domingo, 27 de novembro de 2022

A Garota do Sinal

 

Blog  Maçayó

Edição   nº 517

 Tema das Imagens:  Aquarelas

 LEITURA   DE   DOMINGO

 A GAROTA DO SINAL

           Início de Primavera, sol radiante, ventos amenos e cenário colorido, mas para Emília todos os dias eram sempre iguais: tristes e acinzentados. Garota bonita de olhos negros e cabelos encaracolados, porém vivia escondida por trás de um semblante sério e sofrido, porém tinha um coração generoso. Menina que despertou muito cedo para o trabalho e a dureza da vida, queria concluir o Ensino Médio para oferecer aos irmãos uma situação de vida melhor que a dela; precisava trabalhar pois que sua mãe estava muito doente, e vivia constantemente em cima de uma cama. Seus irmãos, os gêmeos Júlio e Túlio cursavam o sexto ano do Ensino Fundamental, e para Emília garantir os estudos deles, precisava se desdobrar. A garota trabalhava duro em plena pandemia da Covid-19, vendia máscaras de tricô em um sinal próximo à escola que estudava, em horário contrário ao das aulas. E na sala de aula, além de aprender os conteúdos programáticos, vivia tricotando as próprias máscaras que vendia, belos acessórios em cores variadas; os professores permitiam já que sabiam do histórico da adolescente.
          Certa manhã, Emília chegou cedo ao local de trabalho, no sinal de sempre, veio vestida de esperança, usava verde para simbolizar o que sentia: vestido simples, sandália rasteira, um lenço prendendo suas madeixas, uma máscara em tom verde-limão e sua cesta com os acessórios, ela estava pronta para seu ofício diário. A garota sentiu que alguém a observava, levantou o rosto e viu um carro verde parado, aguardando o sinal abrir. De repente, um rapaz se aproximou do automóvel e anunciou o assalto, um grito no ar, e logo depois o homem saiu caminhando normalmente, carregando uma bolsa feminina,  enquanto uma senhora ficou dentro do carro gritando por socorro; o movimento de coletivos não estava intenso, e Emília não pensou duas vezes, o sinal abriu, mas ela correu para ajudar à senhora; entrou no carro, viu que a vítima não tinha ferimentos, e a orientou a estacionar mais à frente, em um local seguro. Já em segurança, Emília quebrou o silêncio:
            - Sou Emília, a senhora está bem?!
           A mulher, ainda muito nervosa pela situação formada, olhou diretamente para Emília, e respondeu-lhe:
           - Sou Antonieta, estou insegura, mas bem! Mas, que coincidência, sempre a vejo neste sinal vendendo máscaras de crochê.
           - De tricô, porque tem maior elasticidade, são forradas e muito seguras. Respondeu-lhe Emília.
           As duas ficaram conversando para minimizar os danos do assalto. Logo depois, um policial se aproximou e devolveu a bolsa que já havia sido recuperada, e a mulher agradeceu. Assim, tudo voltou ao normal. A jovem Emília continuou vendendo suas máscaras, como se nada tivesse acontecido, até o início do turno das aulas...
           Em uma manhã como outra qualquer, Emília estava aguardando o sinal fechar quando ouviu alguém chamando por ela: "Emília, aqui!"
A garota olhou para o outro lado, viu um carro verde estacionado, e logo percebeu que era Dona Antonieta, a mesma mulher do assalto no sinal, e correu ao seu encontro, e falou:
           - Dona Antonieta, que prazer revê-la! Tudo bem?
            A senhora olhou para ela, e disse-lhe:
            - Emília, o prazer é todo meu! Estou bem, e vim especialmente para falar contigo. No dia do incidente não tive condições, mas agora já tenho.
            - Então, pode dizer! Respondeu-lhe a garota.
            Dona Antonieta olhou firme para Emília, e continuou falando:
           - Emília, eu sou dona de uma grande loja de confecções na cidade e gostaria de comprar-lhe todo estoque de máscaras de tricô que você tenha; como também, no início quero que você venha trabalhar na minha loja como estagiária, e depois quando você concluir o Ensino Médio, será minha sócia.
            A jovem Emília não podia conter as lágrimas que se misturavam ao suor de seu rosto, e ainda soluçando, balançou a cabeça em sinal afirmativo e deu um abraço afetuoso na bondosa senhora.
           O tempo passou... Emília, a garota do sinal, se formou em designer de moda, e com ajuda de Dona Antonieta, abriu a sua própria loja de confecções, denominada Esperança; seus irmãos cresceram, se tornaram independentes, e sua mãe passou a ter uma melhor e mais saudável qualidade de vida.
            Enfim, todos foram felizes!
            Um ano depois, a pandemia continuava…

Elisabete Leite

 

 Cantinho da Tia Beta

 SAUDADES DA INFÂNCIA   (...)

Meu coração vibra de tantas saudades
O meu legado é a minha maior herança
São as recordações de quando criança
Isso não tem preço, em qualquer idade!

São emoções que guardo na memória
Daqueles tempos, de outrora, coloridos
Registros de um jardim secreto e florido
Que fazem parte da minha bela história...

Momentos do universo doce da infância
Das brincadeiras pelo caminho da escola
E os banhos de chuva molhando a sacola
Instantes únicos, de extrema relevância...

Recordações que tenho no diário da vida
E primam valor existencial e importância
As salutares lições que viram constância
Saudades que jamais serão esquecidas!

                     - Elisabete Leite

  AGORA    (...)

Agora que nosso amor é eterno
Não venhas cheio de incertezas
Pois de tudo tenhas toda certeza
Terás amor de inverno a inverno!

Não chores pelo leite derramado
Teu amor é tudo que mais quero
Venhas logo, que aqui te espero!
E vivermos sem olhar o passado...

Prometo-te tudo de mais sincero
Sentimento leal que agora reitero
E que pelo tempo foi imortalizado...

Fincou raízes fortes, elo de esmero
Em nossos corações sensibilizados
Amor do agora, por mim idealizado!

                - Elisabete Leite

  CAMINHOS E DESALINHOS (...)

Pelos longos caminhos percorridos
Busquei encontrá-la a minha espera
Foram sonhos reais e não quimeras
Momentos que viviam adormecidos...

Cruzei campos e escalei montanhas
Passei instantes doloridos de agonia
Rimei belos versos, fiz ternas poesias
O amor habitava minhas entranhas...

Sim, sobrevivi a tudo, fiz façanha!
Te buscava no alvorecer de cada dia
Sempre renovado nessa força estranha.

Se ainda assim, não chegar ao ponto X
Refaço tantos outros caminhos que já fiz
Por noites a fio ou talvez anos de estadia.

  - Elisabete Leite e Juca Silva Ramos

 

  ENCONTRO   DE   POETAS

  1884

Mil oitocentos e oitenta e quatro
Sapé o recebe numa hora certa
Sem saber que pensaria tão alto
Aos trinta se despede como poeta

Um abraço de poemas e poesias
Explanando amor com ceticismo
“Versos íntimos” quanta ousadia
O mais sombrio, pré-modernismo

Hoje poeta da morte, és lembrado
Com nostalgia reconheço seu legado
E sua obra “EU” viverá por anos e anos

Hoje poeta da morte, a ti sou grato
Em Leopoldina deixastes teu retrato
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Josué Ferreira
18 de Novembro de 2022

 BANZO OU SAUDADE

Nos meus tempos de menina
Já ouvia coisas sobre o passado
Que não me orgulhavam nem um pouco
Negros e negras suplicando por liberdade!
Imaginava os açoites em seu lombo
As cicatrizes em sua pele, e o banzo?!...
Aprendemos a dizer que era saudade!

O que há de diferente de agora?
Quando o povo faminto ainda implora
Se abriga sob uma marquise e chora!
Nada lhes pertence nem o próprio sonho
Saudade do que não pode ter apego
Por mais que implorem por respeito!
Não somos diferentes daqueles negros
Na ilusão de uma merecida liberdade
Somos apenas... brancos ou negros
Simples escravos das oportunidades!

Socorro Almeida
Recife, 21/11/2022

POBRE RAINHA...

Quando meu rei chegou me pus aos seus pés
Embora cansada dos afazeres da vida
Senti-me Rainha de todos os reis e sorri
Tomou-me nos braços e me chamou de querida.

Deu ordem pra que nos servissem vinho
E brindamos com ardor o momento mágico
Olhos nos olhos, sorrindo à toa...mais carinho
Seguimos os exageros, o efeito enfático...

Não se atreveu a pedir-me mais...eu sei
Dos suficientes prazeres que eu lhe dei
E num bater de porta, e da campainha
Eu atordoada, daquele sonho, acordei!

Socorro Almeida
Recife, 19/11/2022


 
EU, HEIM!

Eu não danço, pois sou filósofo
Quem disse ser isto verdadeiro?
Ah! Recorro ao grande Rubem Alves
Leiam "Variações sobre o prazer".
                          II
A música produz alegria
Ela tem tudo, tanta magia,
Envolvendo todo nosso corpo.
Mas o filósofo não tem corpo.
                          III
Do deus da Grécia, não tenho a flauta
Do Dionísio , só alegria,
A dança sempre tão envolvente
Ser filósofo é isso mesmo?
                          IV
Dispomos só de "cabeça e olhos"?
Daí nasce a razão de tudo
E das palavras nasce a razão.
Eu heim. Entendam esses filósofos!

Manoel Antônio Dos Santos
Guarabira - PB, 24/11/2022

 DE JOELHOS "NATAL DE JUDÁ"
Por: Baltazar Filho

Precisava ajoelhar-me para orar
Erguer o rosto ao céu e dizer
Deus a tua presença vou adorar
Sensivelmente te sentir e crer.

Crer no mais elevado pensamento
Na estrela que nos guia ao Salvador
Brilhando no véu do firmamento
Indicando o nascimento do Senhor.

Era preciso ajoelhar-me e rezar
Com os anjos cantar e bendizer
Bendito seja Belém de Judá
O lugar onde o Cristo foi nascer.

Foi preciso me curvar e contemplar
Admirar o céu e gritar, este sou eu!
Dormir, sonhar, acordar e lembrar.
Deste Natal, e onde Jesus nasceu.

balfilho@gmail.com 


   Cantinho do Editor

"Fim de Ano

Fim de ano, fim de festas.
É o ano velho que vai
É o ano novo que vem.
Velhos sonhos que se foram
Novos sonhos que virão;
Os velhos foram tão bons,
Os novos também serão.
Tudo depende apenas
Do que chamamos ilusão.

Ano novo, ano velho,
Para mim tudo igual.
Um contínuo passar de dias
Um contínuo passar de vidas.
Cada dia mais velho.
Esperanças que se foram
Esperanças que virão;
Alguns amores morreram
E outros renascerão.

Fim de ano, fim de festas,
Fim de encontros e desencontros.
Tudo passou por passar.
Alguns dias de alegria,
Outros nos fez chorar.
E como o dia e a noite,
Que se sucedem sem parar,
A dor e o amor andam juntos,
Sem nunca se encontrar.

Ano nove, ano velho,
Quantas lembranças ficaram,
Quantas hão de lembrar.
Quantas verdades foram ditas
Quantas incertezas no ar.
E o coração fala alto,
Fala porque quer falar
Sangra a dor da tristeza,
Sangra a alegria de amar.

Ano novo, ano velho,
Fico sentado pensando,
Em tudo que aconteceu
Em tudo que acontecerá.
A quem dedicar estes versos?
Aqueles que me amaram?
Aqueles que hão de amar?
Dedico à solidão
Companheira de bar em bar."

 Jorge Leite

 

Imagens: Aquarelas 

 

                    Escolha do Editor

 

16 comentários:

  1. O Blog Maçayó de hoje apresenta um Domingo Solidário, como sempre, respira muita poesia e traz para o nosso deleite, um pouco de tudo, uma mistura de genuínas artes, tanto poética quanto literária.
    Um domingo com muita riqueza de expressão, em seus diferentes olhares. Uma página diversificada que, na verdade, é um grande e emocionante desfile de seletos poetas.
    Na Leitura de Domingo trato mais uma vez à temática Pandemia, faço reedição do Conto A GAROTA DO SINAL. Como também Poemas com outros temas e parceria. Gratidão grande poeta Joseraldo Silva Ramos. Parabéns!
    Na Seção Encontro de Poetas temos a presença de belíssimos poemas para o deleite de todos. Parabéns, pelas artes poéticas!
    Quero destacar as lindíssimas e várias temáticas de ilustrações que simbolizam uma aquarela de tons e cores. No Cantinho do Editor o desfile o grande poeta Jorge Leite, encanta o domingo no Blog com seu belíssimo poema e sua arte final. Parabéns, querido Jorge!
    Enfim, tudo muito lindo por aqui!
    Aplausos a todos que, hoje, desfilam. Um show de blog!👏👏👏👏👏
    Quero agradecer aos poetas, leitores e visitantes pelo carinho de sempre. Beijos no coração cada um ❤️💙.
    Até a próxima Edição!

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  2. Bom Dia, meus amigos!
    Agradeço mais uma vez, aos administradores e colaboradores deste Recanto Poético que sempre acolhe meus pedidos. Na terça-feira faremos na escola um encontro com a família, responsáveis pelos estudantes, sendo assim irei reforçar este tema Pandemia e gostaria de mostrar este belíssimo Conto da querida amiga Elisabete Leite. Gratidão por acatar meu pedido.
    Todos os poemas estão maravilhosos e as imagens ilustrativas também.
    Lindíssimo poema do poeta Jorge Leite.
    Parabéns para todos.
    Abraços

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    1. Querida amiga, Sônia Matos, obrigada pelas palavras de carinho e sua atenção de sempre. Suas interações são confortantes e somam com nossos momentos de pura Arte.
      Gratidão pelo aprendizado!
      Bom domingo!
      Abraços calorosos...

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  3. Nossa! Jorge Leite sabe tocar no coração da gente!
    Isso, Baltazar, estamos precisando nos ajoelhar e agradecer!
    Eu, heim! Manoel Antônio sabe filosofar!
    Josué relembra Augusto dos Anjos. Muito bom!
    E Elisabete!? Grande mestra nas palavras!
    E eu? Vocês me digam.
    Beijos e bom domingo!

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    1. Obrigada querida amiga poeta, Socorro Almeida, seus poemas estão belíssimos e muito bem inspirados. Parabéns pelo seu momento Poético!
      Gratidão sempre pela sua amizade.
      Abraço em seu coração ❤️.

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  4. Excelente semana para todos! Acabo de chegar de uma viagem de fim semana, logo mais lerei todas as matérias e voltarei a comentar.👏👏🌹

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    1. Coisa boa amigo poeta, viajar sempre é maravilhoso. Gratidão sempre pelas suas belíssimas contribuições poéticas e excelentes comentários.
      Abraços Literários!

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  5. Que belos poemas. Eles são radiantes.
    Parabéns a todos.

    Josenilson Rodrigues
    Pirpirituba Paraíba

    Bom DOMINGO!

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    1. Obrigada amigo, Josenilson Rodrigues, pela Ilustre visita e gentil comentário. Gratidão sempre pelas interações.
      Boa Noite!
      Abraços Literários!

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  6. Boa tarde!
    Gratidão
    Mais um Blog Maçayó
    Que veio alegrar e embelezar
    Nosso dia de Domingo
    Nos deixando, sempre, a sonhar...

    Com belo conto e poemas
    Que brotam das inspirações
    De excelentes poetas
    Iluminando nossos corações...

    É como um remédio doce
    Curando com gosto de mel
    O que vivemos, atualmente, no Brasil
    E por instantes, nos protegendo no Céu!
    ❤️Tásia Maria

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    1. Um belíssimo poema em comentário. Obrigada pelas suas lindíssimas Contribuições Poéticas, querida amiga Tásia Maria. Gratidão sempre pela sua sincera amizade.
      Um beijão em seu coração ❤️

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  7. Boa Noite! Retornando ao blog para agradecer a todos, pelas ilustres visitas e gentis comentários, sem o comentário de cada um de vocês, o blog não teria o brilho incandescente que tem, porque vocês são estrelas que reluzem nas páginas desse recanto poético. Aqui os comentários são tão relevantes quanto as artes compartilhadas. Eu quero agradecer em nome do Blog, pelo carinho de sempre.
    Abraços Literários!

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  8. Boa noite Majoritários e afiliados do Maçãyó! Gente eu fico maravilhado e ao mesmo tempo impressionado com o tamanho da capacidade e criatividade dessa contista porreta e inteligentíssima que é Elisabete. É impressionante como ela tem o dom e a competência de criar suas histórias, contos incríveis que nos deixa sem palavras para tanta criação de conteúdos incríveis. Minha irmã parabéns vocês é simplesmente incrível.
    Aí faço uma leitura nos poemas e me enchi ainda mais de emoção. Releio todos e fico impactado com todos, realmente não sei dizer qual o mais intenso.
    Vou viajar no pedacinho de cada um desses poetas fenomenais:
    Recordações que tenho no diário da vida
    E primam valor existencial e importância
    As salutares lições que viram constância
    Saudades que jamais serão esquecidas!
    Prometo-te tudo de mais sincero
    Sentimento leal que agora reitero
    E que pelo tempo foi imortalizado...
    Cruzei campos e escalei montanhas
    Passei instantes doloridos de agonia
    Rimei belos versos, fiz ternas poesias
    O amor habitava minhas entranhas...
    Um abraço de poemas e poesias
    Explanando amor com ceticismo
    “Versos íntimos” quanta ousadia
    O mais sombrio, pré-modernismo
    O que há de diferente de agora?
    Quando o povo faminto ainda implora
    Se abriga sob uma marquise e chora!
    Nada lhes pertence nem o próprio sonho
    Saudade do que não pode ter apego
    Por mais que implorem por respeito!
    Não somos diferentes daqueles negros
    Na ilusão de uma merecida liberdade
    Somos apenas... brancos ou negros
    Simples escravos das oportunidades!
    Quando meu rei chegou me pus aos seus pés
    Embora cansada dos afazeres da vida
    Senti-me Rainha de todos os reis e sorri
    Tomou-me nos braços e me chamou de querida.
    Dispomos só de "cabeça e olhos"?
    Daí nasce a razão de tudo
    E das palavras nasce a razão.
    Eu heim. Entendam esses filósofos!
    Era preciso ajoelhar-me e rezar
    Com os anjos cantar e bendizer
    Bendito seja Belém de Judá
    O lugar onde o Cristo foi nascer.
    amar.
    Ano novo, ano velho,
    Fico sentado pensando,
    Em tudo que aconteceu
    Em tudo que acontecerá.
    A quem dedicar estes versos?
    Aqueles que me amaram?
    Aqueles que hão de amar?
    Dedico à solidão
    Companheira de bar em
    Muito incrível todo enredo desta edição!
    Beijão em todos 💋
    Baltazar Filho 💕

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  9. Obrigada meu amigo poeta e irmão, Baltazar Filho, pelas suas belíssimas contribuições poéticas e maravilhosos comentários. Fiquei lisonjeada pelas suas palavras de reconhecimento e incentivo. Gratidão sempre pela sua sincera amizade.
    Abraços Literários!

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  10. Mais uma edição do Blog Maçayó, recheada de belos contos e poemas. Parabéns, nobres e talentosos escritores!!!

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    1. Obrigada amigo poeta, Diógenes de Brito, pelas sua maravilhosas contribuições poéticas e gentis comentários. Nós agradecemos toda sua atenção. Obrigada pela sua amizade.
      Abraços Literários!

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