domingo, 30 de janeiro de 2022

Tempos e Contratempos

 Blog Maçayó

Edição Nº 474

 Foto de Jorge Leite - Canon EOS Rebel T5i
LEITURA DE DOMINGO

 TEMPOS E CONTRATEMPOS

         

Era quase final de junho do ano de mil novecentos e noventa e oito e vários acontecimentos marcavam o momento. Momentos que ficaram registrados para sempre nas páginas do livro da vida. Um ano de perdas, ganhos, vitórias, derrotas e fortes emoções. Mas um ano que foi muito importante na vida de muitas pessoas e é sempre lembrado por diferentes razões, algumas boas e outras nem tanto. Enquanto o filme Titanic dominava o Oscar com sua temática de amor eterno, a dócil Georgina chorava rios de lágrimas por haver sido abandonada na porta da igreja pelo grande amor da sua vida.
           O sol, ainda, nem havia resplandecido no horizonte mas a deslumbrante Georgina não conseguia parar de chorar, ficara acordada durante toda a noite se lamentando pelo terrível acontecimento do dia anterior. Ela olhava atônita pela vidraça turva da janela, buscava na natureza explicações que justificassem o ato de covardia do ex-noivo, queria entender os fatos que levaram Alfredo Alencar a proceder assim. Ela queria voltar no tempo e reviver aquele dia de vinte e dois de junho na íntegra.
          Era início da manhã de vinte e dois de junho, Georgina dormia tranquilamente, sonhava que faltava muito pouco para se tornar a senhora Alencar, iria realizar seu grande sonho de se casar com seu príncipe encantado. Enquanto no outro lado da cidade, em um bairro de classe alta, Alfredo Alencar conversava com seu primo Osvaldo sobre Georgina, e dizia:
          - Osvaldo, estou em dúvida se devo casar com Georgina. Acho que não a amo de verdade! E não estou pretendendo viver amargurado pelo resto da minha vida. Acho que tudo não passou de brincadeiras de adolescentes.
          Osvaldo fechou o semblante, deu um sorriso forçado e respondeu-lhe:
          - Alfredo, você está ficando louco? Eu não concordo com sua dúvida. Agora é tarde demais! Você vai cumprir todo cerimonial.
          Alfredo olhou de maneira penetrante para o primo, e disse-lhe:
           - Não irei cumprir nada! Não devo satisfação a ninguém. Irei viajar para Londres no primeiro voo e você que esclareça os fatos a todos, já que é meu sócio e primo.
          Alfredo saiu apressado sem nem olhar para trás e deixou o primo falando sozinho. "- Não irei esclarecer nada. Isso não é um problema meu, é um problema seu". Mas, foi inútil! Alfredo logo foi para o aeroporto, deixando perguntas sem respostas.
           Faltava pouco para o início da cerimônia de casamento quando o pai de Georgina entrou apressado no quarto da filha, e disse-lhe:
          - Filha, já estamos atrasados! Alfredo já deve estar na igreja. Oh! Meu Deus, como você está linda!
          A filha olhou para seu pai com muito carinho, e respondeu-lhe:
          - Vamos papai, já estou pronta!
          Georgina chegou a ir até à igreja, mas o noivo não apareceu por lá. Osvaldo, primo do noivo, foi na intenção de disse-lhe a verdade, mas resolveu no último instante não se intrometer na atitude de Alfredo. A garota ficou inconformada pelo fato ocorrido. Porém, por pouco tempo! Logo, Osvaldo passou a fazer-lhe companhia e os dois se apaixonaram perdidamente. Eles viviam sempre juntos e nunca mais se separaram.
           O tempo passou rápido... Alfredo jamais voltou ao Brasil. No entanto, Georgina e Osvaldo se casaram quase um mês após o fato ocorrido, exatamente no dia doze de julho. Mas o dia doze de julho de mil novecentos e noventa e oito foi um momento fatídico no calendário dos brasileiros porque a data marcou a derrota do Brasil para a França por 3 X 0 na decisão do Mundial daquele ano. Porém  uma grande vitória para Georgina e Osvaldo que após o casamento viajaram felizes, em plena lua de mel, pelo Litoral Nordestino.

Elisabete Leite

 TORRE DO CAMPANÁRIO

O sino anunciava a hora chegada
Na Torre do Campanário, que beleza!
Enquanto garças pairavam em revoada
Voando livres no lindo voo de realeza.

O sol se escondia na hora da partida
A noiva esperava ansiosa o momento
de unir-se na felicidade que era devida
Selando seu futuro nesse casamento.

Mas, é um futuro incerto para sua vida
Onde felicidade nem sempre acontece
Ao contrário das garças, se sentirá perdida.

Garças voam certeiras na direção seguida
Tomando o destino que na frente aparece
Na certeza da liberdade por Deus permitida.

Elisabete Leite

 DECISÕES E SEGREDOS


Dá-me a certeza do que anseio saber
Palavras são palavras que escoam ao vento
Quero atitudes que me ajudem a viver
Decisões que somem aos flagelos do tempo.

Aos recantos da alma, uns poemas de amor
Em versos e prosas pro poeta chorar
Na paz de um abraço, um sorriso, um olhar
Que se ajustem aos sonhos de um trovador.

 O perfume das flores nas pontas dos dedos
 Que ao toque nos corpos que anseiam gerir
 Suspiros de amor dos antigos segredos
Me elevem aos céus e me façam sorrir!

                                         Socorro Almeida
                                         Recife, 15/01/2022


O QUE ESPERAMOS DE NÓS?

Eu te quero tanto, muito mais do que imagino
Sobra-me tempo pra pensar e cuidar de ti
Tudo por fazer, até pra chorar me sobra tempo
E eu nem imagino o que  queiras de mim.

Tu me pedes para esperar e eu espero sim
Muito mais do que eu queira esperar
E o tempo passa sem que eu veja passar
Apenas um, dos sonhos que sonhei pra mim.

Deixei agora as ilusões pra rever depois
Qualquer hora nos encontraremos por aí
Seja lá, seja aqui, ou em qualquer lugar...

Se não tens nenhum sonho pra nós dois
Se não imaginas, na real, o que quero de ti
Não és aquele que eu insisto em esperar!

Socorro Almeida
Recife, 19/12/2021

 ENCONTRO DE POETAS

 GIOVANNI MEIRELES, Jornalista com Diploma (UFPB), Publicitário (SENAC), foi Secretário de Comunicação do Governo do Estado, Diretor da TV Assembleia Legislativa, editor-geral do jornal Correio da Paraíba e da revista POLITIKA, repórter do Caderno de Cultura de "A União", colunista de "O Momento", "O Norte", "Jornal da Paraíba", blogs PoliticaPB e PB-Agora, apresentador das TV's Cabo Branco, Miramar, Arapuan, Correio, Master e âncora noticiarista das rádios CBN João Pessoa, Jovem Pan Sat, Correio News AM, 98 FM, 95 FM, 107 FM, atualmente é redator do Secretário-Chefe de Gabinete da Casa Civil do Palácio da Redenção e integrante do Conselho Editorial da EPC (Empresa Paraibana de Comunicação).
 giovanni.meireles@lwmail.com.br
(83) 9-9903-1337

ABISMO FALOFÁGICO
Por: Giovanni Meireles
Em, 20/01/2022

Abysmus Abismun Invocat
Abyssus Abyssum Invocatum
Um abismo chama outro abismo
Uma desgraça nunca vem só
Uma tristeza nunca vem só

Um erro acarreta outro
Uma tragédia nunca vem só
Assim como não falo da fala
Não é da língua do homem
Mas da fala da mulher

O nascimento da menina
Que os fados destinaram
A virar a cabeça dos homens

No exercício da fala que falo
Ou no silêncio estrondoso
Do abismo na fala da mulher

 VOLTAR A 97
Por: Giovanni Meireles
Em, 17/01/2022

Violeta Parra cantou
Mercedes Sosa gravou:
"Volver a los diecisiete
Después de vivir un siglo"

Eu digo: descobri Belchior em 1987
Em 87 eu morri, mas em 20, em 22 eu não morro

Eu conto: conheci Tim Maia em 1997
Em 97 eu corri, mas em 20, em 22 eu não corro

Violeta Parra morreu nas mãos da Ditadura Chilena
Mercedes Sosa enfrentou a Junta Militar Argentina

Todos - juntos - vivemos uma Pandemia
Mundial, nordestina, brasileira
Entre nós, alguns sobreviveram
"Los otros" não tiveram a mesma sorte

Ah, se eu pudesse voltar a 1917
Depois de viver um século...

GERALDINHO REVISITADO
DUETO: Giovanni Meireles/Geraldo Alverga (In Memoriam)
Em, 20/01/2022

Se existe um
Shakespeare apaixonado,
Por que não pode haver um
Geraldinho revisitado?

Nos cabelos que deslizam
Num cavalo a galopar
Pela rua, toda nua,
A Lua, admirar

Na figura de um Deus Negro
De repente improvisar
Sete versos de alegria
Vinte modos de te amar

E Alverga me revela
Segredos a não se guardar:

Corpo. 1980. 1990.

Seus olhos
São serpentes
Venenosas
Que me atraem

Seu rumo é ignorado
Pois o labirinto é infinito...

Busca o pouso
Sobre o fio
Úmido e sereno
Da noite

Beijo os cabelos
Morenos
Que te cobrem a nuca"

2000, 2010, 2020
Procuro o mistério do luar

Foge a ave noturna
De um ninho vai precisar
Para descansar seu corpo
Na Eternidade Ressuscitar

 ANJOS
Por: Silvinha França
Em, 14.01.2022

Numa chuvosa manhã
Senti-me dilacerada
Para pegar a estrada
Naquele velho divã
Me envia o Deus tupã
Dois anjos pra me abraçar
Como quisessem falar
Com aquele gesto tão puro
Siga em paz que o futuro
Já está  a te esperar.

 FAMÍLIA
Por: Silvinha França
Em, 14.01.2022

O parente vem no sangue
Nem sempre é família não
Família é quem  nos acolhe
E é  promovido a irmão
É aquele que está contigo
Mesmo que corra perigo
Vai lá e segura a mão.

Família é o  aconchego
Desde a hora da chegada
É  dá  puxão de orelha
Em quem entrou em roubada
Família é quem briga e chora
É  chegar na melhor hora
Pra resolver a parada.

Família assim são vocês
Com imenso coração
E onde quer que estejam
Peço a Deus proteção
Por  todo aprendizado
Pelo carinho, cuidado
Toda minha gratidão.

 RICO QUE NÃO TEM NADA
Por: Silvinha França
Em, 14.01.2022

Todo dinheiro que tens
Para Deus, não  acrescenta
E a vaidade  alimenta
Ostentando  seus vinténs
Troca o amor pelos teus bens
Perde a pessoa amada
De cuja alma elevada
Clama a Deus misericórdia
Para não haver discórdia
Com aquele rico de nada.

Silvinha França (Severina Luís de França) nascida em Guarabira- PB, em 13.12.1979, reside em Araçagi-PB.
Formação acadêmica: Licenciada  em Geografia  pela UEPB, Especialista em Ciências Ambientais pelo Cintep; pesquisadora da pré-história, na região do agreste paraibano; servidora pública no Município de Curral de Cima.
É ativista cultural e organizadora dos movimentos:  ARAÇACULTURA e CORDEL DAS ROSAS .
Seus trabalhos individuais em cordel: A PRINCESA ENCANTADA DA LAGOA DO CAJU, "UM AUTISTA EM MINHA VIDA, SIVUCA - O POETA DOS SONS, CELSO FURTADO-HOMENAGEM AO SEI CENTENÁRIO,  UM CORDEL PARA CLARICE, SÃO JOÃO DO PASSADO AO PRESENTE.
Cordéis coletivos: QUANDO TUDO ISSO PASSAR, DIGA NÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, ENTRE OUTROS.
seus livros individuais: A PRINCESA ENCANTADA DO REINO DE ARAÇAGI, OS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DE ARACAGI.
Livros coletivos: DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DOS CORDELISTAS CONTEMPORÂNEOS,  NIZIA FLORESTA EM VERSOS DE CORDEL, PRÉ-HISTÓRIA UMA COLETÂNEA DE TEXTOS DIDÁTICOS, OUTRA DOSE DE SAUDADE, O BRASIL ENTRE CORDEIS E LENDAS.

Em 06.01.22 ingressou na Academia Guarabirense de Letras e Artes " CASA MARISA ALVERGA ", ocupando a cadeira de n.28, que tem como patrono, Cleodon Coelho. 
 silvinhafranca79@gmail.com
(83)981323458

QUANTO TEMPO
Por: Josenicia Farias de Lima
Em, 19/07/2007

Quanto tempo sem você
Sem eu te tocar
Sem te ver e afagar

Quanto tempo sem você
Toda falta acalentar
Você calou, a alma chorou
Você parou, o corpo ficou.

Quanto tempo sem você.
Essa distância, esse tempo
Já tanto tempo passou.

Quanto tempo sem você.
Ficar assim é uma dor.
É mais que dor, é dor do amor.

SE EU MORRESSE DE AMOR
  Josenicia Farias
12/1/2022

Se eu morresse de amor!
Há se eu morresse de amor!
Estaria aconchegada junto a uma nuvem branca,
Espiando estrelas brilhar,
Feito arco-íris a cintilar.
Voaria para o infinito céu azul.
E lá, parceria logo fazia.
A saudade sem esperar viria,
Pra voltar sem agonia.
Oxalá  o próximo voo alcançaria ,
No aeroporto dos sonhos desembarque fazia.

Se eu morresse se amor!
Há se eu morresse de amor!
O profundo do mar, era lá o encantar e ondas a embalar.
Como gotas de água doce a saciar.
Novos sonhos empilhar
E terra firme  pisar.
Tão de repente, olhos à observar
Em outros olhos afagar.
Toda fala pausar,
E não mais chorar.
Teu peito acalmar e logo se dar.
Nos braços quentes,
Outros braços abraçar,
Se propondo a dançar.

Se eu morresse de amor!
Há se eu morresse de Amor!
Vento forte a cantar,
Como sinfonia te levar
No mais alto do ar
O coração entoando cantoria
Que em instantes sorria,
E a solidão que já dormia.
Uma overdose de amor a tomar,
Todo ser exaltar, como sabiá a voar.

Se eu morresse de amor!
Há se eu morresse de amor!
Como sol de arrepiar,
Que queimar não sabia
Só serenar podia.
Lua nova chegaria ,
E ao lado teu estaria,
Ao céu, chamado atendia
E lá voltaria,
Logo protesto fazia,
Lá não ficaria.
Só permanecia com sua companhia.

Se eu morresse de amor!

Há se eu morresse de amor!

LUA NOVA
 Nice Farias
11-12-2021

Chamo-te de Lua Nova
Por vagar no céu do meu olhar,
Sem esconder  e acalmar
Vivendo a transformar.
Abres a porta dos olhos,
Olhando horizonte sem fim.
Dando graças assim
De olhos prá mim.
Erguendo a cabeça sem véu,
Toda imensidão azul,
Em espetáculo seduz,
Da lua nova que vai e volta
Toda estação contemplar.
Buscando saudades tuas,
Aquietando lembranças minhas.
Lua Nova que faz junto a te
Aquela estrela brilhar,
E juntar-se a nuvens brancas,
Trazendo aqui o sonhar.
Há!!! Lua Nova tu passas rápida
Aqueces o trafegar do tempo,
Toda folhagem contempla
Na sutileza de vento,
Aos teus ouvidos concentras,
O balbuciar suave,
De cada flor se abrindo,
Em frases de amor  ouvindo,
Para você sorrindo
E desejar só vindo.
Adentrando todo calor
Na constante afirmação,
Diagnosticando em canção,
Transbordando o coração.
No luar do teu cantar
De uma Lua Nova,
A outra Lua Nova esperar
Apenas te ver chegar.

Josenicia Farias de Lima, natural de Mulungu PB. Tem formação em Estudos Sociais pela Fafig Guarabira  História pela UEPB, Psicologia pela Unipe,Pós graduação  em: Educação e Saúde, Psicopedagogia, Dinâmica de grupo, Psicologia Cognitiva comportamental .Integra a Academia de Letras, Casa Marisa Alverga ,Guarabira PB. 
 nicefarias20@gmail.com
(83) 98783.9596
 
 

O Silêncio 
Charles Roberto do Nascimento Lima
07/11/2021

Morre o corpo e a voz
Mas fica o seu legado
A sua história a sua obra
Tudo fica eternizado.

Assim é Marisa Alverga,poeta,
locutora,
escritora e jornalista
Um ícone da cultura Guarabirense
Inimitável conquista.

Secretaria de cultura,
defensora da mulher na sociedade
Nunca se cansou dos seus ideais
Atravessou fronteiras  integrou até os livros internacionais.
Perseverante,
persistente,lutou fundou a Academia de letras,em fim se realizou.

Hoje de casa Alfeu Rabello,passa a chama-se casa Marisa Alverga. Seu nome Eterniza-se na História,o seu legado tá no enredo de nossa terra.
 
Meu sertão
Por Charles Roberto
14/01/2022
 
Falar bonito eu não sei
É o meu português
Tão bom assim não é,
Sertanejo cabra da peste
Com muito orgulho eu sou,
Esse é o meu sertão
Te apresento meu senhor.

Aqui tem gente
Que sofre muito com a seca,
Que a sola o sertão ,
Sem falar do gado,
Que morre de cede
Nesse imenso calorão.

A palma as vezes
Serve de alimento,
 por falta de comida
Pense que vida
Dolorosa e sofrida,
É há do sertanejo meu irmão.

Esse é apenas um relato
Do que acontece no meu sofrido sertão,
Vou parando por aqui
Pois me corta o coração,
Falar de uma terra
tão sofrida meu irmão
Que é o meu imenso
E querido sertão.

Cicatriz
Por:Charles Roberto
14/01/2022

Eu sei
Você só quis me usar
Mesmo assim
Eu deixei acontecer,
Sabendo que lá na frente
Eu iria sofrer,
Aquela foi a última noite
Que eu te amei.

No meu coração
Ficou a cicatriz,
Daquela nossa última noite
De amor.
O meu coração
Ainda não se acostumou
Com a sua partida.

A minha vida
Virou uma rotina sem você,
Eu já falei pro meu coração
Pra te esquecer.
Vou até muda de cidade
Pra não bater de frente,
com você.

Quem sabe um novo amor
Fará eu realmente te esquecer.
Mas se isso não acontecer
Eu te peço me da
mas uma noite de amor
e de prazer.

Charles Roberto do Nascimento Lima.
   Poeta, cantor, compositor e locutor. Trabalhou  na rádio Cultura AM nos anos de 2007 ao ano de 2015. Trabalhou na cultura FM e rural AM de 2018 a 2020.
   Nascido na cidade de Guarabira/PB no ano de 1975.
   Tem um CD gravado no seguimento gospel, gravado no ano de 2008.
que tem por título, "Mais que um Servo Teu"
    Casado com Simone Régis Da Silva,com quem tem duas filhas, Kauane Roberta e Kamilly Sofia.
Participou por 3 anos da banda gospel aba pai,no ano de 2010 a 2013.

Membro da Aglacma - Academia Guarabirense de letras e arte casa Marisa Alverga.
 Email:Charlesrobertolima31@gmail.com
83 99852-0719
 

NOTA DA REDAÇÃO: Por erro nosso a mini biografia do poeta Jocélio Francisco não foi publicada na edição do último domingo, pedimos sinceras desculpas ao poeta e a publicamos logo abaixo.
Jorge Leite - Editor

 
Jocélio Francisco é natural de Guarabira,  Formado em História pela universidade Estadual da Paraíba ( UEPB ) e em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa ( UNIPÊ ), é Professor, pintor, escritor, poeta, publicou poemas no livro "Além do Cordel : antologia Versátil - 2017", é membro da AGLACMA -Academia Guarabirense de Letras e Artes "Casa Marisa Alverga"

 

 

 GALERIA

 VIAGEM NO TEMPO
ALGUNS ACONTECIMENTOS MARCANTES DE 1998.

Titanic domina o Oscar, Lançamento de filmes inesquecíveis (Central Do Brasil), Brasil na final da Copa do Mundo, avanços tecnológicos, escândalos políticos, mortes de famosos, esses foram apenas alguns dos acontecimentos marcantes de 1998.

No dia 15 de março de 1998 morria, em Niterói (RJ), Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia

A seleção do Brasil perde a chance de ser penta campeã, perdendo a copa para a França

Durante uma demonstração ao vivo do novo sistema operacional, Windows 98, houve uma falha crítica e uma tela azul diante da plateia.

Esse foi o ano no qual a história de amor de Jack (Leonardo DiCaprio) e Rose (Kate Winslet) foi mostrado na grande tela. Titanic, filme dirigido por James Cameron, foi um fenômeno no mundo, arrastando multidões para o cinema. A obra recebeu 14 indicações ao prêmio do Oscar e venceu em 11 categorias, incluindo melhor filme. 

A maior ferramenta de buscas da internet teve início com um objetivo único: organizar a informação mundial da internet e torná-la universalmente acessível e útil. Fundado por Larry Page e Sergey Brin, o buscador revolucionou a rede de computadores e iniciou uma hegemonia que dura até hoje.

A relação entre o presidente dos Estados Unidos e uma estagiária foi o maior escândalo do ano. Bill Clinton, que estava em seu segundo mandato, teve seu caso com a estagiária Monica Lewinsky exposto nos jornais. Isso o levou a sofrer um processo de impeachment; apesar disso, no ano seguinte, ele foi absolvido de todas as acusações.

両両両両両両両両両両両両両両両両丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣丣

 

 

Jorge Leite e Elisabete Leite editores do Blog Maçayó.

 


domingo, 23 de janeiro de 2022

Um Domingo Tempestuoso

 Blog Maçayó

 EDIÇÃO Nº 473

 LEITURA   DE   DOMINGO

UMA NOITE TEMPESTUOSA

          Era inverno e o vento soprava em todas as direções; raios argênteos riscavam o céu e deixavam o cenário cinzento e penetrante. Helena procurava um local seguro para atravessar o pontilhão de ferro, única via de acesso ao vilarejo onde morava, saiu passando por cima de um emaranhado de ferros e lixos que ocupavam todo trajeto. A garota tremia de frio e medo, pois o local estava mal iluminado e bastante perigoso. De repente, um barulho estridente quebrou o silêncio, a jovem quedou-se, paralisada, e logo depois saiu correndo. A chuva continuava forte, misturando suas lágrimas aos seus cachos loiros, obrigando a se proteger sob a marquise de um velho armazém abandonado. Eram oito e meia da noite e Helena olhou para um ponto qualquer quando uma voz tremida a despertou daquele momento de transe:
           - Boa Noite, moça! O que a senhorita faz por aqui? O local parece ser muito periculoso. Dizem que um paciente de um hospital psiquiátrico fugiu agora mesmo.
          A moça olhou para cima e viu o homem que falava com ela; ele trajava um macacão azul bufento, e tinha um cheiro forte de cerveja choca. Helena desviou seu olhar, porém não consegue livrar-se das mãos calejadas do homem que a segurou pelo braço, e continuou falando:
          - Não quer ajuda, senhorita?
          - Não, obrigada! Eu moro logo mais adiante e já estou atrasada. Disse-lhe.
           Helena despediu-se e deu-lhe as costas. A roupa molhada revelava seu corpo esbelto e seu andar de naturalidade, mesmo naquele momento que o medo a dominava. Ela procurava apressar os passos, mas a chuva deixava o barro molhado, dificultando assim a sua locomoção. Foi quando o inesperado aconteceu, braços musculosos a envolveu em um forte abraço, jogando-a no chão totalmente encharcado. Helena lutava para se livrar, e quase chorando falou:
           - Solte-me, por favor! Eu já falei que não quero sua ajuda.
           Foi quando percebeu que o homem que estava por cima dela não era o mesmo que ela havia se deparado há pouco tempo atrás. Ela continuava lutando para se soltar, enquanto o indivíduo procurava apalpar todo o seu corpo. A garota chorava de tanta aflição e a chuva insistia em continuar caindo, parecia até que eram lágrimas de comoção da jovem. Já sem forças parou de lutar, e em seguida desfaleceu. Subitamente, alguém puxou o indivíduo de cima dela; foi quando percebeu que o homem de macacão azul bufento tinha a salvo daquela situação tenebrosa. Logo depois, uma Kombi do Hospital psiquiátrico parou e levou o indivíduo que estava desmaiado ao seu lado. Helena olhou para cima, e viu o mesmo homem de macacão azul bufento, com seus olhos esbugalhados olhando para ela. Ela quebrou o gelo, e falou:
           - Senhor, desculpe-me! Não sei como agradecer-lhe pelo seu ato de bravura e coragem!
           O homem olhou para Helena, e respondeu-lhe:
           - A senhorita não precisa me pedir desculpas. Deposite sua confiança em mim, e deixe-me acompanhá-la até um local seguro.
           Os dois foram driblando os buracos pelo caminho, ele calado e cabisbaixo e ela envergonhada e triste pelo fato ocorrido. Ele a deixou em segurança na casa dos pais e em seguida foi embora.
          Aquele incidente, acontecido naquela noite tempestuosa de inverno, havia marcado a vida daquela jovem quase definitivamente. Agora, Helena vivia mais tempo em casa.
          Os tempos passaram, a jovem Helena voltou a sua rotina normal... Certo dia, ela estava comprando pão, em uma pequena mercearia, quando aquele homem de macacão azul bufento se dirigiu ao balcão e pediu seis pães francês  e foi lavar as mãos, e quando voltou o balcão está repleto de pães, bolo, torta, biscoitos, bolachas e leite; ele olhou para o atendente, e falou:
          - Senhor, eu não pedi isso tudo!
          O atendente do balcão olhou para ele, e respondeu-lhe:
          - Moço, foi àquela moça que comprou, pagou e disse que era para o senhor.
          O homem de macacão azul olhou para porta e viu Helena salpicando um sorriso para ele, e o homem retribui-lhe com um largo sorriso. A garota se aproximou dele, o ajudou a carregar os comestíveis. Sorridentes, eles saíram conversando empolgados, pela estrada de barro, embora o local lhes fosse acidentado.

Elisabete Leite

MILENA
Por: Baltazar Filho

Amada, mimosa e serena
És lustrosa misteriosa
Assim te digo Milena
Flor do campo majestosa...

Conhecer essa fofinha
Nos fez repensar
Quantas meninas lindinhas
Vivem a sonhar...

És um querubim, iluminada!
Uma andorinha, livre e adorada
Um anjo cheio de luz, revigorada!
Uma pequenina forte e muito amada...

Nos felicitou com candura
Em uma reunião simples familiar
O teu brilho encheu aqueles momentos
Em minutos alegres a gargalhar.

Em, 06/11/2921

ENCONTRO   DE   POETAS

DESAFIOS

Há quem diga que sou  introvertida
Porque nunca falo da minha vida
Há quem diga que sou desafiadora
Por não aceitar qualquer desengano
A vida segue e eu sigo atrás!
Por que desistir de ser feliz
Se a vida é tão fugaz?!

Eu carrego o peso dos desafios
E onde há qualquer tropeço
Vejo chances nos desvios.
Sigo o que dita a minha consciência
E a ela me entrego de corpo e alma
Assim como os poetas na sua essência
Seguem os desafios do amor sincero
Na saudade sentem dor  
E nunca se desesperam!

Socorro Almeida
Recife, 12/01/2022

O AMOR E O TEMPO

Pagamos um preço alto pelo amor de alguém
Achando que o tempo cura a ferida que deixou
Pensamos que ele é nosso amigo, mas não é
Passa veloz, rindo muito da nossa dor!...
Enquanto somos jovens nem o percebemos
Às escondidas, à espreita, ele nem se importa
Com as rugas que lança ao nosso rosto
E se diverte... ante a juventude morta!

O tempo, pois, não expira e só magoa
À medida que as nossas vidas passam
Mas é tão sábio quanto as intenções de Deus
Que o fez na medida certa e com sabedoria...
As dores do amor se extinguem com o tempo
Os nossos sonhos se apagam na partida
Mas o verdadeiro amor, nem o tempo se atreveria!

Socorro Almeida
Recife, 30/08/2021

GRATIDÃO
Por: Pe. Emiliano Camilo
Em, 22/11/2021.

Minha mãe! Minha esposa, meu filho! Minhas filhas!
Mãe de outros filhos que outras mães serão!
Não sei como cabeis num coração
Que por igual vos cabe na partilha!

Sois a luz que ilumina a minha trilha!
Minha estrela! Meu sol! Meu ar! Meu pão!
E eu vos dedico a mesma adoração
Por não saber de vós a que mais brilha!

Do mar revolto ao lago mais sereno
Do máximo infinito ao mais pequeno
Do simples grão de areia à imensidão...

Minha mãe, minha esposa, minhas filhas e meu filho
São todos do ABC de uma cartilha
Toda feita de amor e gratidão! 

MALÍCIA
Por: Pe. Emiliano Camilo
Em, 22/11/2021.

No homem a malícia é tanta
Que, bonita ou mesmo feia
A mulher que mais encanta
É sempre a mulher alheia.

SAUDADE

Saudade, sombra tristonha
Duma ventura perdida
Companheira de quem sonha
Pelas estradas da vida...

AS ROSAS

Disse-me, um dia, um velho atheu sorrindo:
Nossa Senhora si é uma só, porque há de haver,
Desligurando-lhe a unidade, tantas Nossas senhoras¿ Era lindo.

O dia. Em torno, estavam colorindo
Um jardim, no esplendor da virgindade,
Rosas... E quantas! Em variedade!
Todas voltadas para o azul infindo.

Eu não lhe responde. Mostrei-lhe apenas.
Aquelas rosas que, de tão serenas,
Ainda me pareciam mais formosas.

És velho atheu, vendo-as, em sã consciência,
Na forma várias, mas iguais na essência,
Viu que Nossa Senhora é como as rosas.

Pe. Emiliano Camilo

Padre Emiliano Camilo?

     Nascido em 22 de novembro de 1974 e natural de Guarabira-PB; filho de Virgílio Camilo Filho e Maria Aparecida Barbosa; foi criado em um lar religioso de família praticante na fé.
     O padre Emiliano Camilo formado em: História, Pedagogia e Teologia especialista em: Supervisão Educacional, História do Brasil e Educação, Desenvolvimento e Políticas Educacionais. Mestre em Ciências da Educação e Doutor também em Ciências da Educação.
     Pároco da paróquia São Pedro e São Paulo, professor do Ensino fundamental II, Ensino médio e Superior com vários artigos publicados, livros e poemas.
      Membro da Academia de Letras e Artes de Guarabira-PB e atual presidente.

 emilianocamilo@bol.com.br 

SENHORA DA LUZ
Por: Jocelio Francisco
02/02/2021

És a Mãe que guia, amor que conduz
E nos abençoa como filhos teus,
Sagrado o teu manto, Senhora da Luz
Que nos faz sentir a presença de Deus.

Oh! Virgem Maria, feliz é teu povo
Que pede socorro, com fé, devoção
Restauras o ser, refaz tudo novo
revives o amor em qualquer coração.

És o resplendor, Luz de todo canto
cessa nosso pranto, cura nossa dor
Eterna doçura, sagrado o teu manto
Com sua beleza transmite o amor.

Senhora da Luz, és nossa Padroeira
Porque és a mãe sublime da bondade
Teu divino manto é a nossa bandeira
Na nossa fronteira combate a maldade.

PROJETO INACABADO
Por : Jocelio Francisco
10/12/2018

Sou projeto inacabado,
em constante construção.
Os pedaços de retalhos,
são minha composição.
Sou formado pela vida,
sou inteiro, e sou ferida,
numa eterna evolução.

PAI
Por: Jocelio Francisco
13/08/2017

Pai, meu fiel companheiro
meu tesouro, meu amado,
é meu amigo verdadeiro
no presente, no passado,
com amor e com carinho
me ensinou qual o caminho,
que devera ser trilhado.

Os seus cabelos grisalhos
descoloridos aos anos...
Sob a proteção divina
porque d'Ele são os planos,
na lembrança pensamentos,
retalhos de sentimentos
e de sonhos soberanos.

Pai, és minha fortaleza,
defensor, ombro amigo
nos momentos de tristeza,
és meu teto e meu abrigo
guardarei a tua imagem,
teu exemplo de coragem
levarei sempre comigo.

celiogba@gmail.com

Imortalidade

Quando o nosso sonho se torna do outro
Se compomos um belo poema,
Aí sim nos tornamos imortais,
Se compreendermos realmente quem somos,
Sem se entregar a um mundo voraz
Onde tudo é artificial
Saberemos, enfim, o que é o começo ou o final
Eternizando o meu pensamento,
Compondo e brincando com o saber,
Algumas vezes sonhando que minha vida é você.
Mas apenas viajo no tempo... que tempo?
Um  tempo original,
Reservado para quem quer ser imortal.

Por: Amando Anacleto
Em: 21.12.2021

Atenção

Como tudo seria se não houvesse atenção?
Certamente uma grande confusão
Tendo, ao mesmo tempo,
Ao mesmo tempo era tudo,
Uns saindo, outros chegando,
Carros engolindo carros,
Polícia junto ao ladrão,
Todos mega assustados,
Morriam do coração.
Seria tudo mais prático
Se tivéssemos mais atenção!

Por: Amando Anacleto
Em: 16.11.2019

Poema n° 2:  ELA

Nasceu pra ser uma estrela radiante
Pois, tantas vezes brilhou
Como atriz, professora, poetisa amante
Daqueles a quem ela mais amou.

Seus filhos, seus amigos
Quem com ela viveu
Até mesmo as personagens de seus livros
Mariza amava muito aquele
Que já morreu, Geraldinho, filho seu

Mas sobretudo, amava a vida, a poesia
Viveu sempre com alegria, era assim o seu jeito
Quem fez verso e prosa para a noite ou para o dia
Falará de: Mariza esse ser quase perfeito!

Por: Amando Anacleto
Em, 18/11/2021

Amando Anacleto de Souza, natural de Guarabira-PB. Tem curso de formação para o magistério, licenciado em História pela UEPB, pós-graduado pela FFM, no curso de Metodologia de Ensino Superior, Técnico em Enfermagem, professor do ensino fundamental 1 e 2. É membro da Academia Guarabirense de Letras e Artes, Casa Marisa Alverga.

professoramando95@gmail.com

G  A  L  E  R  I  A

Elias dos Santos, Nasceu em Caruaru - PE a 02 de agosto de 1958. Radicado na cidade De Guarabira - PB, pinta desde os 12 anos. É artista plástico, poeta, músico, violonista, dramaturgo, ator, ilustrador e professor de artes. Criador do projeto Artes Plásticas Para o Povo em Artdoor. Foi Ministrante dos  Cursos e oficinas pelo Sesc, Senai. Participação em exposições, salões de arte e bienais em várias cidades do Brasil. Atuou como colunista da página de arte em dois jornais.
Atualmente leciona artes visuais em duas escolas. Trabalha na Secretaria de Cultura do Município de Guarabira - PB, como diretor e curador da Galeria de Artes Antônio Sobreiral.