domingo, 31 de julho de 2022

Amazônia

  
Blog  Maçayó

Edição   nº 500

 Tema das Imagens: Amazônia
 
Berenic Bere

 LEITURA   DE   DOMINGO
 
 O ORQUIDÓFILO

         Era início da Primavera, clima agradável, olores das flores trazidos pelo vento, uma aquarela de tons e cores tingindo toda paisagem, enquanto o orvalho molhava à Flora ao despertar de um novo dia. Realmente, um cenário primaveril que floriu!
          Eduardo Jorge era um rapaz que amava a natureza; íntegro, inteligente,  pesquisador e muito responsável. Um estudante de Biologia que cultivava orquídeas no próprio quintal de casa, tinha um modo todo especial de cuidar delas (procurava recriar um ambiente natural da orquídea, utilizando vasos de barro ao invés do plástico) e depois, as comercializava no sinal próximo da faculdade de onde estudava, na intenção de arrecadar fundos para viajar e conhecer a floresta amazônica. O rapaz tinha um grande sonho, que era o reflorestamento dos campos atingidos pelo desmatamento. (Sabe-se que a exploração dos recursos naturais acontece desde os primórdios da humanidade. Contudo, na medida em que a sociedade desenvolveu-se, essa exploração intensificou-se, colocando em risco o equilíbrio do planeta e comprometendo o suprimento das gerações futuras). Eduardo Jorge sonhava muito alto em relação ao tamanho da problematização em "tela". Mas sendo um jovem promissor, que não costumava abandonar um sonho sem realizá-lo, corria sempre na busca de meios para conseguir alcançá-lo, ou ao menos, se inteirar mais sobre o assunto, podendo contribuir de alguma forma. Eduardo era moreno escuro, cabelo encaracolados e olhos negros, tinha muito respeito pela cor herdada dos seus avós e fazia de tudo para honrá-la. As orquídeas eram o segundo amor da vida dele porque o primeiro era o reflorestamento das áreas desmatadas.
           Certo dia, Eduardo Jorge estava comercializando suas orquídeas, como de costume, no mesmo sinal próximo a faculdade quando ouviu alguém falando com ele, e disse-lhe:
           - Olá, sou Felipe, bom dia! Sou gerente de uma floricultura. Podemos conversar um pouco?
           Eduardo olhou diretamente nos olhos de Felipe, e respondeu-lhe:
           - Bom Dia, Senhor Felipe! Sim, podemos conversar. Vamos para um lugar mais tranquilo.
          Os dois se afastaram do local e foram para uma cafeteria próxima dali. Já na cafeteria Felipe explicou para Eduardo Jorge como o rapaz poderia ajudá-lo. E assim, convidou Eduardo para comercializar as orquídeas diretamente com a floricultura na qual ele trabalhava, sem que o rapaz precisasse se expôr tanto aos perigos da rua. Entre conversa vai e conversa vem, Eduardo Jorge falou para Felipe do seu grande sonho: "o reflorestamento das áreas desmatadas". Felipe disse-lhe que poderia ajudá-lo de alguma forma. Felipe ainda falou que trabalhava na floricultura apenas um expediente e que no outro era funcionário público da Prefeitura, e lotado na área de arborização urbana e paisagismo com utilização do Pau-Brasil (As espécies de árvores nativas como o PAU-BRASIL são muito indicadas para ações de reflorestamento, preservação ambiental, arborização urbana, paisagismos ou plantios domésticos). Eduardo Jorge ficou encantado com tudo e muito feliz por ter conhecido Felipe; logo depois da conversa, ele se despediu e no outro dia ficou de procurar Felipe na floricultura.
           Sendo assim, Eduardo Jorge aceitou o convite de Felipe e passou a entregar às orquídeas diretamente na floricultura, e ao mesmo tempo, buscou conhecer mais sobre o tema arborização urbana. Pouco tempo depois, Eduardo passou a fazer parte de uma ONG denominada "Vamos Arborizar". Dando início a construção de parte de seu sonho.
           O tempo passou rápido... No período de férias da faculdade, o jovem Eduardo Jorge aproveitou para conhecer a floresta amazônica e levou com ele algumas mudas do Pau-Brasil, doadas pela Prefeitura, e pessoalmente plantou as mudas em uma área devastada pelo desmatamento. Um grande sonho que foi se construindo através de uma ação promissora. Eduardo se orgulhava de fazer parte da preservação da natureza, ele não podia reflorestar todo o planeta, mas podia plantar e praticar a sua ideia.

Elisabete Leite - 22/07/2022
 
Guillermo Martin Moreno

  QUEM SOU EU?

Quem sou eu?
Sou água que corre pelos rios
Riacho que deságua no oceano
Sol que alumia o dia e aquece do frio
Lua que ilumina a escuridão da noite
Ponto qualquer que preenche um vazio...

Quem sou eu?
Estrelas que formam uma constelação
Planetas que habitam o Universo
Todo esplendor de cada nova estação
Rosas que perfumam os jardins
O imenso amor sentido no coração...

Quem sou eu?
O libertar do oxigênio ao meio ambiente,
Que provoca a renovação do ar puro
O alimento com o seu essencial nutriente
Toda espécie de animal no espaço terrestre
Nascer de uma vida que nos deixa contente...

Quem sou eu?
Uma extensão de água salgada, o mar
O aroma da chuva quando molha a terra,
Quando produz o alimento para o nosso lar
O nascer e pôr do sol na linha do horizonte
Grandiosidade de um sentimento que é amar...

Quem sou eu?
Aquela que tudo brota e produz com riqueza
Uma Mãe que cuida dos filhos, sem distinção
Sou área livre e habitável, repleta de beleza,
Que doa o alimento para ser posto na mesa
O verde das matas, me chamo Mãe Natureza.

Elisabete Leite
 
 
Pablo Amaringo
 
   ENCONTRO   DE   POETAS
 
Nyckolas Carvalho, nascido em 1999, no interior do Pará, começou a escrever poesia aos 11 anos, mas foi aos 22 que passou a se dedicar à forma dos sonetos, influenciado pela lírica camoniana. É no seu perfil do Instagram, O Marujo Poeta, que publica os seus sonetos, que com frequência fazem referência ao mar. Mar que, aliás, o poeta usa como simbolismo para o destino, para o futuro, para o inconsciente e até mesmo para a mulher amada. E por ver a si mesmo como alguém que desbrava o amanhã e os mistérios do amor, considera-se um “marujo à deriva no mar do destino e da poesia.”
 
 Soneto: Amazônica

“Nas flores de perfumes imanentes;
Nos densos arvoredos verdejantes;
Nas brisas de massagens relaxantes;
Nos pássaros de cantos refulgentes.

Nos rios de profundezas opulentes;
Nas feras de rugidos trovejantes;
Nos fungos arejados penetrantes;
Nas presas venenosas de serpentes.

Na selva celebrada tropical;
Na fama de nitente frutescência;
Na terra de inerência divinal.

No ataque por feroz sobrevivência;
No banho sob o cântico invernal:
Revela-se a amazônica potência!”

                                  @marujo_poeta
 
 Alerta

Medo de não te ver de novo
Nadando nas águas claras do oceano
De sucumbir espécies, todo o povo
Que se extinguem um pouco a cada ano.

Tolhido por inteiro nesse estorvo
Não absorvo, não aceito o engano
De que está tudo certo e me envolvo
Sou Natureza, sou guerreiro espartano.

Mas sozinho, como hei de lutar?
Chamarei um beija-flor para ajudar
Alertando a todos do iminente perigo.

Afinal, cada animal que se vai
Cada árvore que tomba, cai
Leva-me também consigo.
                                                  
 (Diógenes de Brito)
 
  Coqueiro

Folhas verdes
Que balançam
Ao comando do vento
Inspirando poetas.

         Frutos que saciam
         Minha sede
         Com um sabor
          Incomparável.

Sombra, onde descanso
O meu cansaço
Adormecendo ao som
Do movimento
Das suas longas ramagens
Cujo maestro invisível
Faz-se ouvir e sentir.

        Assim é o coqueiro
        Imponente e majestoso
        Não o maior
        Por ser alto
        Nem o mais bonito
        Por suas cores
        Nem tão pouco o melhor
        Pelos os frutos que nos dá
        Mas, sim
        Um presente da Natureza
        Para todos nós.
                                    Diógenes de Brito
 
Berenice Bere

 A ARTE DE AMAR

Numa tela de esperanças
Pintamos um sonho sem igual
Com os pincéis da adolescência
Rabiscamos um desejo fora do normal
Na vontade de pintar uma paisagem real
Transformamos as cores numa arte surreal
E você desenhou em minha cabeça
Um momento colorido, um prazer escorrido.
Inspirada em Picasso, na tela da beleza.
Alimentando-nos, inspirados naquela hora.
Saciamos os nossos desejos em linhas tortas.
Deitaste, em meus braços, com uma leveza.
Envolvidos nos rabiscos de uma linda obra.
         
                Baltazar Filho
           15 de abril de 1986
 
 FORMOSA AÇUCENA

Vejo que visitaste as bromélias no alvorecer da primavera e ainda não foste contemplar os lírios do campo.
Minha dócil Açucena, és real, mágico é o teu encanto, exalas um perfume com um aroma suave e brando.
Destaca-se como a flor mais bela do jardim celestial, mais cheirosa que a alfazema, mais formosa que um jasmim.
Dos teus delírios é que alimento a minha alma, e acalmo a fúria do teu prazer, para suprir o desejo da carne e sanar a tua dor.
Que torna-me refém dos teus caprichos, cúmplice dos seus gemidos, numa cópula desesperadora.
Se dos delírios que te veste a alma e delineiam no teu corpo as manobras palpitantes que acende o meu fogo com as faíscas do teu calor.
Morde com frenesi esses lábios carnudos que te beijam, num ato devorador, e adormeces sussurrando nos meus ouvidos, sonetos atrevidos, lindos versos de amor!
E se ainda ficaste com saudades dos lírios e a tua fome não mataste!
Foi por não perceber que deixaste fenecer no campo as bromélias e os lírios pelas orquídeas trocaste.
               Baltazar Filho
          25 de abril de 2021
 
 A TERRA E A LUA

Eu sou a terra com seus rios e oceanos
És meu satélite que me rodeia sem parar
Não dá pra ignorar, então, os teus encantos
Mas foges de mim com esse tal de Luar.

Que ciúme eu tenho dessa tua capacidade
De se doar por inteira ou pela metade
Fazendo os amantes morrerem de saudade
Quando te escondes sem dó e sem piedade.  

Enquanto reapareces no céu toda iluminada
Eu, no meu subsolo me sinto estremecer
Tiram de mim o alimento para sobreviver
Mas não tenho a luz que me deixe enamorada.

Sou as montanhas que abrigam os animais
As árvores onde dormem os passarinhos
As fontes que saciam a sede dos humanos
Mas nunca a luz que ilumine os meus caminhos.

Eu abrigo os ventos, ciclones, tempestades
Pérolas, rubis, safiras e diamantes
Enquanto iluminas as noites solitárias
Eu me aqueço no calor dos teus amantes!

Socorro Almeida
Recife, 2018
Extraído do Livro Mulher de Todas as Rimas, Ehs Edições.
 
 SÁBIA NATUREZA

Nunca a humanidade foi tão solitária
Mas o que Deus nos deu de inteligência
Esquecemos o que de graça tivemos nas mãos.
Será que de repente tomamos ciência
De que para salvar a humanidade
Devemos ter a cura de nossa consciência?
Destruímos o Paraíso belo e perfeito
De tudo tínhamos para nossa sobrevivência
Debochamos do amor do Filho amado
Ignoramos o maior dos dez mandamentos
O Décimo, que nos valia o céu  abençoado
E foi na cobiça, na ganância o nosso maior pecado!
Hoje imploramos a Deus por Seu perdão
Pois nem o trigo vamos ter pra repartir o pão
A Natureza hoje morre, mas reviverá
E quanto a nós? Nunca mais vamos voltar!

Socorro Almeida
Recife, 2020
Extraído do Livro Sonhos de Mulher, da Editora Clube de Autores - Joinville/SC
 
Petterson Silva

 Deusa Fitness
Joseraldo Silva Ramos

Quando os teus olhos se encontram com os meus
Eu vejo neles o  brilho da tua íris,
Onde o breu se transforma em arco-íris,
Nesse momento, eu já não sou tão Eu.

O teu sorriso preenche o universo
Com o tom das cores mais intensas,
E me pergunto, será que em mim pensas?
Se não pensares, do pensamento disperso.

Quando caminhas, bailas como bailarina
Num movimento de mulher, mesmo menina,
És um exercício de encantar os corações.

Bendigo a sina de viver no teu universo,
Levando a  vida prosa a prosa, verso a verso,
Extasiado em um turbilhão de emoções.
 
 A Caminho das Estrelas...

Nossa caminhada, pela vida,
É sempre assim...
Mudam-se os estágios
Mas a vida não tem fim...

Somos nossas Almas,
E elas não podem morrer...
São eternizadas,
Têm que se entender...

Se Estamos, agora, na matéria,
Pode crer...
Que, quando morrermos,
Vamos, logo, renascer!

E o nosso caminho, nas estrelas,
Nos seduz…
A sermos tranquilos,
Conservando a nossa luz...

Pois ela é imortal,
E precisamos aprender,
Que o Amor...
É  o que nos faz, "Resplandecer"!!!

       ❤️Tásia Maria
 
 Jogo da vida

Jogar com a vida nos traz
Várias cartas de angústia...
Que nenhum "blefe", jamais,
Ganhará, mesmo com astúcia...

O jogo da vida é sério
Ninguém pode falsear...
Por mais matreiro que seja,
O jogador tem que lutar!

E às vezes em cartada errada,
Perde-se uma partida...
Vão-se embora as esperanças,
Perdidas, no jogo da vida...

De quem foi muito inocente,
E não imaginou jamais...
Que no jogo duro da vida,
Só vence, quem é capaz!!!

          ❤️Tásia Maria
 
Cristiane Campos
 
 
   LEITURA   COMPLEMENTAR
 
 PAU-BRASIL

Nome Científico: (Leguminosae – Caesalpinoideae), Pau-Brasil
Nomes Populares: Arabutã, Brasilete, Árvore-do-Brasil, Ibirapitanga, Ibiripitinga, Imirá-Piranga, Muirapiranga, Orabutã, Pau-Pernambuco, Pau-Rosado, Pau-Vermelho e Sapão.
Nomes no Exterior: Brazil Wood e Pernambuco Wood.

Características: O Pau-Brasil é uma espécie arbórea com até 12 m de altura e 40-70 cm de diâmetro. Relatos da literatura indicam que no passado chegava a ter 30 m de altura. Planta espinhenta com folhas compostas bipinadas de 10-15 cm de comprimento, 5-6 pares de pinas de 8-14 cm de comprimento; folíolos em número de 6-10 pares por pina, com 1-2 cm de comprimento.

Locais de Ocorrência: Distribui-se no litoral, entre os estados do Ceará ao Rio de Janeiro na floresta pluvial Atlântica, sendo particularmente frequente no sul da Bahia.
 
Solos: Ocorre naturalmente nos tabuleiros do Pliopleistoceno do Grupo Barreiras. Estes solos geralmente apresentam baixa fertilidade química natural, são bem drenados e apresentam textura que varia de arenosa e franca.

Madeira: Muito pesada, dura, compacta, bastante resistente, de textura fina, incorruptível, com alburno pouco espesso e diferenciado do cerne. Empregada somente para confecção de arcos de violino. Outrora foi muito utilizada na construção civil e naval e, trabalhos de torno. Entretanto, seu principal valor residia na produção de um princípio colorante denominado “brasileína”, extraído do lenho, usado para tingir tecidos e fabricar tinta de escrever. A exploração do Pau-Brasil intensa gerou muita riqueza ao reino e caracterizou um período econômico de nossa história, que estimulou a adoção do nome “Brasil” ao nosso país.

Aspectos Ecológicos: Planta semidecídua característica da floresta pluvial atlântica. Ocorre preferencialmente em terrenos secos e inexiste na cordilheira marítima. É típica do interior da floresta primária densa, sendo rara nas formações secundárias. Floresce a partir do final do mês de setembro, prolongando-se até meados de outubro. A maturação dos frutos ocorre nos meses de novembro-janeiro.

As espécies de árvores nativas como o PAU-BRASIL são muito indicadas para ações de reflorestamento, preservação ambiental, arborização urbana, paisagismos ou plantios domésticos. O reflorestamento, por exemplo, corresponde a implantação de florestas em áreas que já foram degradadas, seja pelo tempo, pelo homem ou pela natureza.

Já quando há a finalidade de arborização urbana ou paisagismo, é necessário avaliar o espaço em que a muda será plantada para que não haja problemas com a fiação elétrica ou rachaduras na calçada.

No viveiro do Instituto Brasileiro de Florestas é possível encontrar mudas de árvores nativas produzidas em tubetes plásticos de diversos tamanhos. Todas com a certificação no Registro Nacional de Mudas e Sementes – RENASEM.


Pesquisa:
https://www.ibflorestas.org.br/lista-de-especies-nativas/pau-brasil
 
Mariana Brend
 
 
 Cantinho    do    Editor
 
Em homenagem a 500ª edição do Blog Maçayó, abro a seção "Cantinho do Editor", na qual publicarei meus trabalhos novos e não tão novos assim, e trabalhos de poetas que já passaram por nosso Blog. Hoje trago uma poesia que gosto muito "Quem Sou" e um trabalho experimental "Pensamentos".

Quem Sou

Quando perguntam quem sou
Olho para o azul do céu,
Sinto o verde do mar,
As partículas poluentes do ar,
Os andarilhos sujos nas estradas,
O povo na rua.
Então respondo:
Sou tudo isto,
Isto tudo eu sou.

Quando perguntam quem sou
Sinto as lágrimas de uma criança,
Vejo-me nas chagas de um irmão,
Encontro-me nas rugas da vida,
Sinto o pulsar de teu coração.
Sinto saudade do adeus,
A liberdade de ir e voltar,
Então respondo:
Sou tudo isto,
Isto tudo eu sou.

Quando perguntam quem sou
Não mais digo meu nome,
Nem minha profissão,
Não digo a idade.
Olho apenas para os lados,
Sinto o que se passa em volta,
Então respondo:
Sou tudo isto ao meu redor,
E tudo ao meu redor eu sou.

Jorge Leite

 Pensamentos

Pensar pensamentos podres
Perdidos, pedaços, padrões
Possuindo premissas ponderações
Passíveis, parasitas patrões

Pulsar pensamentos partidos
Pregar pregando palavras
Possíveis pendências paridas
Postando pústulas penais

Pálidos pensamentos pactuais
Padeces palhaço pacato
Paristes paranoias perdidas
Parentes próximos pardais

Palacianos pensamentos prontos
Planejas parágrafos, perdão
Pairam potrancas pagãs
Pareias pacatas paixões.

Jorge Leite, Recife 05 de Outubro de 2019
 
 
 Escolha do Editor
 Sem Título, sem data, Ibã Huni Kuin e Mana Huni Kuin (Mahku), caneta hidrográfica sobre papel, 30 x 40 cm Obra doada no contexto da exposição Histórias da dança, 2020 Foto: Eduardo Ortega
 
 

domingo, 24 de julho de 2022

Que Venha Agosto...com Magia

 
Blog  Maçayó

Edição   nº  499

 Tema das Imagens: Fantasia
  

 LEITURA   DE   DOMINGO
 
 CARTOMANCIA

          Era quase outono no interior do nordeste; folhas caindo em sinal de renovação, clima agradável, sol ameno e um resto de neblina se escondendo por trás dos montes.
          Neto Diniz era um rapaz de bem com a vida, pesquisador, estudioso e conhecedor nato dos segredos da Cartomancia, um dom que foi herdado do seu avô materno. Era íntegro no que fazia, tinha uma vidência bem aflorada, e possuía uma técnica toda especial de adivinhação do futuro baseada em leituras das cartas de um baralho de tarô simples. Um jovem considerado bonito, cabelos castanhos e crespos, olhos negros e pele clara. Neto fazia atendimento aos consulentes na sala da própria casa, não praticava seu ofício por dinheiro, mas sim por amor à cartomancia.
           No outro lado da cidade, Helena estava contemplando, pela janela, o esvoaçar das borboletas no jardim, que ficava ao lado do seu quarto. Garota sonhadora, muito sensível, que vivia suspirando de amor por alguém que nem conhecia pessoalmente, somente por devaneios. A garota sonhava, todas as noites, com um jovem que caminhava em sua direção, porém ela não conseguia ver o rosto dele. Era considerada uma jovem encantadora na comunidade onde morava; possuía olhos amendoados, cabelos negros e encaracolados e pele morena clara; tinha um sorriso tão belo que arrebatava corações. O silêncio foi quebrado pela voz suave da sua mãe, que dizia:
          - Helena, você tem visita! Vista-se rápido e vá atender sua amiga Maria Rosa.
           A garota voltou-se para sua mãe, e respondeu-lhe:
          - Certo mãe, irei agora!
           Vestiu-se depressa e foi ao encontro da amiga que a esperava. Entrou na sala quase correndo, e disse-lhe:
         - Rosinha, Bom Dia! Você trouxe o endereço do cartomante?
          A amiga levantou-se e respondeu-lhe:
          - Bom Dia, Heleninha! Trouxe sim! O rapaz chama-se Neto Diniz e reside no outro lado da cidade. Eu já marquei sua leitura de cartas para às dezesseis horas de hoje.
           Helena olhou para sua amiga e disse-lhe:
           - Então, vamos chamar o Uber que já estamos atrasadas.
          Já na casa do cartomante, Helena e Maria Rosa aguardavam atendimento na ante sala. De repente, uma senhora mandou Helena entrar na sala de atendimento, enquanto Maria Rosa ficou aguardando a saída da amiga. Helena entrou cabisbaixa, estava ansiosa pela leitura do seu futuro. Logo, ouviu uma voz grave que pediu para ela se sentar. Quando a garota levantou o rosto, seus olhos se cruzaram com o de Neto Diniz, e ambos ficaram calados somente se olhando. Pouco depois, o jovem disse-lhe:
           - Já nos conhecemos? Eu tenho a impressão que sim.
           Helena olhou mais uma vez no rosto do rapaz, e respondeu-lhe:
          - Acho que não, não pertenço a esta comunidade.
           O rapaz ficou calado e começou o seu ofício de leitura nas cartas de um baralho. Primeiro, Neto jogou as cartas para ter um panorama geral de como era a consulente, na intenção de conhecer a pessoa que estava à sua frente, no caso Helena. Depois, ele abriu para perguntas. Helena foi dizendo o que queria saber e assim, ela escolheu três cartas do baralho. Helena falou para Neto sobre seus sonhos noturnos, e gostaria de saber se ela iria conhecer o rapaz que aparecia nos sonhos.
Neto Diniz foi desvendando o futuro da garota e interpretando o significado das três cartas deitadas na mesa:  "A imperatriz em uma união, representa o potencial máximo. Casamento, maternidade. Os enamorados, é uma carta que representa o relacionamento amoroso chegando.
O imperador representa ambição, autoridade, realização e estabilidade financeira para a família. A junção das três cartas significa relacionamento amoroso, namoro, casamento, pois onde há uma imperatriz, sempre haverá um imperador".
            Ao término da leitura das cartas, o cartomante, Neto Diniz, deu conselhos sinceros à Helena, que a motivaram na busca pela felicidade.
           Helena ficou impressionada com o teor da leitura, como também com o cartomante. Neto Diniz ficou completamente encantado por Helena e eles passaram a se encontrar com muita frequência. Pouco tempo depois, estavam apaixonados e nunca mais se separaram. As verdades declaradas nas cartas foram relevantes para a decisão de Helena em relação ao amado Neto Diniz, como também para o futuro deles.
            São tantas histórias assim!

Elisabete Leite - 18/07/2022
(Participação Especial do poeta Joseraldo Silva Ramos na leitura das cartas)
 
Estava Escrito (A Sacerdotisa)
Joseraldo Silva Ramos


Como a sacerdotisa no tarot,
Tens segredos a serem revelados.
Te peço: Deixa-me, revelá-los ao teu lado.
Não me oferte tanto, tanto desamor.

Deixa-me ser o posto Zero, antes do início,
Caminhar na tua alma, dentro dela,
Desvendar os mistérios que há nela,
Por prazer, por amor, sem sacrifício.

E quando por fim chegar a tua alma,
Seremos o início do início que nos acalma,
Como a Alfa e a Beta, é o que eu sinto.

E assim quem sabe eu fale desse início,
Para que vivemos esse novo reinício,
E nele vês, que tudo em nós é infinito.
 

   LEITURA   COMPLEMENTAR
 
O que significam as cartas do tarô? (Parte 1)

           "Há quem acredite que os segredos da vida podem ser revelados nesse carteado. Seus significados são tão misteriosos que eles exigem sutileza na interpretação"

A cartomancia é baseada na aleatoriedade. As cartas do tarô são sorteadas ao acaso e o tarólogo analisa as imagens para interpretar situações e direcionar atitudes de quem procura esse oráculo.
O mais tradicional baralho de tarô é o de Marselha, cuja origem não é muito definida: acredita-se que tenha surgido em meados do século 15. Ele é composto por dois grupos de cartas: os arcanos maiores e os arcanos menores. Os maiores trazem 22 imagens repletas de simbologia, representando arquétipos humanos e pode estimular reações nas pessoas, além de melhorar a capacidade de auto desenvolvimento.

Veja, abaixo, a interpretação das 6 primeiras cartas. Para conferir a explicação das outras cartas, confira a Parte 2 e a Parte 3 desta matéria.
(Que serão publicadas posteriormente em uma outra Edição do Blog Maçayó de Domingo)

1) O Louco (0)

Representado por um jovem que caminha a esmo vestido com roupas que remetem às de um bobo da corte, O Louco é um lembrete da natureza espiritual da jornada da vida. É ele que passará por 21 etapas evolutivas (as outras 21 cartas) que todo homem pode percorrer na vida. O Louco é visto de costas, com um bastão na mão direita, levando uma vara com uma trouxa sobre seu ombro, uma imagem que sugere alguém no início de uma viagem. Ele também tem as calças rasgadas por um cachorro, mas ignora o animal, que representa o mundo material, em favor de sua jornada espiritual. Na cartomancia, O Louco também é interpretado como a espontaneidade, a despreocupação e a superação de limites. É o arcano da busca e do amor.

2) O Mago (I)

Essa figura está em pé, de frente para uma mesa em que coloca instrumentos. Ele usa um chapéu que lembra o símbolo de infinito, segura uma moeda em uma mão e uma espécie de varinha na outra. A mesa tem os pés apoiados firmemente no chão, o que sugere uma base estável e representa a realidade material. Apesar disso, a natureza do Mago tende a indicar que tudo é ilusório – a própria varinha em uma mão e a moeda na outra seriam um truque para desviar a nossa atenção para outro lugar. O foco das pessoas seria o mundo da matéria ou o espiritual? É por isso que O Mago é considerado o arcano da relação entre o esforço pessoal e a realidade divina. Essa carta abre o jogo da vida, sendo o arcano da mística.

3) A Papisa (II)

A figura da Papisa, por si só, já faz alusão a uma lenda da Idade Média: a suposta existência de um papa do sexo feminino. Além de representar o poder da mulher em todos os seus aspectos (como a beleza, o amor e a intuição), A Papisa carrega um estatuto sagrado, por causa da imagem da cruz nas vestes dela. Outro elemento importante é o livro entre as mãos. Arcano da sabedoria, A Papisa detém simbolicamente o conhecimento de todos os segredos do Universo. Sua coroa revela a autoridade celestial, enquanto o trono seria a representação do poder terreno. Na cartomancia, A Papisa simboliza o incógnito, o desconhecido, o fato de que nem tudo que a gente imagina pode estar visível para nós.

4) A Imperatriz (III)

Esse é o arcano da fertilidade e da maternidade. Apesar de muitos símbolos dessa carta sugerirem autoridade, como o cetro, a coroa e o trono, A Imperatriz traz uma característica muito presente no arquétipo de uma mãe: os braços abertos (ao contrário dos da Papisa, fechados), que significam uma pessoa que governa pelo amor e que pelo amor é governada. A carta da Imperatriz é relacionada a uma grande capacidade de trabalho e sacrifício em prol de uma causa – algo natural para mães - mantendo uma relação com a busca pela perfeição corporal. No tarô, o lado negativo da imagem é a possibilidade de indicar uma tendência para a ganância e luxúria.

5) O Imperador (IV)

Se o arcano anterior, A Imperatriz, simboliza a mãe, o arcano O Imperador retrata a figura do pai. Por isso, esse é o arcano que representa autoridade e obediência. Tanto que a figura parece segurar um cinto com uma das mãos em um gesto mandão. Seu cetro é empunhado firmemente na posição vertical, em uma representação fálica da autoridade masculina. A postura do Imperador também destaca a natureza prática: em vez de estar sentado, ele aparece encostado no trono, pronto para a ação. No lado positivo, o Imperador representa uma pessoa de caráter dominante, leal, honesta e protetora. Mas “imperar”, sem o domínio adequado, também pode levar à ambição e à violência

6) O Papa (V)

A quinta carta dos arcanos maiores é O Papa. Como é de esperar, ele é o elo entre dois mundos, atuando como porta-voz de Deus na Terra e intercessor dos homens junto aos céus. Isso é simbolizado pela posição entre duas colunas. O Papa utiliza uma luva para segurar um cetro, indicando pureza, enquanto a outra mão é levantada no tradicional gesto de bênção, com dois dedos estendidos. Quem recebe as graças são duas figuras ajoelhadas, uma apontando para o céu e outra para a terra, demonstrando a conexão do mundo espiritual e do saber divino com o nosso mundo humano, material. Esses simbolismos associam O Papa à figura de um mediador, de alguém que pode encontrar saída para situações aparentemente sem solução.

Pesquisa:
SUPERINTERESSANTE (Mundo Estranho)

https://super.abril.com.br/

Outras Pesquisas:
Significado de Cartomancia
substantivo feminino
Arte de adivinhar, supostamente, o passado, o presente e o futuro, através da leitura e da interpretação das cartas de baralho.
Etimologia (origem da palavra cartomancia). Do francês cartomancie; carta + o + mancia.

Definição de Cartomancia
Classe gramatical: substantivo feminino
Separação silábica: car-to-man-ci-a
Plural: cartomancias
(DICIO - DICIONÁRIO ONLINE PORTUGUÊS)

Origem do Tarô:
De origem desconhecida, o tarô, conforme alguns estudiosos afirmam, teria surgido na Itália do século 15, mais especificamente, no centro da nobreza de Milão, Ferrara e Florença. Usadas inicialmente para diversão, as cartas (ou decks) eram jogadas com regras similares às do bridge. O baralho se chamava tarocchi e originalmente era composto por apenas quatro naipes de Arcanos Menores.

https://elle.com.br - origem.do.tarô
 
 
 
 ENCONTRO   DE   POETAS
 
SEM RECUO
Por: Amanda Luiza Vasconcelos


Depois que o barro foi embora
Senti pela primeira vez
O que era estar em um relacionamento azul
Não para-social
Sem paradoxos
Apenas nosso oceano figurado
De certezas incertas
Que são grandes descobertas
Para o nosso suficiente que reverbera 


Amanda Luiza Vasconcelos Cavalcanti, é brasileira, poetisa, artista e cursa Jornalismo na UFPB. Nasceu no ano de 2003 em Pernambuco. Entrou na magia da leitura e poesia muito pequena, caminho no qual procura se aprimorar diariamente. Já participou de algumas antologias e publica semanalmente poemas e pinturas no Instagram.
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CORES CORDIAIS
Por: Amanda Luiza Vasconcelos


Você é uma pessoa poética
Do tipo que transforma pingos de chuva
Em pingos de tinta guache
Que  transformam minha pele em arte
Enquanto todas as nuvens que carregavam o pesar da chuva
Se afastam com tuas cores
Cores cordiais
Fortificantes
Daquelas que não saem do pincel nem da tela
E que do primário tornam-se extraordinários.


Os Mistérios da Vida

Nossa vida é um mistério
Onde nada, nós sabemos...
Mergulhamos, de cabeça,
Na incerteza que vivemos...

Confiamos no destino,
Entregando tudo a Deus...
Pois se nós não temos fé,
Naufragamos como ateus...

Porém o interessante,
É que gostamos de viver!
E se somos otimistas,
Não  precisamos saber...

Aguardamos tudo de bom...
E o que de ruim acontece,
Damos chances a nossa vida,
Sabendo que ela merece...

O importante de tudo,
É termos o Amor presente...
O resto a gente releva,
Vivendo, sempre, contente!

        ❤️Tásia Maria

 Almas Gêmeas

Olhos que se encontram
Brilho que seduz...
Plano divino traçado
Muito amor e muita luz...

Perfeição e sintonia
Que só alegria traz...
Amor puro de almas gêmeas,
De quanta beleza é capaz!..

Se um dia são separadas,
Sofrem como ninguém...
Mas, sentem que se reencontram,
Outro dia, mais além...

O Amor de almas gêmeas
É  único e sublime...
São deuses e deusas se amando,
No máximo que o amor exprime!

     ❤️Tásia Maria


A foto

O fito benévolo do olhar que transcende
Tem na boca seus traços de batom bordô
Seus cachos na face num realce ascende
E desperta no íntimo um labirinto de Amor

Dissolve os tons rabiscado na pele canela
No enlace de fios que remete Borgonha
Em pose levita e confirma, és plena e bela
Me assanha esse olhar, de retina castanha

E ao minuto que surge, se forma o encanto
Sua ausência singular o peito me enche
A tênue esperança que alimenta o encontro

Sobre tela a imagem de contorno atraente
Num insano delírio que busco aos prantos
conforto em quem nunca esteve presente.

Josué Ferreira 08 de julho de 2022

Sinistro (Carlos Isaac)

Quarto escuro, sobre apenas um clarão de fresta,
Estarrecido fico, com lembranças que me assombram
E as quimeras do meu eu se divertem e zombam,
Fazendo do meu pobre ser uma grande festa.

Vejo coices de mula sem cabeça
Atacarem o meu próximo à covardia,
E uma voz em certo canto que se ria
Implora que por si, eu me enterneça.

Vendo tudo obumbrar, eu com receio,
Me encolho na alcova e sinto o seio
Disparar com esse enigma que me abala.

Quase inerte, ouço ecos que ressoam,
Só então vejo que os gritos que ecoam
São reflexos da minha própria fala.

DESESPERANÇA
(Tristeza de uma Pernambucana)


Não há mais amores, nem sonhos, nem esperança
Não há mais sorrisos, nem ilusões em abundância
Não há mais quem console, nem colos estendidos
Nem o conforto do abraço, a presença dos amigos!...

Só a solidão que invade, as chuvas que correm
Sobre tetos, onde escorre o pranto que choram
Sem paraíso, e sem a força dos desejos
Sem contradanças, nem a harmonia dos arpejos.

O que vemos neste mundo sem cor e sem alento
É tudo o que se esconde além dos horizontes
É tudo a que assistimos por trás daqueles montes
Onde sepultamos os corações em desalento!

Pois Deus, zangado com seus filhos, deserdou
Todo aquele que, por teimosia ou ignorância
Destruiu o solo pátrio, a terra amada...
E mandou a tempestade soterrar a esperança!

Socorro Almeida
Recife, 30/06/2022


PENSAMENTOS

Tudo flui em meu ser
Com coração acelerado
E a mente cheia de planos!
Penso em você o tempo todo!
Quero estar com você
Amar você, sentir você...
Como a doce e suave brisa do mar
E o balançar leve dos seus cabelos!
Assim são meus pensamentos
Incansavelmente sempre
Em busca de tal momento
Sem explicação, mas tanto prazer
Em ter meus pensamentos em você.

Sol&Lua
Em 03.09.21

MADRUGADA

Em uma madrugada escura e fria
Sinto o calor de Sua presença
Talvez seja por buscar sem sucesso
Respostas para tal sentimento.
Eu me pego necessitado
Desse puro e imaculado Amor.
Sentir Seu amor me preenche
Um vazio que na verdade
Achava não saber do que se tratava
O passar do tempo nos leva
A caminhos de perdas e desacertos
Onde a Sua presença se faz mister...
Por nos mostrar a Verdade
Não ficamos perdidos e nem fragilizados
Presença que completa qualquer necessidade
Qualquer pensamento e qualquer ato!
A presença de Deus é o que nos cura
E nos conduz ao verdadeiro sentido da Vida!

Sol&Lua
Em 05.09.21


  SEGUNDA LEITURA
 

TEU BEIJO

O teu beijo na minha boca  
Deixa meu corpo anestesiado
E, aos poucos, vai dilacerando todo meu ser
O teu beijo cada vez mais quente e ardente
Me deixa louca e alucinada
E eu beijo teu corpo até tua alma efervescer
Tu tocas minha língua com fúria
E amordaças a paixão
Agora o silêncio num beijo completo
Nossos corpos adormecem de prazer
Naquela tarde, na cama
Só eu e você.

Rita de Cassia Soares
João Pessoa, 05 de junho de 2022.

SEM PERFUME E SEM SEM BATOM

Na dança fugaz de um leito
Assim quero teu corpo suado
Sentir o puro sabor dos teus lábios
E vagar no aroma do teu suor.

Não quero teu batom, quero tua boca
Quero molhar meu corpo com teu suor
E neste mundo exótico desfrutar
Teus beijos debaixo dos lençóis
Com desvelo tirar tuas vestes
Sem batom, sem perfume
Assim eu te quero.

Rita de Cassia  Soares
Pirpirituba 1994
 
Acróstico:  
RITA DE CÁSSIA

Rosto cálido de inesgotável beleza,
Inteligência exemplar é seu legado
Tua infinita autenticidade é riqueza
A sua amizade é ouro encontrado...

Dinamismo presente com leveza
Exemplo de um Ser fiel e iluminado

Continue com esse jeito amoroso,
Autêntica, de grande benevolência
Sutileza, coração puro e generoso
Sorriso leve, que passa paciência
Inesquecível é seu abraço caloroso
Amiga, admiro sua nobre essência.

Elisabete Leite
(FELIZ ANIVERSÁRIO! Um dia bem especial para você)
 
 Rita de Cássia,
Parabéns! Que o seu dia seja tão lindo quanto o seu sorriso e lhe ofereça tanta felicidade quanto a sua amizade envia para a minha vida. Que esta nova etapa chegue recheada de muita saúde e novas oportunidades para concretizar os seus sonhos mais desejados.
Que a alegria acompanhe você por todos os momentos e que Deus continue guiando todos os seus passos e iluminando cada vez mais os seus pensamentos.
Faça com que a sua simpatia possa contagiar ainda mais pessoas, pois você é uma pessoa de muito brilho e a humanidade merece que sua luz seja compartilhada.
Nunca se esqueça quanto é especial para a minha vida e de tantas outras pessoas.
Feliz Aniversário! Salve 24/07
 
 

Agosto

Que agosto seja do seu gosto
Em tempo de pandemia
Que tristezas não marquem seu rosto
Que só demonstre empatia
Nem haja motivos pra desgosto
E que seja só simpatia
Que seu coração seja exposto
Sem tanta melancolia
Que o mal seja deposto
Voltando a reinar a alegria.

Que os ventos de agosto
Não tragam mais endemias
Que seja exatamente o oposto
Transformando tumultos em calmarias
Nada faça a contragosto
Que faça por cortesia
Que o torne predisposto
A viver sem fantasia
Que tudo aconteça a seu gosto
E que seja só harmonia.

Jorge Leite
Madalena,01 de agosto de 2020


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