domingo, 20 de fevereiro de 2022

Recordando os Carnavais..

 
 Blog Maçayó

Edição Nº 477

 
Carybé (Hector Julio Páride Bernabó)
 
 LEITURA   DE   DOMINGO
O BLOCO DAS ILUSÕES
        

  Era terça-feira de carnaval do ano de dois mil e dezoito, o astro rei nascia radiante por entre as folhas verdes dos coqueiros, na exuberante Ilha do Sol Nascente, um local aconchegante localizado em um ponto qualquer do Nordeste. Eduardo Jorge amava blocos de rua e vivia constantemente cantarolando um bom frevo. Ele acordou muito animado porque, naquela manhã, o Bloco das Ilusões arrastaria centenas de foliões pelas principais ruas da Ilha, fazendo um grande desfile de máscaras e adoráveis fantasias; colorindo o cenário e contagiando a todos. Eduardo saiu apressado à procura da sua amada, Marina, para juntos desfilarem vestidos a caráter. Eduardo e Marina namoravam desde crianças e viviam trocando juras de amor, ele se aproximou da namorada, e disse-lhe:
          - Marina, minha querida, já estamos atrasados! Vamos depressa para a concentração do Bloco!
          Marina, olhou sem graça para Eduardo, e respondeu-lhe:
         - Ah! Pode ir na frente que irei depois. Ainda vou arrumar meu cabelo.
          Eduardo achou o posicionamento de Marina muito estranho, mas ficou calado e saiu sem nem olhar para trás, foi caminhando lentamente para a concentração do bloco que sairia da Praça do Coreto até a Avenida Beira-Mar.
            Eduardo era um jovem esbelto de cabelos castanhos, olhos negros e sorriso encantador, seu maior vício era a paixão arrebatadora que sentia pela misteriosa Marina, que aparentemente correspondia ao amor dele; pelo menos até aquele dia.
            Exatamente às dez horas da manhã o desfile tomou conta das principais ruas, e a execução de uma antiga marchinha contagiava todo mundo,  dando início oficialmente ao tão esperado evento. Assim, um trio elétrico tocava, com muita harmonia e interação, arrastando seus foliões:

"BLOCO DA SOLIDÃO

Angústia, solidão
Um triste adeus em cada mão
Lá vai meu bloco vai
Só desse jeito é que ele sai
Na frente sigo eu
Levo o estandarte de um amor
Amor que se perdeu no carnaval
Lá vai meu bloco e lá vou eu também
Mais uma vez sem ter ninguém
No sábado, domingo
Segunda e terça-feira
E quarta-feira vem o ano inteiro
É sempre assim
Por isso quando eu passar
Batam palmas pra mim
Aplaudam quem sorrir
Trazendo lágrimas no olhar
Merece uma homenagem
Quem tem forças para cantar
Tão grande é minha dor
Pede passagem quando sai
E comigo só, lá vai meu bloco, vai
Angústia, solidão
Um triste adeus em cada mão
Lá vai meu bloco vai
Só desse jeito é que ele sai
Na frente sigo eu
Levo o estandarte de um amor
Amor que se perdeu no carnaval
Lá vai meu bloco e lá vou eu também
Mais uma vez sem ter ninguém
No sábado, domingo
Segunda e terça-feira
E quarta-feira vem o ano inteiro
É sempre assim
Por isso quando eu passar
Batam palmas pra mim
Aplaudam quem sorrir
Trazendo lágrimas no olhar
Merece uma homenagem
Quem tem forças para cantar
Tão grande é minha dor
Pede passagem quando sai
E comigo só, lá vai meu bloco, vai..."

          Enquanto o povo cantava, Eduardo corria pela multidão tentando encontrar Marina. De repente, Eduardo fica inerte pela cena que jamais sairá do seu pensamento: Marina estava aos beijos com um desconhecido, que nem da comunidade era. O rapaz se aproximou do casal, e falou:
           - Marina, o que está acontecendo? Quem é este rapaz?
            A garota sorriu ironicamente, e depois respondeu-lhe:
           - Eduardo, deixe de besteira! Que no Carnaval ninguém é de ninguém. E saiu frevando.
           Eduardo ficou transtornado e completamente desiludido pelo fato ocorrido, e deixou O Bloco Das Ilusões quase chorando...
           Quando o desfile terminou já era quase noite, mas a avenida continuou tomada pelos foliões mascarados e fantasiados que pulavam e cantavam pelo calçadão as adoráveis marchinhas dos antigos carnavais.
           No outro dia, tudo voltou parcialmente ao normal. Marina foi procurar Eduardo para pedir desculpas, mas Eduardo havia viajado para uma outra cidade. E assim, até hoje Marina continua chorando rios de lágrimas por Eduardo que nunca mais a procurou.

Elisabete Leite - 13/02/2022

PASSANDO MEU RECADO

Ah, desculpe toda a minha franqueza!
Meu amor é intenso para ser inventado
Neste momento eu tenho toda certeza,
Não quero, de novo, sofrer como no passado...

Chorei tanto que às minhas lágrimas secaram
Tenho inúmeras chagas em meu coração
Os melhores momentos se eternizaram,
Mas acreditar em seu amor é pura ilusão...

Quero viver rimando versos, fazendo poesia
Sonhar dando asas à minha imaginação
Vivenciar um sentimento com paz e harmonia
Ser feliz, comigo mesma, é a minha missão...

Não acredito em quem não me valoriza
Quem expressa sentimento sem emoção
Não quero conviver com quem me desvaloriza
Prefiro viver sozinha, é a minha decisão!

Elisabete Leite
  
Carybé (Hector Julio Páride Bernabó)

 ENCONTRO DE POETAS
 
 MEDIUNIDADE NÃO É UM MITO
SÓ QUEM ESTUDA É QUEM SABE


Muitos tem o seu dom
Se usados com verdade
Para ser um homem bom
Não importa a idade
Que esse ônus Divino
Nas mãos sejas forte ou franzino
Raimundo, Divaldo ou Francisco
É tudo que vejo e acredito
Mediunidade não é um mito
Só quem estuda é quem sabe

Entre a vida e o espírito
Esta misericórdia recebo
Não quero entrar em atrito
Nesta força percebo
Que este povo brasileiro
E também lá do estrangeiro
Que este Poder concebo
Esta Ciência Divina admito
Mediunidade não é um mito
Só quem estuda é quem sabe

Autoridades já comprovaram
Sua pureza e agilidade
Outros com suas lutas
Ama seu irmão com verdade
Estes fluidos entendidos
E sendo bem a atividade
Do anciãos ao mais novo
Eu já vi ser atendido
Mediunidade não é um mito
Só quem estuda é quem sabe

Com uma planilha na mão
Outros em grandes salões
O importante é ter fé
E amor nos corações
Que o Bom Jesus de Nazaré
É quem comanda a sessão de pé
Com todos Seres Divinos
O conhecimento seja caboclo ou erudito
Mediunidade não é um mito
Só quem estuda é quem sabe

Esta Glória de abrir o mar
Do aleijado andar e o cego enxergar
Do morto cá no chão levantar
Das mazelas do corpo curar
Com o pensamento em Deus
E na Virgem Mãe Soberana
Que o Mestre amado entrega aos seus
De tudo já mostro e tenho dito
 Mediunidade não é um mito
Só quem estuda é quem sabe

D. Alighieri
 
 Vamos juntos buscar

Busco perfeição
Busque Perfeição
Pois outra coisa
É tão somente ilusão
Busque Perfeição

A ilusão de achar que seu ponto de vista está certo.
O ignorante só vê só enxerga um palmo além de sua testa.
Pra quê se achar o máximo usando menos de dez porcento de suas faculdades,
Na maioria das vezes sendo mal empregado
Busque Perfeição!

Busco perfeição
Busque Perfeição
Pois outra coisa
É tão somente ilusão
Busque Perfeição

Apontarmos erros é fácil
Quero ver fazer o que faço
Identifica-lo e corrigir passo a passo Busque Perfeição,
Lembre-se quem fala do outro a você a outro falará no mesmo julgo do que te falam,
Pode anotar, conferir, testemunhar.

Busco perfeição
Busque Perfeição
Pois outra coisa
É tão somente ilusão
Busque Perfeição .  

D. Alighieri
 
 ESPERANÇA EM MARTELO AGALOPADO

Admiro da mulher, a pujança
De poder gerar em si outro ser
Que aos seus olhos passa a crescer
E receber amor quando criança.
Párvulo que traz signo de esperança
Envolto no tecer de suas malhas,
Tecido do destino, das batalhas
Que a vida lhe apresentará.
A cria crescendo feliz, quiçá
Viverá sem cometer muitas falhas!

Bendito carrossel da esperança,
Tu que giras em torno da saudade,
Por que não garantes felicidade
No universo de toda criança?
O mundo não inspira confiança,
Pois há quem desflore, tire proveito
Da criança, lhe pode o direito
De sonhar em seu mundo infantil.
Ó carrossel, queremos-te gentil
A girar no mundo, sem preconceito!

A esperança não deve deixar
De no meio dos homens existir,
Nós temos o direito de sorrir,
De nos permitir ao maravilhar.
Quem sonha faz sua chama brilhar,
Sabe esperançar com paciência
Focando princípios, resiliência,
Como fazem os líricos poetas
Nos seus idílios de pujanças retas
Compreensíveis a Deus, à ciência!

Chico Mulungu
 11/11.2021

DITO NORDESTINADO

Ser um filho do Nordeste
É uma coisa a qual sou grato,
Leia bem o meu retrato
Se quiser fazer o teste,
Eu sou um Cabra da Peste,
O dito nordestinado.
Se não for do seu agrado
Perdoe-me a ousadia,
Piso em chão de poesia
Que me faz obstinado.

Na parede pendurado
Meu retrato coaduna,
Harmoniza, enche a lacuna
De um viver por mim sonhado,
Sofrido, mas muito honrado
Do jeito que mamãe disse
Pr’eu fazer, na meninice
De tanto amor e alegria
Quando o meu pai me dizia:
Eu não tolero arteirice!

Hoje vejo que a velhice
Para mim também chegou,
Meu circuito completou,
Vivo bônus... Que tolice!
Meu viver não é mesmice,
Eu vivo dia após dia
Submerso em poesia
Qual caboclo sonhador
Ou matuto rimador
Em completa sintonia.

Chico Mulungu
   11.11.2021

 
Chico Mulungu, poeta paraibano nascido em Cruz do Espírito Santo - PB e radicado em Guarabira. Seu nome de batismo é Francisco Severino da Silva e viveu toda sua infância em Mulungu-PB, terra natal de sua família. Tem 02 livros solos publicados: “Fio-Fio Cabelos de Sapo em A Multiplicação do Ovo (Contos infantojuvenis - 2015)” e “Transbordando Poesia (Poesia, cordel e soneto – 2019). Tem participação em 15 Antologias Poética de várias editoras de todo Brasil.
É cordelista membro da ACVPB – Academia de Cordel do Vale do Paraíba, da AVL – Academia Virtual de Letras e da AGLACMA – Academia Guarabirense de Letras e Artes – Casa Marisa Alverga. Integrou a “Coletânea Cordelistas Contemporâneos – 2017” e em 2020 integrou o “Dicionário Biobibliográfico dos Cordelistas Contemporâneos”, publicações da Nordestina Editora.



 
 
SEGUIR EM FRENTE
Por: Chico Mulungu
13.01.2022

I
Como um ente pecador
Do tempo sou passageiro,
Nordestino, brasileiro
A professar meu amor.
Eu sou temente ao Senhor
Criador de céu e mar,
Que nos ensina a amar
Pra que haja harmonia
No mundo que gera e cria
Todo ser que prosperar.

II
Combustível pra sonhar
Tenho pra seguir em frente,
Se há mormaço, tempo quente
Detendo meu caminhar,
Eu procuro me abrigar
Em sombra de juazeiro...
Quem nasceu pra ser guerreiro
Pisa firme o pé no chão
E escutando o coração
Segue seu norte primeiro.

III
É preciso ser ligeiro,
Recuar quando preciso,
O mundo traz prejuízo
Sob o tempo passageiro.
Avançar, ser pioneiro
É tudo que se precisa,
Viver é sentir a brisa
Que traz o sorriso ao rosto,
Este quadro estando exposto
Boa arte o eterniza.

CALANGUEAR
Por: Chico Mulungu
13.01.2022

I
Qualquer cabra que vagueia
No deserto da Caatinga
Não abre mão da moringa,
Do líquido que lhe norteia...
Se não o beber não mapeia
Muitos palmos nesse chão
E pode até ter visão
Fantasmagórica que assusta,
Um gole d’água lhe custa
Seu progresso no Sertão.

II
Neste ambiente é que ando
Vestindo a fauna e a flora,
Onde o lagarto não chora
Por viver calangueando
Sobre os lajedos predando
Ou seguindo presa a eito,
Num arrastar-se perfeito
Qual o disfarce fatal
Da mãe da lua, urutau
Ao camuflar-se com jeito.

III
Viro bacurau no oco
Como fosse pica-pau
Na Caatinga e passo mal,
Se não vejo o salta-toco
Gritando sem ficar roco,
Enquanto salta no arame
Farpado, que marca infame,
Os limites do cercado
Onde vai pastando o gado
Ferrado com sigla, nome.

IV
Na seca intensa evapora
Toda água e racha o chão,
Sem folha, a vegetação
Um novo ciclo incorpora,
Mas bode faz sua hora
Adaptado, nem liga.
Todo vivente se abriga
Na sombra do juazeiro
Que de janeiro a janeiro
É verde, coisa que intriga.

V
Neste árido ecossistema
Se a chuva não se demora
A cair, tudo incorpora
A normalidade extrema,
Carcará voa à jurema
Pra devorar sua presa
E a noite faz-se acesa
Pela luz do vagalume,
Enquanto exala perfume
Das flores da natureza.

VI
Quando deixar este mundo
E no céu eu for morar
Se puder, irei voltar
Sempre à Caatinga, segundo
O aprendizado profundo
Que esse ambiente me deu,
Bioma que protegeu
Saber em meu intelecto,
Perpassa-me o retrospecto
Da vida em meu apogeu.

NAUTA EM DIVAGAÇÃO
Por: Chico Mulungu
13.01.2022

Meu ser chora febril, a desilusão
Atordoadora do que restou
Em mim, de um alguém que já me amou
E que também foi a minha paixão.

Busco entender porque me deixou
Esse amor, sem ouvir meu coração.
Tornei-me um nauta em divagação
Em um mar de pensamentos, que sobrou.

Neste pélago, tenho por companhia
A lua que me inspira poesia
E vela intensamente, meu penar.

Sonho, um dia arpar nalgum trapiche
D’outro amor, para que não se espiche
Minha veemente digressão no mar.

SÃ POÉTICA INFINITA

Sinto influência do céu
E o zodíaco me palpita,
Rege o meu poetizar.
Sou feliz por minha dita
Ser apreciar o belo,
O pitoresco, o singelo
Na Mãe Natura erudita.

Procuro nos versos meus
Transmitir fascinação...
Adentrando alma de flores
Na noite, em contemplação,
Enchendo-me do perfume
Das rosas que vagalume
Clareia na escuridão.

Se a verve me possui
Com sua porção bendita,
Minha alma entorpecida
De alucinógena amanita,
Percebe o verso fluir
Tendendo-se permitir
À sã poética infinita.  

Procuro manter meu ser
Livre de improbidade,
Puramente em consonância
Com estado de humildade.
Permito-me a alegria
Ao transvazar poesia
Da minha capacidade!

Chico Mulungu
     06.91.2022

CENTENÁRIA GUARABIRA

Aos pés da cordilheira da Borborema,
Estática estás, bela Guarabira.
Garça azul que turista admira
Nos contemplares da Serra da Jurema!

Toca da poeta Marisa Alverga,
Terra de Nossa Senhora da Luz,
Do Pavão Misterioso que seduz
A quem os traços do cordel, enxerga...

Tu que fostes Vila de Independência,
És hoje berço em suficiência,
De tantos artistas. Chão de poesia!

Ó Centenária, urbe pioneira!
Abraças a todos quão hospitaleira,
Aos que te visitam, és só alegria.  

Chico Mulungu
    26.11.2021
 
 Guarabira, 134 anos de emancipação política.
Parabéns, querida Rainha do Brejo da Paraíba!
 
Carybé (Hector Julio Páride Bernabó)
 

José Luís de França Segundo - Zé Luís, como é conhecido popularmente, nasceu em 25/03/1965 na comunidade rural de Impueira, município de Pirpirituba PB, filho dos agricultores, João Luís de França e Sebastiana Maria da Conceição, cursou o ensino médio na Escola Estadual Augusto de Almeida, onde integrou a comissão que lutou e buscou a implantação do ensino médio para o município, autodidata nas artes cênicas, é ator e foi diretor de Grupos Teatrais. Como compositor, escreveu várias letras de cantos para as comunidades, assim como Hinos para entidades e escolas. Foi professor pela Diocese de Guarabira. Em 1996 destacou-se como o Conselheiro Tutelar mais votado do Estado da Paraíba. É membro da Academia de Letras SAGRADA FAMILIA (ALSF) com sede em João Pessoa. Zé Luís foi idealizador da tradicional festa de São José do bairro da Caixa D’água - Pirpirituba Pb. Em 1983 escreveu  sua primeira peça de teatro intitulada “O Amor Vence Barreiras”, em 1993 começou a escrever cordéis e outras poesias. É autor de várias poesias entre outros. Publicou o livro “Contos e Recantos de nossa Terra - Pirpirituba em versos, obra onde em versos faz um resumo da belíssima história de nossa cidade. Atualmente ele é Agente Comunitário de saúde.
  
O Sentir dos  Sentidos

Sentir, 
O que pode ser ansiedade
A presença distante dá saudade
No reverso do simples da razão
É um Ser que sozinho é solidão
Por entre rostos buscando te encontrar
De relance desejo o teu olhar
Das perguntas as respostas mais amena
Qual perfume da flor da açucena
que exala aroma a se respirar
Há um longo caminho a caminhar
Um até logo que parece um adeus
Que corrói e destrói os sonhos meus
Sentimentos de angústia ou tristeza
Tão humilde que esconde a grandeza
De um querer padecer pra retornar
Esse poema eu quero te ofertar
Pra na vida jamais ter que sofrer
Ah, quem dera eu pudesse escolher
Só assim o sentir tinha razão
E acabar de vez com a solidão
Por que "Sim" o bom da vida é AMAR.
        
Zé Luís -Pirpirituba agosto de 2013
 
 Moise, Presente !

O Brasil do carnaval,
Do samba, do futebol
De belo raiar de sol
De tanto potencial
Vai se mostrando brutal
Quando o assunto é racismo
Vê-se a alta de um fascismo
Bem no seio da Nação
Gente perdendo a visão:
Cegueira e barbarismo

Moise aqui foi vitimado
Violência com paulada
Escrevo muito chocada
Com o que foi noticiado
Calmantes? Quero um bocado
Mas antes vou versejar
Pra algum coração tocar
A qualquer hora do dia
E uma simples poesia
Possa uma mão afagar

Era um jovem Congolês
Que veio refugiado
Sem ter dinheiro guardado
Quis seus duzentos da vez
Pelo trabalho que fez
Deveria receber
Nunca imaginou morrer
Por aquela mixaria
Com tanta selvageria
Que me custa descrever

Bem no Rio de Janeiro
Lá na Barra da Tijuca
Um inesperado machuca
Faz doer o mundo inteiro
Como em "O Navio negreiro"
Castro pôs-se a declamar:
"Em sangue a se banhar
(Num)... estalar de açoite
Homens negros com a noite
(Vão)...Horrendos a dançar "

É certo que a escravidão
No Brasil anda arraigada
Ficou muito impregnada
Na elite da exclusão
Atraso pra evolução
De uma Nação Soberana
Que pouca energia emana
Para o quesito equidade
Há cinzas de iniquidade
E muita pessoa insana

As cores de uma bandeira
Distintas das raciais
Algumas menos iguais
Outra parece maneira
Tez branca não é barreira
Cor negra parece afronta
Mas o vermelho desponta
No sangue de um cidadão
Que ao querer transfusão
A cor da pele não conta

Cristine Nobre Leite
 
 AQUELE TROVADOR

Eu sinto saudade daquele trovador
Às escondidas sob a nossa janela
Sem que eu, ou a minha mãe soubesse
Se aquele canto tão cheio de amor
Era dirigido a mim, ou dirigido a ela.
A gente disputava cada canção
Sem nem saber quem era o  trovador
Os acordes perfeitos, os dedilhados
Entre as cordas do seu  violão
Enchiam o mundo e o céu de amor!
Como toda mulher, tivemos curiosidade
Quem era que cantava à luz das luas?...
Seu amado esposo, meu saudoso pai!
As canções eram cantadas pra nós duas!
Agora eu me pergunto saudosamente
Se eu seria capaz de amar assim
Se eu tivesse um trovador só para mim!...

Socorro Almeida
Recife, 11/02/2022

MOTIVOS

Eu caminhei, e caminhei, além dos motivos
Porque nada o que fazer eu tinha
Encontrei pessoas com motivos tolos
Carregando tristeza, assim como a minha!

Senti pena ao vê-las desorientadas
E a uma delas eu ousei perguntar:
- Que fazes por aqui, e por que choras?
Deves ter muitos motivos pra chorar...

- Não! Apenas curioso em conhecer
Outras mulheres e deixei a  minha
Agora eu não sei como voltar!...

- E quanto a você, meu rapaz
Que faz aqui nesta cidade?
- A intransigência dos meus pais
A quem não tenho que ceder
Às suas tolas vontades!

Aí, eu me pergunto...e quanto a mim
O que estou fazendo aqui
Se nem motivos tenho pra fugir?!

Socorro Almeida
Recife, 22/01/2022
 
 
G  A  L  E  R  I  A 
 
 
 
 
 
 

 

"Fico feliz em poder, através da minha obra, homenagear o carnaval que é a alegria dos foliões, dos brincantes, dos maracatus, dos caboclinhos; principalmente o frevo de Capiba e do povo pernambucano com sua cultura e tradição, por isso intitulo minha exposição no Blog Maçayó de: Amor ao Carnaval. Mais um ano sem o tradicional Carnaval, mas o frevo será sempre motivo de alegria para os nossos corações." Elias dos Santos.
 

 

30 comentários:

  1. Hoje, a Edição do Blog Maçayó, está pura emoção, principalmente porque chega com muito brilho, cores, fascinação, grandes reflexões e muita inspiração; como também, momentos poéticos suaves, de leveza peculiar e imagens que relembram a tradição do frevo, dos grandes Carnavais.
    O Cantinho do Saber tem a honra de compartilhar mais um conto de minha autoria que traz como temática o amor e suas Ilusões no carnaval. Como também uma poema que retrata temas afins. Na seção Encontro de Poetas, um desfile mágico, de ilustres e seletos poetas que sabem versejar em seus específicos estilos.
    Quero salientar que todos os poemas estão belíssimos e bem inspirados, nenhum poeta economizou em suas emoções, ao contrário, temos o melhor da arte compartilhada por aqui. Os versos apresentam muita riqueza de conteúdo e criatividade em temas diversificados. Parabéns, para todos que desfilam com suas obras-primas! Aplausos, para este show de arte poética!
    Temos também notáveis estréias, três ilustres poetas (Chico Mulungu, D. Alighieri e Zé Luís) que estão embelezando ainda mais a edição de hoje com seus lindíssimos e expressivos poemas para o deleite de todos. Parabéns poetas, por tanta arte! Sejam bem-vindos!
    Tudo aqui, em nosso Recanto de Amigos para Amigos, mostra POESIA da mais alta qualidade.
    Na galeria temos mais uma vez o ilustre artista e grande poeta Elias dos Santos que faz uma homenagem toda especial ao nosso Carnaval. Parabéns, mestre Elias dos Santos! Pela sua magnífica arte . Quero agradecer ao poeta Jorge Leite, meu querido irmão, pela sua grandiosa arte final. Parabéns e gratidão!
    Eu quero aproveitar e agradecer a participação e presença constante de todos os poetas que somam nas páginas do Blog Maçayó.
    Quero desejar um Feliz Domingo a todos vocês com Paz, Serenidade, Amor, Saúde, Alegrias e muita Fé.
    Obrigada pela amizade e carinho de vocês, como também dos visitantes e leitores.
    Um afago na alma 🤗 e um abraço caloroso no coração ❤️de cada um.
    Até a próxima Edição!

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  2. Rita de Cassia Soares20 de fevereiro de 2022 09:42

    É muito bom, acordar e sentir a poesia no ar,encher o coração de magia e saltar, recordar o carnaval da alegria, mesmo sem blocos, sem o maracatu, sem o galo da madrugada sem Capiba, sem os bonecos gigantes de Olinda, mas aqui no Blog Maçayó a nossa história muda e contagia leitores, visitantes, estreantes e aqueles que apreciam e valorizam a arte de versevar.
    Aqui eu estou em casa feliz e grata por tudo que os organizadores deste magnífico blog faz Dr.Jorge Leite e sua irmã professora poetisa contista Elisabete Leite sempre trabalhando em prol da nossa cultura.
    Parabéns aos poetas entreantes grandes amigos Ze Luiz e Chico Mulungu dois cabras da peste do interior do Nordeste.
    Seu conto Bete maravilhoso,Socorro Almeida Dra Cristine magníficas, Elias deixou a cor do blog brilhar com mais intensidade.
    PARABÉNS a todos com suas diversidades.
    Um domingo de luz para todos nós.

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    1. Obrigada querida amiga poeta Rita de Cássia seu comentário é enriquecedor para o nosso Blog Maçayó, principalmente porque os comentários aqui são tão relevantes quanto as artes compartilhadas. Beijinhos em seu lindo coração.
      Bom domingo!😘❤️🌹

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  3. Respostas
    1. Gratidão professor Marciano Dantas de Medeiros pela ilustre visita e gentil comentário. Bom domingo!☀️

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  4. Bom domingo, amigos! Passando para prestigiar a página do nosso blog de hoje. Que por sinal está muito enriquecedora com um maravilhoso conto carnavalesco e suas Ilusões na hora de aproveitar o frevo. Amei seu recado Bete que serviu direitinho para a minha situação de vida, devemos valorizar quem nos valoriza. Os poemas estão adoráveis, sem exceção de nenhum, muita arte deversificada e de grande valor poético. Parabéns pela galeria de hoje, o nosso Carnaval foi muito bem representando na arte do artista Elias dos santos. Parabéns também para o amigo Jorge Leite pela sua grandiosa arte final.
    Mais uma vez aplausos pelo conjunto.
    Abraços e saudades!
    Até o próximo domingo.

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    1. Obrigada minha amiga Betânia pelo carinhoso comentário. Fico muito feliz que tenha gostado do conto. Sim, todos os poetas estão de parabéns pelas lindíssimas poesias compartilhadas por aqui. Um olhar especial na brilhante arte de Elias dos Santos.
      Gratidão amiga!
      Abraços 🤗🤗❤️🌹

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  5. O blog está um encanto, parabéns a todos os colaboradores como sempre sensacional ⚘🌿🌷🌹🌼🥰🌹🌹❤❤

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    1. Obrigada amiga Marineide pelo se carrinho de sempre. Um beijo em seu lindo coração ❤️.
      Bom domingo!

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  6. Bom domingo, pessoal! Que bom poder recordar o nosso Carnaval. A página do Blog está sensacional, muita arte. Cultura, tradição e poesias. Belíssimo o conto da amiga Bete que hoje fala sobre as desilusões amorosas no Carnaval. Já presenciei muitos amigos que acabaram relacionamentos amorosos durante o Carnaval e voltaram na quarta-feira de cinzas. Lindo e bem sentido poema da Bete. Todos os poemas do Encontro de Poetas estão maravilhosos e os poetas estão de parabéns. Gostei das imagens sobre o Carnaval e da arte do poeta Elias dos que arrasou na perfeição. Parabéns para todos. Quero parabenizar também ao poeta Jorge pelas ilustrações.
    Ate breve do amigo,
    Henrique

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    1. Obrigada meu amigo pela ilustre visita e atenção de sempre. Muito bom saber que você gostou do conto como também da página de hoje. Abraços poéticos.

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    2. Parabéns aos nobres poetas por seus bonitos textos

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  7. Show de poesias e artes no blog,a versatilidade cultural enche os olhos de que ver,parabéns Elias,Chico e alighieri e Socorro Almeida que sempre abrilhanta as publicações com lindas poesias gratidão a Elisabete Leite pelo espaço cedido a nossa academia de artes e letras Marisa Alverga.

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    1. Obrigada poeta Manoel Firmino é sempre um prazer divulgar a sua linda arte poética. Estamos à disposição pois aqui a arte vem em primeiro lugar.
      Saudações ilustre amigo!

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  8. Bloco das Ilusões! Quanta saudade dos eternos carnavais. É muito intrínseco a palavra "ilusão"! É uma forte fonte de lembranças que foge da nossa realidade, mas viver sem ilusão não tem propósito. E no são propósito de vida, as ilusões são sentimentos fundamentais para a concretização dos nossos sonhos. Parabéns minha amiga e irmã Elisabete Leite. A sua cachola cultural é fonte de inspiração pra qualquer artista.
    Viajar nesse desfile de hoje só nos faz regozijar de um alimento saborosíssimo no cardápio cultural. Quanta sabedoria os nossos amigos poetas tratam de seus sentimentos e transmitem nessas frases rimados, que só nos enche a alma e nivela o nosso alicerce com o planeta. A natureza agradece evolutivos talentos.
    Parabéns aos confrades estreantes: Dante Alighieri, e Chico Mulungú e aí poeta José Luiz, os seus poemas são de grande quilate, dá muito entusiasmo lê. E apreciar os trabalhos de Socorro Almeida, Elisabete, Jorge Leite, Elias dos Santos e Cristine Nobre é sempre um colírio revitalizador, que aquece e enriquece a nossa áurea artística. Muita luz e energia espiritual para todos.

    Um grande abraço Baltazar Filho

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    1. Obrigada meu amigo irmão Baltazar Filho pela atenção e dedicação constante ao blog. Sua arte muito enriquece nosso Cantinho do Saber.
      Abraços poéticos.

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  9. Fico muito feliz em ver meus trabalhos poéticos embelezando novos ares.
    Obrigado, Muita Paz e Luz de Amor!

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    1. VERDADE confrade é muito salutar para todos nós que respiramos ARTE. Seja bem vindo sempre.

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    2. Gratidão poeta Dante Alighieri pela sua belíssima arte e colaboração. Seja bem-vindo!
      Saudações poéticas!

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  10. Valeu Dante, um abraço confrade. Estamos felizes com a sua party no Maçayó.
    Baltazar Filho

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  11. Com a sua participação no Maçayó.(corrigindo)👆

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  12. As criações são fantásticas, cada artista com suas genialidades fazem de nós bolhas ao vento, flutuando encantados.

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    1. Obrigada querido amigo poeta Emiliano de Melo sempre atencioso ao comentar as páginas do blog.
      Forte abraço!

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  13. Parabéns a todos pelos poemas e pelos quadros maravilhosos de Elias.
    Obrigada a todos pelos comentários carinhosos.
    Abraços pra todos os amigos por mais um domingo de emoção!

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    1. Gratidão querida amiga e grande poeta Socorro Almeida pelo seu carinho e atenção de sempre. Parabéns pelos belíssimos poemas.
      Beijos 😘😘

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  14. Que maravilha! O blog Maçayó cada vez mais nós encanta a todos e nos brinda com esse desfile da nossa arte e nossa cultura com trabalhos poéticos de Chico Mulungu,Dante Alifhiere, Zé Luiz,Cristine Nobre,Socorro Almeida.Meus parabéns a todos. Quero parabenizar Elizabete Leite ,pelo seu conto Carnavalesco que com muito esmero vai dando vida aos personagens e transfere para o leitor uma viagem no tempo.Uma brilhante escritora,cuidadoso no que escreve.Agradecimentos e reconhecimento a Jorge Leite que dedica uma parte do seu tempo para este blog.Grande abraço para todos.

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    1. Obrigada grande artista e ilustre poeta Elias dos Santos pelo seu adorável comentário e sua magnífica arte exposta na galeria do nosso blog Maçayó. Parabéns!
      Abraços

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  15. Boa noite! Parabéns ao Blog Maçayó por mais uma magnífica página exibida neste domingo! Aplausos e elogios, que faço nas pessoas da Nobre Escritora e Contista Elizabete Leite, fazendo-nos recordar os bons tempos e momentos vividos nos animados, alegres, sadios e felizes carnavais, hoje guardados nas lembranças; do Poeta e escritor Jorge Leite, com sua Arte Complementar dando vida ampla e sentido mais profundo a cada trabalho apresentado; dos Poetas e Escritores: Dante Alighieri, expondo seus belos trabalhos mas ainda buscando perfeição; Chico Mulungu, sempre versando sobre o clima e a cultura regionais nordestinos, cujas obras dispensam comentários, sem contudo esquecer de beber água na cabaça; nosso estreante José Luiz apresentando “O sentir dos Sentidos”! Seja bem vindo ao Nosso Cantinho do Saber! Um blog de amigos para amigos! O blog lhe acolhe de braços abertos, e aí o nobre poeta vai sentir o que o blog tem para oferecer a todos, inclusive com a sua colaboração. Parabéns Zé Luiz! Cristine Nobre, competente Cordelista trazendo um tema deveras polêmico, mas que, infelizmente, ainda é realidade em nossos dias atuais; Socorro Almeida com dois grandiosos poemas, mesmo que em dúvida de ter e amar um trovador só seu, dando-se conta ainda de não ter motivos para fugir; O Grande Mestre das Artes Elias dos Santos, com seus belíssimos trabalhos expostos na GALERIA, fechando com Chave de Ouro o tema Carnavalesco iniciado com o Maravilhoso conto da Contista Elizabete Leite. Parabéns a todos, sem distinção! Parabéns aos leitores e visitantes que desfrutam de tão rara beleza em cada poema/poesia apresentado! Saúde e paz para todos! Fiquem com Deus!

    Valdemar Guedes

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  16. Retornei para dar as boas vindas ao Mestre Cordelista Chico Mulungu. Falei nele, mas esqueci que um dos estreantes de hoje. Parabéns Nobre Poeta! Brilhe sempre a sua luz! Desculpa pelo esquecimento! Sinta-se à vontade! Deus no comendo de tudo!

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  17. Retornando ao Blog Maçayó para agradecer a todos os colaboradores, visitantes e leitores pela edição esplêndida de hoje. Como também os brilhantes comentários que são tão relevantes quanto toda arte publicada.
    Aplausos mil pela adorável partilha. Gratidão por tudo!
    Até a próxima Edição!
    🙏🙏👏👏😊🤗

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