domingo, 28 de fevereiro de 2021

Se Eu Fosse Ingratidão ...

 

  ANO III - EDIÇÃO Nº 431

 

SE EU FOSSE...

Se eu fosse igual a você
Eu não teria esse sorriso sem graça.
Se eu fosse igual a você
Eu teria asas de um passarinho
Eu que nunca tirei os pés do chão...!
Eu não seria o machado que fere o cedro
Eu seria o perfume nele deixado
Para perfumar o seu coração.
Julgar-me igual a você é cometer o pecado
Que Deus nem sequer inventou.
Sou apenas o olhar periférico
Que aos seus arredores se encanta
Pela divina imagem que vê.
Eu sei que não sou igual  a você
Mas me perdoe, porque...
Eu bem que gostaria de ser!

Socorro Almeida
Recife, 19/01/2021
 

INGRATIDÃO

Há algo em meu coração que me desafia o futuro
Qualquer reflexão que eu faça ainda é pouco
Pra entender por que uns são  tão tolos
E outros tão inflexíveis e desumanos
Até a amargura aprisionar o nosso corpo
Enfraquecer a mente de tal jeito
Que o caminhar da vida se torna irrelevante
Todos os sonhos naufragam dentro do peito
E se aprisionam na alma de um ser amante
Que ao ver seu sonho morrer, se entrega à sorte
E a toda dor e tristeza do seu coração.
A este sentimento se dá o nome, o porte
Elegante e cruel, à infame INGRATIDÃO!

Socorro Almeida
Recife, 27/01/2021

 

A ILUSÃO DAS COISAS

Fui acumulando objetos e muito mais que isso
Fui crescendo na ilusão que me bastariam
Mas o tempo me lançou aos pés o guizo
Que me privou das verdades que me libertariam.

Desumano és tu, que nem tempo me deste
Ó, tempo cruel, frio, insensato
Para eu ver a beleza do sol ao nascer
E a luz das estrelas que ilumina o asfalto.

Nem do relógio, o ponteiro fizeste parar
E as horas passaram velozes  assim
Tropecei em objetos que eu quis preservar
Na ilusão que tivessem serventia pra mim.

O que faz a mulher ser feliz, afinal?
Hoje eu sei depois de muito penar
É o perfume das flores à luz da manhã
E o sossego da noite para eu  descansar!

Socorro Almeida
Recife, 11/02/2021
 

DOIS SONHOS DE AMOR

Há um vazio dentro do peito que a saudade faz
Mistério que a natureza não ousa desenhar
Nem ela sabe da cor que faz terminar
As dores e tristezas que só o amor desfaz.

Há um canto de paz nas cifras das canções
Que o coro de anjos se põe a cantar
Ao som harmonioso de todos os corações
Mas sem a voz de quem amo, não ouso escutar.

Assim, dividi em dois nossos sonhos de amor
Deste lado, por orgulho, eu resolvi ficar
Sem querer, deixei você a chorar de dor
E de onde estou, não sei mais como voltar.

Socorro Almeida
Recife, 04/02/2021


CAUSAS E EFEITOS

Sou assim como me julgas, coração?
Não tenho o poder de causar sensação
Sou apenas um, entre tantos corações
Que definham sob a dor das decepções.

Não tenho como causa te apontar defeitos
Se aos meus, nem por mim, há um jeito
De me redimir quando sinto os efeitos
Das tristezas que eu lancei ao teu peito.

Já paguei e ainda pago por amar-te assim
E os defeitos que pensaste ver em mim
Eu mesma duvidei, porque não os vi
Ou talvez me digas quando chegar o fim.

E é ao fim que caminhamos, meu querido
Só levamos da vida o que faz sentido
Do amor, só os bons momentos vividos
São bálsamos para os corações feridos.

Socorro Almeida
Recife, 09/02/2021


 CHUVA DE INSPIRAÇÃO

Chuva que rega as flores dos campos
Fertilizando o desabrochar da flor
Surgem, ao anoitecer, os pirilampos
Reluzindo no céu, como Poesia de Amor...

Chuva que molha a semente na terra
Fazendo crescer os brotos pelo chão
Vai molhando do campo até a serra
e fortalece raízes a cada nova estação...

Chuva que é a lágrima do Povo sofrido
Que padece ao isolamento e gera solidão
Mas esse Povo jamais será esquecido
Pois a Luz Divina ilumina cada coração...

Chuva que vem  com o frescor matinal
e irriga o tom verdejante da Natureza
Inspira todo Poeta, é nostalgia astral
A chuva é vida, é fonte de grandeza!

Elisabete Leite
 

O ANOITECER PELA JANELA

Pela fresta da janela vi o luar surgir
O brilho queria me atrair para o céu
Fiquei Inebriada, sem poder dormir
Minha imagem refletia no prateado véu...

Vi São Jorge a galopar sem parar
Em cima de seu cavalo encantador
O galope seguia a cadência do mar
De lá pra cá, como melodia de amor...

Fiquei inerte, encantada pela magia
O luar me envolvia de alma e coração
Atraia minha mente, me consumia
Eu já não sabia se era real ou divagação...

Como um encanto, tudo era fantasia
Envolvida pela tamanha fascinação
Acordei desse meu sonho de poesia
Cheio de sentimento e forte emoção.

Elisabete Leite
 

TRAVESSIA EM POESIA

Versejando pelas estradas da vida
Encontrei-te a peregrinar sozinha
Eu tecia versos e rimas coloridas
Tu nasceste com porte de rainha...

Olhei nuvens em flocos de algodão
Que flutuavam tranquilas pelo céu
Que se uniam em forma de coração
E formavam um fino e branco véu...

Um adjutório para o sol descansar
Cumprir a missão de iluminar o dia
Fiquei assim, até a lua se levantar
Cintilar com sua luz e doce magia...

Cenário novelesco, puro esplendor!
Poesia azul-celeste que resplandecia
Nascia inspirada, um gesto de amor
Nessa minha travessia em Poesia.

Elisabete Leite
 

FLOR DO AMOR

Oh bela flor, que brotou no sólido!
Chegou colorindo o negro da vida,
Aquecendo a dureza do frio, o gélido
Faz renascer a esperança perdida...

Ah! Tu vieste com o dom do amor
Veio provando que tudo pode florir
A tua delicadeza é puro esplendor
Com semblante cálido, parece sorrir...

És flora que se veste de Primavera
Tens um olhar brilhante e encantador
Em teu centro a textura é bem amarela...

Tua leveza transmite intenso calor
As pétalas jogam perfume na atmosfera
Comprovando o teu genuíno valor.

Elisabete Leite
 

OCEANO DE INSPIRAÇÃO

Banho-me em um oceano de inspiração
Versos ondulantes de meu compor
Vou dando asas à minha imaginação
E deixo fluir poesia de meu interior...

Rimas dançam na cadência das ondas
Em sintonia constante de lá para cá
A inspiração viaja de forma redonda
Em círculos que quebram à beira-mar...

Aguardo a mudança suave do vento
Deixo a fragrância da maresia voar
E no compasso de meu sentimento
Vou colorindo as rimas do versejar...

Suspiro com a leveza do momento
Com os tons vibrantes deste poetizar
Que se eterniza em meu pensamento
E estimula meu tão inspirado sonhar.

Elisabete Leite
 
 

Imagens: Pixabay
 

 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Poemas Em Meio Ao Caos.

 ANO III - EDIÇÃO Nº 430
Tema das Imagens - A Arte de Denis Istomin 
 

José Felix da Rocha Neto

O garoto José Felix da Rocha Neto de 18 anos, nasceu na cidade de Guarabira em 07/05/2002 na Paraíba.
Concluiu o Ensino Médio no Colégio Santo Antônio - GEO e o Ensino Fundamental no Objetivo colégio e curso, em 2019. Em seguida sendo aprovado no Enem para o curso de Física na UFPB.
O garoto José Neto nos supreende falando das incertezas da vida e das dores do amor, ingridientes necessários para todo poeta. Seja bem-vindo!

Amor Perdido
José Neto
 
O amor é algo incompreensível
Quanto mais você ama
Menos a pessoa amada nota,
Seu sentimento.

O amor é algo incompreensível
Ser tratado como lixo por ela
É a mesma coisa de ter sido
Apunhalado no coração.

Aqui jaz o amor
De mais um ser
Nesse enorme universo.

Tudo é sempre a mesma coisa
Tudo é relativo,
E o amor e incompreensível.

19/10/19


Poema Sem título
José Neto
 
Aqui estou
Prestes a ser julgado,
Por Deus.
Não sei para onde vou,
Se é para os campos elísios dos gregos
Ou se para o céu dos cristãos,
Talvez para o inferno.
Pois não fui um santo, quando vivo.
A nossa história vai se apagar a partir daqui.
Deixe isso ser suficiente.
Encontre a verdade, através do meu amor.
Deixe também as enchentes atravessarem a distância dos meus olhos até os seus.
Até às nuvens negras te levarem ao meu encontro,
No céu ou no inferno.
 
Te Espero

Fico a contar horas e minutos
À espera de encontrar-te novamente,
Para sentir teus beijos dissolutos,
Onde nosso prazer lateja ardentimente...

E essa espera fixo na minha mente
Transformo em desejos resolutos
E tudo me leva a ti, meu amor ausente
Saiba que são teus meus desejos mais astutos.

Tens no olhar a meiguice que me fascina
Com teu jeito de amar me alucina
Tu enroscas em mim como uma cobra.

Teus beijos é uma delícia,
Pois vem recheado de carícia
E quanto mais me dar, mais se desdobra!

Rita de Cassia Soares
Pirpirituba 15 /02/2021
 
 Apenas Uma Mensagem

Veja e sinta a mensagem neste momento,
Por intermédio meu e não de um carteiro,
Mensagem que fala de sentimento,
Que são levadas pelos  
Zéfiros ligeiros...

O vento vem agitando os ponteiros
Todas janelas tua casa ou apartamento,
Saiba que são dos verdadeiros
São intuitos do meu pensamento.

Eles constam nesta mensagem
Que ora o vento leva de passagem,
A quem amo até além da vida,

Como poeta deixo desterrado
Minha dor sincera para meu apaixonado
Daquela que por ele talvez seja a preferida!

Rita de Cassia Soares
Pirpirituba 14/02/2021

 Ponto Final

Penso em viver como dois estranhos,
Como se nada tivesse acontecido...
Vou esquecer aqueles beijos ganhos
Mesmo dado, com carinho enternecido.

Vou sorrir, depois falar ao seu ouvido,
Neste mundo de promessas e amanhos,
Parecendo que o querer tinha crescido
E chegando atingir seus mil tamanhos.

Aqueles que os vissem juntos invejavam
Os nossos sorrisos o amor revelavam
Com as delícias do nosso desvelo...

Digo hoje resta-me indiferença,
Deixado-me na total descrença,
Porque meu coração virou gelo!

Rita de Cassia Soares
Pirpirituba 14/02/2021
 

A Mais Bela Das Almas

Você é o  enigma que nem Einstein resolveria
Não existe adejetivo para ti
Não existe palavras suficientes no dicionário

Assim como nem sequer Botticelli conseguiria pintar-te
Assim como Narciso sentiria inveja de ti, da tua pele, tua boca, tua fragrância e do teu ser

A teoria do caos mudaria por você
Você rejeita a rejeição
Murphy renderia-se a você
Pois tudo com você é certo

Eu poderia dizer que tu se pareces com a mais bela sinfonia de Beethoven
Mas você não tem comparações

Amo-te até o infinito
Amo-te até morrer
E com você
Eu desafio a terceira lei de Newton
"Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço"
Ó querida, nós ocupamos o mesmo ser

Gabriela Mota, João Pessoa, 17/12/2019

 

Plutão Já Foi Planeta

As tuas cores dizem quem você é
A tua essência é o teu ser
Nunca imaginei que chegaria a esse ponto

Você é como um doce nas minhas veias
Você é como a vida guardada em um frasco inquebrável
Eu não posso te deixar de modo algum
Porque eu não sou como eles
Para mim, você ainda é o mesmo

Me chame pelo seu nome
Tire suas roupas
E tome a prova do nosso amor elétrico
Eu estou morrendo antes do tempo

Amor, nossas viagens espaciais nunca me cansarão
Você é o único que importa
Mesmo que te diminuam, você é mais que todos

Nunca haverá ninguém como você
Você orbita o infinito
Você orbita o considerado mais brilhante, mas você sempre brilhará mais que ele

Você tem o meu coração
Não que ele valha muito
Por que você se escondeu por tanto tempo?
Onde esteve?
Hoje nós vivemos para lutar
Então lute por mim que eu lutarei por você

Sim, 134340, é você e sempre será você
E sim, eu me lembro da minha promessa
Eu irei até o fim do Universo por você

Gabriela Mota, João Pessoa, 23/12/2019
 

Superar Em Meio Ao Caos

Você cheio de encantos
E eu jogada nessa mesa vazia
Sem a harmonia de nossos corpos
Fico presa ao remorso

Nossas dores acorrentados
Como naquelas noites frias na praça
Em que você dizia juras de amor
E sorria pelo meu temor

A vida fez-se em grandes atos
E chorei por todos os cacos quebrados
Sofri por tua ida
E vaguei por mundos rasos

Encontrei felicidade em esquinas vazias
Com a dor ao encalço
Procurei uma luz na cerne
E apenas vi medo e cansaço

No final de tudo, o mundo foi cruel
Como naquelas bela manhã de sábado
Que não sabíamos o que nos esperava
Nessa vida injusta e irrefutável

Gabriela Mota, João Pessoa, 14/02/2021

 Nossos Mares

Navegar ao teu lado menina  me encoraja a enfrentar as tempestades mais violentas que os mares podem causar.
Preciso apenas de um piscar de olhos sinalizando a largada de um porto seguro rumos às tempestades dos oceanos.
Não precisarei de bússola para seguir o rumo desejado apenas o desejo  de ti encontrar do outro lado do mundo.
Aqui está a bússola! O amor que nos une enfrentando às tempestades da vida em qualquer mar.
Que venham as fantasias para alimentar mais ainda os nossos sonhos, nelas não há piratas que possam nos enfrentar.
Não tenhas medo menina, a nossa jangada é feita de sonhos, nunca afundará, estará sempre na crista das ondas, por mais violentas que sejam.
Vamos menina fazer nossa aventura nas profundezas do mar, aonde as sereias  irão nos receber com seus encantos e mistérios.
O que seria de nós? Se não fossem os sonhos?
Aventureiros que nos leva por lugares onde só o amor consegue chegar.

Emiliano de Melo
Guarabira 17 de fevereiro de 2020
 

Não Me Permita

Não me permita, que eu consuma sua saliva ardente
Não me permita, que eu lute com a serpente louca da sua boca
Não me permita, que me arrisque em suas curvas perigosas
Não me permita, que eu  me atire louco no vai e vem dos seus galopes
Não me permita, que eu entrelace nos seus dedos atrevidos
Não me permita, que suas unhas longas transmitam em mim uma energia indolor
Não me permita, que seus dentes vorazes mordam meu corpo sem sangrar
Não me permita, que seu suor deslize na minha pele aquecida
Não me permita, que troque sua voz por sussurros de insinuações
Não me permita, que  grite seu nome no meio da noite sozinho
Não me permita, que eu pense em você até outra guerra acontecer
Não me permita, que escorra nas suas entranhas o resultado de um exercício longo em segundos
Não me permita, que me antecipe a Marco Antônio
e morra de amor.
Não me permita,  permita...

Emiliano de Melo
30/07/2019

                           Denis Istomin _ Artista, desenhista e ilustrador russo.

 
 
 

domingo, 14 de fevereiro de 2021

A Gente Aguenta Mais UM Ano...

 ANO III - EDIÇÃO Nº 429

 CARNAVAL SÓ NA SAUDADE

Ah! Que saudade do antigo frevo de rua
Das eternas marchinhas de carnaval
Era folia do raiar do sol ao brilho da lua
Serpentinas, nuances e cenário alto-astral...

Ah! Que saudade do Galo da Madrugada
O abre-alas que desfilava em seu pedestal
A irreverência dos trios na manhã ensolarada
Adereços e fantasias do sábado monumental...

Ah! Que saudade do Jacaré da Beira Rio
Toda família reunida vendo o trio passar
Assistia o desfile pulando junto ao meio-fio
A multidão seguia na cadência do rio ao mar...

Mas neste ano, tudo ficará na saudade
Antes frevo e alegria, hoje dor e solidão
A pandemia tirou toda a nossa liberdade
Só resta a esperança para alegrar o coração.

Elisabete Leite - 08/02/2021
 
A MAGIA DOS ANTIGOS CARNAVAIS

          Era um domingo de fevereiro, o sol nascia radiante por entre as folhas verdes dos coqueiros, na exuberante Ilha da Fantasia, um local aconchegante localizado em um ponto qualquer do Nordeste. Cecília adorava Carnaval e vivia pulando até mesmo sem motivo. Ela acordara soltando suspiros de felicidade, pois que os moradores da ilha resolveram homenagear os antigos carnavais de rua, fazendo um grande desfile de fantasias, naquele domingo... Cecília correu ao encontro da mãe que estava terminando os últimos detalhes da sua fantasia de Colombina, e disse-lhe:
- Mamãe, estou atrasada! Já terminou de pregar os botões?
Dona Marina, olhou para filha e respondeu-lhe:
- Ah! Terminei sim. Ficou linda!
          A garota puxou a fantasia da mão da mãe e foi se arrumar. A concentração seria na Praça do Coreto, e o desfile iria por toda extensão da Avenida Beira-Mar.
           Cecília era uma jovem linda de cabelos negros e olhos amendoados, era apaixonada pelo seu primo Roberto, desde criança, que também era apaixonado por ela, mas seu melhor amigo Ricardo vivia a cortejando, constantemente. Os garotos combinaram que as suas fantasias seriam surpresas, sendo assim, nem Cecília sabia dos planos dos rapazes, nem tão pouco os rapazes de Cecília.
Exatamente às dez horas da manhã o desfile tomou conta do cenário, e a execução de uma antiga marchinha contagiava todo mundo,  dando início oficialmente ao tão esperado evento. Assim, os componentes da bandinha marcial tocavam com muita harmonia e interação:

"Máscara negra

Tanto riso, oh quanta alegria!
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão

Foi bom te ver outra vez
Tá fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou
Que te beijou, meu amor
A mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval (Bis)"

          Enquanto o povo cantava, Cecilia corria pela multidão à procura de seu amado Roberto que vestido de Arlequim também buscava seu par, a linda Colombina para roubar-lhe um beijo molhado. Porém, Ricardo vestido de Pierrô encontrou Cecília primeiro e confessou seu amor por ela, dizendo-lhe:
- Olá, Cecília! Eu sempre fui apaixonado por você.
- Ricardo, você está louco! Somos amigos. Eu amo Roberto! Ela respondeu e saiu correndo desesperada.
Porém, a garota ficou transtornada com aquela revelação e resolveu desfilar sozinha naquele Carnaval. Enquanto isso, Roberto e Ricardo disputavam pelo amor da bela Cecília entre risos, lágrimas, muita folia e tradição... O desfile foi um grande sucesso, a Avenida foi tomada pelos foliões mascarados e fantasiados que pulavam e cantavam pelo calçadão as adoráveis marchinhas dos antigos carnavais.
           No outro dia, tudo voltou completamente ao normal; nem Pierrô, nem Arlequim e nem Colombina realizaram seus sonhos de amor... Cecília esqueceu o desfile, guardou sua fantasia, para brincar o próximo Carnaval.
O tempo passou depressa e Cecília continuou amando Roberto que amava Cecília.
"Carnaval tem Pierrô, Arlequim, Colombina, muito frevo, samba no pé, suor, calor, chuvas de confetes e serpentinas, brilhos, nuances, alegria, amor e poesia..."
Ah! Que saudade dos antigos carnavais de rua.

Elisabete Leite - 08/02/2021
 

VOLTAREMOS ANO QUE VEM

Hoje o nosso carnaval está diferente
Nunca tivemos 'corona' à nossa volta
Nunca sofremos ausência dos amigos
Alegria era um sentimento permanente!

Avenidas sentiam o peso dos nossos pés
O suor encharcava nossas roupas
De cara lavada, sorrisos ao léu
Disposição e alegrias não  eram poucas.

Eu me recuso à frieza do computador
Não sou doente, nem lerdo, nem debilóide
Sou o folião que freva com ardor
O metal que conheço não é  o andróide.

Nada mais gostoso que o frevo de rua
Que faz o folião se encharcar ao sol
E as colombinas em banho de lua
Choram ao som do finado compositor.

Os Levinos se confundem num choro de alegria
Ao som das cuicas e dos metais
E os Ferreiras em lágrimas de saudade
Anunciam seu regresso nos próximos carnavais!

Socorro Almeida
Recife, 08/02/2021

Pandemia

O bloco da Pandemia chama-se, FIQUE EM CASA
Veio do outro lado da terra,
Gente de olhos fechados
Povo trabalhador
Que sem limites
Parecem não ter asas
O mundo todo ficou fechado
Sem a necessidade dos cadeados
Por isso, minha gente
Prestem  muita atenção
O melhor Bloco, é a sua compreensão
Fiquem em casa por favor
Livre-se da maldição
Pois este vírus é letal
E não tem compaixão
Leva o rico e leva o pobre
Para o buraco do chão
Pra essa pandemia
É preciso encontrar solução
Fiquem em casa
Proteja seus irmãos
Dê prioridade a vida
Cuidando da Nação
Pois o carnaval,
Na época de hoje
Serve como uma  lição
Pois  blasfemaram  o nosso Cristo
E isso não tem perdão
Digo dois mil e vinte um
Veio mesmo  pra mudar
O povo desta Nação.

Dueto Emiliano de Melo e Rita de Cassia Soares
08/02/2021

 
Carnaval

Dois mil e vinte um
Não tem o samba nem o frevo no pé,
Não tem o maracatu
Nem também o afoxé
Não tem as rodas das baianas
Nem a nudez da mulher
Não tem o Capiba
Nem o galo da madrugada
Os bonecos gigantes
Da querida Olinda
Vão ficar na calçada
Os trios elétricos
Já estão emudecidos
E nós foliões entristecidos.

Rita de Cassia Soares
Pirpirituba 07/02/2021

 

Gandaia

Eu vou cair na gandaia neste carnaval
Eu vou vestir uma saia bem curtinha
Eu vou ser o índio com cara de mal
Eu vou criar o bloco da galinha


Vamos balançar o estandarte da alegria
Vamos saltar num pé só a rua inteira
Vamos curtir a noite até o dia  amanhecer
Vamos reviver o tempo de brincadeira

Eu e você, ele é ela no frevo de Olinda
De Laurça, de Papangu, de Pacista feliz
Como energia vamos chupar laranja Lima

Venha, o cabeção já vem ao som do trompete
A criançada com a cara melada de maizena
Na Bahia o sucesso é a banda do Chiclete.

Emiliano de Melo
Guarabira 08/02/2021
 CONSELHO DE COLOMBINA

Onde está o Pierrô que nunca mais se viu?
Os clarins de Momo já anunciam a largada
Dos foliões frenéticos e ensurdecidos
Ansiosos o aguardam desde a madrugada.

Tua Colombina aqui está de cabeça baixa
Talvez a se esconder do malvado Arlequim
Esse desafeto arrogante e impiedoso
Não a deixes sucumbir a esperar por ti.

Vem mais rápido que te for possível
Tantos carnavais a deixaste entristecida
A procurar-te entre falsos foliões

Talvez tu venhas a perdê-la  um dia
E esse amor que a domina toda a vida
Quem sabe, renascerá em outros corações!

Socorro Almeida
Recife, 08/02/2021

 
 SAUDOSO CARNAVAL
                                                              De: Baltazar Filho - 09/02/2021

Dizem que o carnaval é a festa dos desocupados
Mas também, outros falam que é a festa dos abonados
O carnaval veste de emoção a alma do folião pra se jogar na avenida,
De forma avassaladora, que atrai e contagia multidão em massa
O Carnaval é a única festa da folia com a mistura de todas as raças
Das travessuras com o lança perfume, do folião com seus fetiches.
É confraternização despida das religiosidades e crendices
Comemoração eufórica na alegria do eterno palhaço Arlequim
Trajados de Colombinas e Pierrôs de maneira tradicional
Seja nas ruas, nos antigos bailes carnavalescos ou nos clubes recreativos.
Nas passarelas do samba, nas casas noturnas a noite virava o dia.
Nos blocos ao ruído da cuíca as mulheres trajavam-se de homens
E os homens mascarados vestiam-se de mulheres pra orgia,
Saudoso carnaval onde ouvíamos a banda passar
Saíamos atrás cantando, levantando a poeira e despedindo-se da dor
Hoje corremos atrás do trio elétrico  pulando na pipoca
Frevando e fazendo pirueta ao som do batuque afro-nagô.
 
 Festa em cada forma

Neste ano o carnaval é diferente
Não tem os blocos que animam muita gente
Não tem o frevo que aquece o coração
A festa da querida Olinda permanece em casa por compressão

Situação comovente e difícil de lidar
Mas para proteger-se tem que se conscientizar
O olhar para o outro e para si mesmo
Fazendo assim carnaval significar aconchego

Faça a folia em casa, brinque e se enrole
Pois a vida é uma festa e precisamos celebrar
Mesmo no cantinho de nosso lar, vamos todos encantar e festejar.

Gabriela Mota, João Pessoa, 09/02/2021

Baile dos Mascarados

Um Mundo sem circo
Não está distante não.
Nos oferecem cura
Mais nada de diversão.
O Carnaval bate à porta,
Sem Galo sem Pitombeiras,
Sem as ladeiras de Olinda
Sem os Papangus de Bezerros
Sem alegorias tão lindas
Ficaram as de enterros.

Talvez apenas um baile
Prá diminuir a tristeza,
O “Baile dos Mascarados”
Poderemos assistir.
Irão governadores, Prefeitos,
Deputados e Senadores,
E todos que usam máscaras
Que já não podem negar.
Que sempre foram mascarados
Bem antes da Pandemia chegar.

E essa tal Pandemia, quem diria
É enredo de escola de samba
Para as tv’s transmitir
Entrar em nossas casas
Sem nada a contribuir.
E mesmo sem permitir
Somos obrigados a assistir
Pois nem mesmo temos,
Direito de desistir
E nem ao Baile ir.

Resistir é preciso
Diante de tantas mentiras
“Eu Quero é Botar meu bloco na rua”
E nele poder desfilar
Sem as máscaras obrigatórias
Junto com Colombinas, Arlequim e Pierrot,
Com Rei Momo e a Rainha,
Majestosos e elegantes
Ao som de Elba Ramalho
Alceu Valença também.

Como diria o Chico,
Que “Apesar de você
(essa tal Pandemia)
Amanhã há de ser outro dia”
Poderemos andar juntos,
Poderemos nos abraçar,
Quem sabe até nos beijar,
Poderemos sair sem máscaras
E nos contaminar
De alegria.

E os Bonecos de Olinda,
Na contra mão dos decretos
Juntos com outros bonecos,
Com os Papangus e Caboclinhos
Maracatus de Nazaré,
O Reggae, o Samba e o Frevo,
As pastoras e a velha guarda
Dos carnavais de outrora
Desfilam na Tiradentes
E Guararapes também.

Com minha camisa do Galo
Com meu chapéu de Almirante
Com minha cerveja gelada
Com minha gente também
Sairemos sorridentes
Pulando de alegria
Com confetes e serpentinas
Com muito amor pela vida
Tomaremos todas medidas
E seremos felizes também.

Jorge Leite, Madalena 09/02/2021


IMAGENS: Ricardo Benevides
                    Google


domingo, 7 de fevereiro de 2021

A Trola do Poeta Baltazar Filho

  ANO III - EDIÇÃO Nº 427

 

UMA LÁGRIMA
De: Baltazar Filho

Vi uma lágrima cair dos teus olhos, lentamente
Perguntei o que estavas sentindo, fui muito insistente
Mas você, encabulada, me respondeu com tristeza
Em verdade, não era o que sentia, eu tinha certeza
Voltei a insistir, fui persistente, e fui mais além
Aquele pingo que caía dos seus olhos era de tristeza
Poupando-me, não contou  a verdade e caiu em prantos
Eu sentia que a lágrima que escorria pelo rosto, era  engano
Proveniente de uma decepção, da qual você queria me poupar
E de tanta amargura, vendo seu sofrimento, em desespero
Eu percebia que seu mundo estava desabando
Seu semblante se transformava e descompensada chorava
Comparei as tuas lágrimas com as gotas do sereno da madrugada
Que embebecia o teu choro gotejando no teu coração
No silêncio da madrugada, suas lágrimas não paravam
Inconsolada, aparava os pingos com as palmas de suas mãos
Inconformada com o desgosto, com as mãos  cobrindo o rosto
Deitou a cabeça em meu ombro, mas não me contou  a verdade!

NO SILÊNCIO DA MADRUGADA
De: Baltazar Filho

Em meio a um frio gostoso, vou me relaxar
Numa madrugada solitária e sem cobertor
Estou eu aqui, a espera de uma costela
Contando as horas para receber o calor
Passam-se horas e a bela donzela custa a chegar
E eu inquieto, sem paciência, a esperar
Num frio arrepiante que não consigo esquentar.
Menina, vem me agasalhar e não demore!
Esse lugar faz muito frio, se apresse que aqui estou
Só você me esquenta, és o meu cobertor
Não paro de tremer, onde está você?
Enfim, chegou! Tremendo,  fria e gelada
Pulou nos meus braços para me aquecer
Sinta-me em você, me envolva em meu gemer
Vamos aquecer o frio dessa madrugada!
Ela agarrou-se em minha cintura, maravilhada
Fiquei febril e ela resfriada, gemia e delirava.
No silêncio daquele eletrizante encontro
Meus lábios envolvidos nos seus lábios gelados
No calor do nosso beijo, foram seus lábios que me aqueceram
Nosso prazer subiu em chamas e ficamos realizados!

A TROLA DO POETA
De: Baltazar Filho

Vamos ver no que vai dar!
Se eu rimar prosa com verso
Fazer verso virar prosa
Embolada coco de roda
E o rio virar mar
Só pra ver no que vai dar!
Na cabeça do poeta
Tudo pode,  tudo presta
O real pode ser fantasia
A ficção realidade
O que é bom vira maldade
E o que é besta, sabido pode ficar
Viu no que é que vai dar?!
Na imaginação do poeta
O normal vira anormal
Ele faz o rico virar pobre
Comer caviar e arrotar bode
O besta ficar sabido
O hilário depressivo
E o morto à vida voltar
Viu só no que é que vai dar?!


 A SAUDADE É ASSIM
De: Baltazar Filho

Saudade!
É como um galho quebrado
Um coração dilacerado
Uma emoção descompensada
Uma calmaria maltratada
Um amor despedaçado.
Saudade!
É dor doída de jeito
Que ancora no peito
Se agarra na angústia
E adormece no medo.
Saudade!
É mesmo um galho
A procura da sombra
Do aconchego da candura
Um transporte para fugir da maldade
Um voo em busca da ternura
Uma conexão imaginária
Estraçalhada pelo tempo
Que maltrata a criatura!

A ARTE DE AMAR
De: Baltazar Filho

Numa tela de esperanças
Pintamos um sonho sem igual
Com os pincéis da adolescência
Rabiscamos um desejo, fora do normal
Na vontade de pintar uma paisagem real
Transformamos as cores numa arte surreal
E você desenhou em minha cabeça
Um mundo colorido, um prazer escorrido
Inspirada em Picasso, na tela da beleza
Alimentamo-nos, inspirados naquela hora
Saciamos nossos desejos em linhas tortas
Deitaste-te em meus braços com leveza
Envolvidos nos rabiscos de uma linda obra. 

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 O Que Aconteceu Com O Nosso Velho e Antiquado Virus da  Gripe.

Posted by Thoth3126 on 04/02/2021

 

O que aconteceu com a “temporada de gripe?” Na era do COVID, “a gripe” foi reclassificada como coronavírus, diz epidemiologista:

Há alguns meses, alguns especialistas em doenças infecciosas começaram a alertar que seria extremamente difícil, na medida que a pandemia de COVID-19 persistir no outono, para os profissionais de saúde da linha de frente determinarem se a doença era devido ao novo coronavírus ou ao bom, antiquado e velho vírus da gripe comum.

A razão, eles disseram, é que em muitos aspectos, os sintomas da gripe podem e iriam imitar os sintomas do COVID-19.

Mas, de acordo com um epidemiologista, esse problema foi resolvido pelos “poderes constituídos”: simplesmente reclassifique os casos de gripe como doenças COVID-19 – assim, os “casos de gripe” diminuirão este ano, enquanto continuam ‘justificando’ bloqueios perpétuos e roubo de nossa liberdade e direitos como quase todos os demais governos do planeta.

No site JustTheNews.com podemos ler que:

    “As taxas de gripe permaneceram persistentemente baixas até o final de 2020 e em 2021, sumindo a partir dos níveis de um ano atrás e aumentando o espectro intrigante de taxas de transmissão de influenza drasticamente reduzidas, mesmo com os testes positivos para COVID-19 quebrando vários registros nas últimas semanas”.

    “Para onde foram todos os casos de gripe? O epidemiologista Knut Wittkowski acha que pode resolver o enigma”.

“A gripe foi renomeada para Covid em grande parte”, disse Wittkowski, o ex-chefe de bioestatística, epidemiologia e projeto de pesquisa da Universidade Rockefeller.

“Pode haver um grande número de casos de influenza incluídos na categoria ‘presumível de COVID’ de pessoas que têm sintomas de COVID (com os quais os sintomas de influenza podem ser confundidos), mas não são testados para RNA da SARS”, acrescentou.

Esses pacientes, explicou ele, “também podem ter algum RNA SARS sentado em seus narizes enquanto são infectados com Influenza, caso em que a influenza seria ‘confirmada’ como COVID.”

Você sabe, como quando você morre de um ferimento à bala ou um acidente de carro, mas acontece de o teste positivo para o novo coronavírus, é listado como uma morte pelo Covid. Mas não acredite apenas na nossa palavra ou na de Wittkowski; os próprios dados de muitos governos mostram que algo muito suspeito está acontecendo, o que tem sido normal quando se trata de deturpar a ameaça desse vírus e a sua letalidade.

De acordo com o recente rastreador de vigilância semanal da gripe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças [CDC], as taxas cumulativas de gripe positivas do final de setembro a meados de dezembro são de apenas 0,2 por cento, de acordo com laboratórios clínicos que testam o vírus. Isso se compara aos 8,7% cumulativos típicos do ano passado.

Comparações semanais de dados do ano passado e deste ano mostram uma diferença ainda maior: há um ano nesta semana, a taxa positiva de gripe era de 22 por cento, mas neste ano é de apenas 0,1 por cento. Alguns tentaram explicar a enorme diferença nas infecções de gripe alegando que “o uso de máscaras, o distanciamento social e até mesmo os bloqueios” estão fazendo a “diferença”.

Timothy Sly, professor de epidemiologia da Ryerson University em Toronto, disse ao meio de comunicação que “a incidência reduzida da gripe sazonal se deve quase com certeza à proteção que uma grande proporção da população vem usando há muitos meses”. Essas medidas, disse ele, são “projetadas para serem eficazes contra qualquer vírus respiratório transportado pelo ar”. [portanto o uso de focinheiras, distanciamento social e lockdowns generalizados, prosaicamente, acabaram com o “vírus da Gripe”, tudo muito simples]

E Holden Maecker, professor de microbiologia e imunologia da Universidade de Stanford, concorda. “Estou bastante confiante de que as medidas de mitigação do Covid-19 causaram a redução dos casos de gripe este ano”, disse ele ao Just the News. “Máscaras, distanciamento social e lavagem das mãos são medidas eficazes contra resfriados e gripes”.

É Mesmo?

Isso é apenas besteira; se isso fosse verdade, os casos de Covid-19 não estariam aumentando, em qualquer lugar – especialmente em zonas livres de liberdade como Nova York e Califórnia.

Mas Maecker também tinha uma explicação para isso. Questionado sobre por que o COVID continua a se espalhar, mas o vírus da influenza altamente contagioso não, ele disse: “Acho que é porque

(1) há menos imunidade pré-existente ao SARS-CoV-2 na população, enquanto a maioria de nós já teve vacinas e / ou crises anteriores de gripe; e

(2) o vírus SARS-CoV-2 parece se espalhar mais facilmente do que a gripe, incluindo mais transmissão por aerossol e eventos de ‘super-propagação’. A transmissão da gripe é quase inteiramente de gotículas de curta distância e contato direto com o nariz ou olhos”.

De novo … mais besteiras. Mais uma vez mentiram sobre a COVID para que os políticos tirânicos e autoritários de nossa sociedade continuem justificando a eliminação de nossas liberdades.

Artigo revisado por Jorge Leite.

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