assim,
Acho que envelheci,
Mas o menino? Está dentro de mim.
Menino, ainda travesso,
Que teima em ficar,
Se deixar, vira o mundo do avesso.
Ah! Esse homem menino,
De procedimento arredio,
Gestos largos, trato fino.
O mundo precisa de meninos,
Da alegria, da autenticidade.
Cristo, disse:
“Deixai vir a mim os pequeninos”.
E eu estou aqui,
Menino sempre, pela eternidade.
Alegre e saltitante,
Mas inesquecivelmente menino.

 Pedro Ivo Passamani

Pedro Ivo Passamani, primogênito de uma prole de sete filhos, do casal Angelo Passamani e Iolanda da Costa Passamani; é um escritor, poeta, gaúcho de Alegrete, Rio Grande do Sul. Um homem sensível e amante inveterado da vida. Tem a alma nas pontas dos dedos e o coração ocupa o lugar do cérebro. Escreve com paixão, seus textos transbordam de amor. Um escritor que se preocupa com o meio ambiente, com o menor abandonado, com a sociedade e seus problemas, com o regionalismo e as suas culturas. Pedro Passamani nasceu em 26 de dezembro de 1953.

Além de poeta e escritor, é também, Osteopata, Especialista no alívio das dores físicas, e eu diria também da alma, já que tem sempre uma palavra de conforto para toda alma angustiada. Pedro é um homem eclético, tanto em suas produções literárias como na vida, pensador exótico, já foi campeiro, bancário, paraquedista, e ainda é socorrista. Pedro escreve o que seus dedos sentem, pois é onde estão seus olhos, já que perdeu a visão há alguns anos.
O mais curioso é que não deixou de fazer nada que sempre fez. É conhecido por sua generosidade, honra e espírito de doação, além de ser um grande brincalhão. Este é Pedro Ivo Passamani, o poeta gaúcho, o homem que enxerga com o coração.





16 comentários:

  1. Hoje o Blog veio com ternura. Leveza, muita tranquilidade e grandes reflexões. Os poetas que aqui desfilam apresentam belíssimas obras de arte, que parecem até que estão voando nesse momento de pura emoção. Como não se emocionar com diferentes maestrias compartilhadas.
    A poeta Marineuma partilha dois belíssimos poemas reflexivos, com temáticas atuais, seu lindo poema QUARENTENA descreve a incerteza de um futuro, a poeta continua refletindo sobre a vida ao olhar da chuva caindo, magnífico momento. Parabéns e seja bem-vinda.
    O cronista Jessé Leite, meu irmão querido, chega abrilhantado o cenário, com seu texto, O DESCONHECIDO, também lindíssimo, reflexivo e muito bem escrito; os detalhes apresentados ao longo das cenas parecem tão reais, que sinto-me a vivência-los intensamente, e na íntegra. Parabéns Toinho e feliz retorno.
    Já o mestre poeta PEDRO PASSAMANI, traz maestria e grande serenidade em suas obras de arte; o poema BREVIDADE é um espetáculo, uma poesia tecida com a alma de um grande poeta. Já o poema, CADÊ O MENINO?, é sensível, um verdadeiro encanto. Parabéns e Seja bem-vindo mestre poeta, Pedro!
    Tudo magnífico por aqui. O Blog apresenta um show de arte.
    Magníficas ilustrações adornam de canto a canto o Almanaque de domingo.
    Parabéns ao querido poeta Jorge Leite, meu amado irmão, pela belíssima arte final.
    Aplausos mil por esse grande momento é encontro de arte.
    Abraços no coração de cada um.❤️💙💙.
    Feliz Domingo a todos!

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  2. As estreias, em nossa página, do Poeta Pedro Ivo Passamani e da Poeta Marineuma Cavalcanti vieram engrandecer nosso Blog Maçayó e confirmar o compromisso de seus editores de dar espaço aos poetas e escritores que desejarem fazer uso dele. Um espaço igualitário e livre para que eles expressem seus sentimentos, sua arte e seus trabalhos. Parabenizo aos Poetas Marineuma Cavalcanti e Pedro Passamani que com seus distintos estilos somam aos demais Poetas do Blog para engrandecer a arte da poesia.
    Agradeço também a Antônio Jessé Leite por sua belíssima crônica, ele que é matemático, engenheiro, professor universitário e grande conhecedor de música clássica. Um abraço.

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  3. Comentário :
    Sinto-me honrado pela oportunidade de participar do Blog Maçayó, o qual está realmente maça.
    Gratidão poetisa Elisabete pelo carinhoso convite.
    Bj seu enorme coração!

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    1. Obrigada poeta Pedro, pela confiança em autorizar que fossem publicados os seus lindíssimos escritos.
      Seja bem-vindo!
      Aplausos pela excelente partilha.
      Boa noite!

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  4. O mundo dos poetas é assim, e quem nele vive, sabe a dimensão do poder poético, como num bater das asas dos pássaros em total liberdade, suas diversidades nos versos, incertezas, reflexões que a alma exige e exibe aqui com igualdade de beleza e maestria.
    Bela crônica do Antônio Leite nos faz navegar com ele nessa sua narrativa muito bem escrita.
    Admiro e aprecio, como já disse muitas vezes, a simplicidade dos versos livres, que encantam a alma com a mesma emoção. Parabéns à poetisa Marineuma pelos lindos poemas.
    Pedro Passamani lembra o menino que existe dentro de nós e com ele a saudade da pureza que tenhamos resgatar ao longo de nossas vidas.
    Parabéns e muito obrigada por mais um momento feliz com novos vultos da literatura.
    Abraços a todos e até breve.

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  5. Meus agradecimentos aos poetas Jorge Leite e Elisabete Leite, por mais uma oportunidade de participar de mais um domingo poético junto a nobres vultos da literatura. Espero vê-los novamente.

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  6. Antonio Jessé Leite5 de julho de 2020 11:09

    Balzac em ‘Os gabinete das antiguidades’ confessa que “É tão fácil Imaginar um livro quando é difícil pô-lo no papel.” Imagino quanto é difícil elaborar e manter um blog com tantas qualidades. Acredito que só competentes poetas o podem administrar e selecionar preciosidade para o manter.
    Sinto-me muito lisonjeado pela escolha da inserção de um breve texto, feito sem pretensão literária, entre ilustres poetas, agradeço a todos, especialmente aos administradores do blog, meus queridos irmãos Jorge e Elisabete, destacando que toda vez que os mesmo sentem amor o demonstram de forma diferente.
    Forte abraço!

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  7. Obrigado meu irmão pelo carinho em seu comentário. Seu "breve texto" está excelente e muito bem escrito, sinto-me horrado em publicar seus próximos textos. Um grande abraço.

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  8. Agradeço a oportunidade de ter meus poemas publicados neste tão conceituado blog. Que a poesia possa chegar em todos os lugares e possibilitar reflexões sobre o que somos e o que vivemos.

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    1. Obrigada Marineuma, pelos seus belíssimos escritos, poemas tecidos através da su'alma. Parabéns pela linda arte.
      Seja bem-vinda!
      Abraços é boa noite!

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  9. Cheguei agora para apreciar os poetas, Antonio Jessé Leite, Marineuma Rodrigues minha amiga e dileta professora,e o Pedro Ivo Passamani que hoje colocaram aquela dose certa que faz transbordar o coração de cada leitor, diante do que estamos vivenciando e algo que no passado se faz presente, foi o que pude absorver na minha visita a este blog que nos presenteia com este espaço de uma vasta valorização poética. Bem sei que os idealizafores trabalham com muito esmero o poeta Jorge Leite e a poetisa Elisabete são eles os responsáveis por esta passarela, para que nós poetas possamos desfilar no mundo imaginário e real, onde somos protagonistas da nossa história versificada. O Jorge sabe muito bem deixar viva a nossa poesia através das ilustrações, PARABÉNS amigo, pelo talento que flora na sua veia artística.

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  10. A Poesia desfila seus encantos neste grandioso universo poético. E eu, rendo-me a seus encantos representada nas tecituras poéticas destes valorosos Poetas que tive a honra de poder ler. Cada um, engrandece a palavra singularmente, e nos emite reflexões que aviva a alma, aguça o intelecto, e vigora o coração.
    A Poetisa Marineuma, é um ser único, daquelas que todo céu se rende em ter. Seus escritos apresentam-se com filosofias atuais, de grandes espaços, e infinitas reflexões, aproximando o leitor do peculiar cotidiano que o ser humano é exposto, e os sentimentos exacerbados ao vivenciar tais momentos. As nebulosidades enigmáticas do Antônio Jessé, arrebataram-me ao mundo das minuciosidades interiores e temporais, um texto instigador! Parabéns. A construção poética do Poeta Pedro Ivo Passamani, espalha-se com todos os aromas que envolve a vida e após ela, despertando nuances de antíteses das experiências do viver, do nosso relação com o tempo, da fé e esperança, e de toda efemeridade significativa que há no despertar da finitude no pleno infinito do ser. Em Cadê o menino? Nos remata as grandiosidades infantis, onde a pureza e os sonhos reinam, são lembranças que devem vigorar na adulticidade, sem que deixemos perder a alegria das travessuras de criança de imaginários sem fim.
    Extremamente feliz e honrada pelas sensibilidades poéticas que tive a oportunidade de ler aqui. Parabéns a todos pelo brilhante talhar das palavras.
    Forte abraço.
    Khátia Regina

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  11. Marineuma! Uma facilidade de usar as palavras e, quem as lê com a atenção merecida, percebe o impacto de causam! Sua formação e raiz nas Letras te deu a bagagem de poder passar uma fluidez invejável no uso das palavras... mas seu talento... Ah! Me considero sortuda de ter sentido! Parabéns infinitos!

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  12. "O Desconhecido", cujo autor, conhecido: Antônio Jessé Leite (obs. adoro o nome), nos leva a um cenário em que conseguimos sentir até o cheiro! Nos faz ouvir aquelas músicas e, conosco, traz uma questão que atormenta da maneira mais bela a todos nós: "Para que iria servir-me a realidade?". Obrigada pela viagem em que me levou nessas palavras! Parabéns!

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  13. Pedro Passamani, o que me fez encher os olhos de lágrimas com seus dois textos. Duas frases, entre outras, em cada um, tatuam nosso coração: "A vida nunca dá defeito." e "nem relógio tinha". cada uma em seu contexto traz uma mensagem muito maior do que as letras parecem dizer. Lindos trabalhos, tocou-me imensamente. Parabéns, e infinitamente obrigada!

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